quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O MISTÉRIO DE SÍRUS - The Alan Parsons Project- Sirius


The Alan Parsons Project- Sirius 

 

The Alan Parsons Project- Sirius Eye In the Sky (Full Album)  1-4

Sirius

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Coordenadas: Sky map 06h 45m 08.9173s, −16° 42′ 58.017″

Sírio A / B
Posição de Sírio (Sirius) na constelação de Cão Maior.
Posição de Sírio (Sirius) na constelação de Cão Maior.


Cão Maior

06h 45m 08.9173s

-16° 42′ 58″

-1,46


A1V

0,01

-0,05


-7,6 km/s

RA: −546,05

379,21 ± 1,58

8,6 ± 0,04 anos-luz
2,64 ± 0,01 pc

1,42


2,02 M

1,711 R

(log g) 4,33 (A)/8,57 (B)

25,4 L

9 940 K

[Fe/H] =0,50

-16 km/s

2–3 × 108 anos


Sirius
Canis major constellation map.png
Imagem fotográfica de Sirius A e B, Hubble.
Sírio (Sirius, α CMa, α Canis Majoris, Alpha Canis Majoris) é a estrela mais brilhante no céu noturno, com uma magnitude aparente de −1,46, localizada na constelação de Canis Major. Pode ser vista a partir de qualquer ponto na Terra, sendo que, no Hemisfério Norte faz parte do Hexágono do Inverno.
Dista 2,6 parsecs (ou 8,57 anos-luz) da Terra, sendo por isso uma das estrelas mais próximas do nosso planeta. A sua estrela vizinha mais próxima é Procyon, à distância de 1,61 pc ou 5,24 anos-luz, com um espectro de tipo A0 ou A1 e uma massa cerca de 2,4 vezes maior que a massa do Sol.
A melhor época do ano para observação situa-se em meados do mês de janeiro, quando atinge o meridiano à meia-noite.

Na Bandeira do Brasil Sirius representa o Estado de Mato Grosso.

Observação

X1
N14
M44
Hieróglifo de
Sírius/Sopdet
Sirius era conhecida no antigo Egito como Spodet (do grego: Sothis), está registrada nos registros astronômicos mais antigos. Durante o Médio Império, os egípcios tomaram como base de seu calendário o nascer helíaco de Sírus, ou seja, o dia em que ele torna-se visível pouco antes do nascer do Sol e estando suficientemente afastado do brilho dele. Este evento ocorria antes da inundação anual do rio Nilo e do solstício de verão1 , após estar ausente do céu por setenta dias. O hieróglifo para Sothis é uma estrela e um triângulo. Sothis era relacionada com a deusa Ísis, enquanto o período de setenta dias com a passagem de Ísis e Osíris pelo tuat, o submundo egípcio.

Os gregos da antiguidade observaram que a aparência de Sírius poderia anunciar um verão quente e seco, e temeram que isso fizesse as plantas murcharem, enfraquecesse os homens e estimulasse o desejo nas mulheres. Por causa de seu brilho, foi observado que Sírius cintila mais nas condições meteorológicas instáveis do início do verão. Para os observadores gregos isto eram emanações de influência maligna e pessoas que sofressem de seus efeitos eram ditos astroboletos (αστροβολητος) ou atingidos pela estrela. A estação seguindo a aparição da estrela foi chamada de Dias de Cão do verão.

Os habitantes da ilha de Ceos no Mar Egeu ofreciam sacrifícios a Sírius e a Zeus para trazerem brisas refrescantes enquanto aguardavam a aparência com que a estrela reapareceria no próximo verão. Se aparecesse fraca então emanaria pestes, do contrário traria boa sorte. As moedas recuperadas do século III antes de Cristo mostravam cães ou estrelas cercados de raios, ressaltando a importância de Sírius. Os romanos celebravam o poente helíaco de Sírius por volta do dia 25 de abril, sacrificando um cão com incenso, vinho e um carneiro para a deusa Robigalia para que as emanações não trouxessem a ferrugem do trigo para as plantações2 .

Ptolomeu de Alexandria mapeou as estrelas nos livros VII e VIII do Almagesto, no qual utilizou Sírius como a localização para o meridiano central. Curiosamente ele a descreveu como uma das seis estrelas vermelhas. Entre as outras estão Arcturus e Betelgeuse.

Estrelas brilhantes eram importantes para os antigos polinésios para navegação entre as várias ilhas e atois no Oceano Pacífico. Quando estão baixas no horizonte, elas agiam como bússolas estelares para ajudar navegantes a traçar cursos para alguns destinos. Também serviram como marcadores de latitude: A declinação de Sírius coincide com a latitude do arquipélago de Fiji a 17°S e passa diretamente sobre as ilhas todas a noites. Sírus serviu como o corpo de uma constelação de um "Grande Pássaro" chamado Manu, com a ponta da asa sul em Canopus e da asa norte em Procyon, dividindo o céu noturno em dois hemisférios. Assim como a aparição de Sírius marcava o verão na Grécia, marcava o início de um inverno frio para os Maori, cujo nome Takurua servia tanto para a estrela quanto para a estação. A culminação no solstício de inverno era marcada por uma celebração no Havaí, onde era conhecida por Ka'ulua ou "Rainha do Céu". Outros povos polinésios também atribuiram-lhe os nomes Tau-ua nas ilhas Marquesas, Rehua na Nova Zelândia e Aa ou Hoku-Kauopae no Havaí.

Etimologia

O termo Sirius deriva do latim sīrius e do grego σείριος (seirios, "brilhante").
Sendo a principal estrela da constelação do “Cão Maior”, é muitas vezes apelidada de “Estrela do Cão” ou “Estrela Canina”.

Também é conhecida pelo nome latino “Canicula” (“pequeno cachorro”) e como الشعرى aš-ši’rā, em árabe, donde deriva o nome alternativo “Ascherre”.

Sistema binário

Sírius é uma estrela binária de duas estrelas brancas orbitando entre si a uma distância de 20 unidades astronômicas, aproximadamente a distância entre o Sol e Urano, com um período de 50,1 anos. A estrela mais brilhante denominada Sírius A é uma estrela de sequência principal do tipo espectral A1V, com uma temperatura na superfície de 9940 K. Sua companheira, Sírius B, é uma estrela que já saiu da sequência principal e se tornou uma anã branca. Atualmente é dez mil vezes menos luminosa no espectro visível. Anteriormente Sírius B era a mais massiva das duas estrelas. A idade do sistema foi estimada em 230 milhões de anos. Acredita-se que no início de sua formação, o sistema tinha duas estrelas azuis orbitando uma a outra em uma órbita elíptica de 9,1 anos. O sistema emite uma quantidade maior que a esperada de radiação infra-vermelha, medido pelo observatório espacial IRAS. Isto pode ser uma indicação de poeira no sistema, o que é não é usual para uma estrela binária. Uma imagem do observatório de raios-X Chandra mostra Sírius B brilhando mais que sua companheira pois e uma fonte mais intensa de raios-X.

História e mitologia

Do ponto de vista histórico, Sirius sempre foi o centro das atenções, fruto de um significado muito especial dado pelas mais diversas culturas.

Foi alvo de adoração sob a alcunha de Sothis no Vale do Nilo do Egipto, muito antes de Roma ter sido fundada, tendo sido construídos diversos templos de forma a permitir que a luz de Sirius penetrasse em seus altares internos. Crê-se que o calendário egípcio seria baseado na ascensão helíaca de Sirius, a qual ocorre um pouco antes das cheias anuais do rio Nilo e do solstício de verão.

Na mitologia grega, consta que os cães caçadores de Órion teriam sido elevados ao céu, pelas mãos de Zeus, na forma da estrela de Sirius ou do conjunto de constelações de Cão Maior e Cão Menor. Os antigos gregos também associavam Sirius ao calor do verão, apelidanndo-a de Σείριος (Seirios), geralmente traduzido como o escaldador, o que explicaria, por exemplo, a expressão calor do cão.
Na astrologia da Idade Média Sirius era a estrela fixa de Behenia, associada ao berilo e ao junípero, com o símbolo cabalístico listado por Heinrich Cornelius Agrippa.
Em 1909, Ejnar Hertzsprung sugeriu que Sirius fizesse parte de Ursa Major, contudo, pesquisas mais recentes realizadas por Jeremy King e outros na Universidade Clemson em 2003 questionam a veracidade dessa hipótese, visto que os dois componentes de Sirius aparentam ser muito jovens.

Sistema binário

Em 1844, Friedrich Wilhelm Bessel deduzira que Sirius era na verdade um sistema binário e em 1862 Alvan Graham Clark identificara a estrela companheira, apelidando-a de Sirius B ou, carinhosamente, “o cachorrinho”, sendo que as duas estrelas orbitam entre si separadas por 20 unidades astronômicas aproximadamente. A estrela visível a olho nu é actualmente referida como Sirius A.
Em 1915 astrônomos do Observatório de Monte Wilson determinaram que Sirius B era uma anã branca, a primeira a ser descoberta. Curiosamente, isso significa que Sirius B terá tido originalmente uma massa muito superior à de Sirius A.

Mistérios

Existem alguns mistérios ainda por resolver no que respeita a Sirius, nomeadamente:
  • Algumas irregularidades orbitais aparentes em Sirius B têm sido observadas desde 1894, sugerindo uma diminuta terceira estrela companheira, cuja existência ainda não foi confirmada.
  • Segundo antigas observações, Sirius terá sido descrita como uma estrela vermelha, ao passo que hoje em dia Sirius A é uma estrela branco-azulada. A possibilidade de ter ocorrido uma evolução estelar em ambas as estrelas, poderia explicar estas discrepâncias, sendo no entanto uma hipótese rejeitada pelos astrônomos, que se baseiam na tese que nega a possibilidade de ter ocorrido semelhante fenómeno no espaço temporal de apenas alguns milênios uma vez que não existem indícios de quaisquer rastros de nebulosidade, o que seria um sinal evidente de tal evolução. No entanto, uma explicação alternativa, também ligada ao misticismo ou às crença populares, se especula que a sua cor vermelha seria uma metáfora para má sorte.
  • Algumas correntes sugerem que a tribo Dogon de Mali teria conhecimento de uma ou mais estrelas companheiras invisíveis a olho nu antes de terem sido descobertas no século XIX por meio de cálculos astronômicos, o que tem sido fonte de especulação para ufólogos, descrito como tema principal no livro “The Sirius Mistery”, de Robert Temple.
  • Apesar de ter sido confirmado apenas em 1844 que se trata de um sistema binário, muitos gregos já consideravam Sirius como um elemento duplo, haja vista a lenda que gira em torno da estrela.

 

 

O Mistério de Sírius

(...)Hoje é possível rastrear essas tradições até o antigo Egito e elas parecem revelar um contato, no passado distante, entre nosso planeta Terra e uma raça adiantada de seres inteligentes de outro sistema planetário a vários anos-luz de distância no espaço. Se houver outra resposta ao mistério de Sírius, pode ser até mais surpreendente que essa. Mas certamente não será insignificante.

Não nos causará surpresa que existam outras civilizações em nossa galáxia e em todo o Universo. Mesmo que nos próximos anos se venha a descobrir que a explicação do mistério de Sírius é algo totalmente diferente, é preciso lembrar que esse mistério servirá para nos ajudar a especular seguindo linhas adequadas e necessárias, abrindo nossas mentes, naturalmente preguiçosas, incentivando-as a ir mais além na importante questão das civilizações extraterrestres que certamente devem existir.

No momento, somos como peixes em um aquário, ou seja, de vez em quando saltamos da água, quando nossos astronautas surgem nas alturas. Há muito tempo, o público aborreceu-se com a exploração espacial, antes mesmo que ela começasse de maneira apropriada. Descobrimos que os congressistas precisam de contínuas injeções de "resgates espaciais" e "intervalos entre satélites" em suas cansadas correntes sangüíneas, como verdadeiras doses de heroína, para servirem como estímulo, tirando-os de seu horrível estado de letargia, e assim votarem fundos para os programas espaciais que muitos consideram uma chateação, nada estimulante e desprovidos de suspense.

O impacto psicológico das fotografias da Terra, feitas do espaço, um orbe belo e gigantesco repousando no nada, com nuvens que parecem pérolas e um mar brilhante, passou a enviar ressonâncias para os longos corredores de nossas imensas psiques entorpecidas. A humanidade empenha-se, sem notar, na percepção nova e inegável de que todos fazemos parte desse jogo. Estamos empoleirados nesse globo suspenso sobre o vácuo aparente, somos constituídos por átomos e, acima de tudo, somos as únicas criaturas realmente inteligentes que conhecemos diretamente. Em síntese, estamos sós, com todas as implicações fratricidas dessa tensa situação. Na atualidade, as explorações de Marte prometem conduzir-nos aos nossos sentidos, redespertando a sensação de pavor e maravilha com relação ao espaço — imediatamente. Por fim, estamos explorando outro planeta, ainda que por controle remoto, e o futuro pode começar.

Mas, ao mesmo tempo, a conclusão inevitável que se segue é que a nossa lentidão em perceber tais coisas começa também a fazer algum progresso. O número de pessoas excepcionais (com inteligência excepcional ou insanas) já supera o de algumas poucas que percebem que, assim como estamos sentados em cima do planeta, envolvidos em lutas intestinas, por falta de distração melhor, é possível também que existam muitos outros planetas pelo Universo, onde seres igualmente inteligentes estão sentados, como nós, sofrendo as consequências dos próprios erros; ou então eles já saíram de sua casca para estabelecer contato com outros seres inteligentes de outros planetas. E se tudo isso estiver acontecendo de fato, em todo o Universo, talvez não tarde muito para nos unirmos aos nossos companheiros de outras partes — criaturas vizinhas de outras estrelas, no imenso vácuo que gera planetas, sóis e mentes.

Durante anos, pensei que essas organizações, que investem milhões de dólares pela "paz" e procuram descobrir o que há de errado com a natureza humana a ponto de favorecer algo tão perverso quanto um conflito, deviam doar todo o seu tesouro aos programas espaciais e à pesquisa astronômica. Em vez de realizar seminários sobre "pesquisa de paz", devíamos construir mais telescópios. A resposta para a pergunta, "A humanidade é perversa?", será bem conhecida, se fizermos uma auto-avaliação, comparando-nos com outras espécies inteligentes, segundo uma escala diversa da que nos deixa inflados de ar.

Por enquanto, lutamos contra oponentes imaginários e perseguimos fantasmas... As respostas encontram-se em algum lugar lá fora, em outras estrelas e em outras raças de seres. Só fazemos compor nossas neuroses, quando nos tornamos mais introspectivos e até narcisistas. É preciso olhar para fora. Ao mesmo tempo, é claro, devemos lançar um olhar inflexível ao nosso passado. Seguir em frente, sem a concepção de onde estivemos um dia, não faz absolutamente nenhum sentido. Existe ainda a probabilidade de se descobrir os mistérios ligados às nossas origens. Por exemplo, o resultado de uma de minhas pesquisas, iniciada de maneira muito inofensiva, sobre uma tribo africana, demonstra a possibilidade de que a civilização, tal como a conhecemos, foi, primeiramente, uma importação de outra estrela.

As culturas vinculadas do Egito e da Suméria, na área do Mediterrâneo, simplesmente surgiram do nada. Isso não quer dizer que não havia outros povos antes deles. Sabemos da existência de inúmeros povos, mas não encontramos traços de civilização adiantada. E povos e civilização são coisas muito diferentes.

Servem como exemplo as palavras do falecido professor W. B. Emery em seu livro, Archaic Egypt (Egito Arcaico):

Em um período de aproximadamente 3.400 anos antes de Cristo, ocorreu uma grande mudança no Egito, e o país passou rapidamente de um estado de cultura neolítica adiantada, com um caráter de complexo tribal, para monarquias bem organizadas; uma das quais compreendia a área do Delta e a outra o próprio vale do Nilo. Ao mesmo tempo, surge a arte da escrita, arquiteturas monumentais, com o desenvolvimento das artes e dos artesanatos a um grau surpreendente, assim como de todos os pontos de evidências sobre a existência de uma civilização bem organizada e até luxuosa. Tudo isso foi alcançado em um período de tempo relativamente curto, pois aparentemente houve pouco ou nenhum antecedente para esses desenvolvimentos fundamentais na escrita e na arquitetura.

Ora, com ou sem a suposição da invasão de um povo adiantado no Egito que trouxe consigo a sua cultura, permanece o fato de que, recuando a esse período da história, defrontamo-nos com tantas imponderáveis que seria muito difícil afirmar algo com certeza. O que se sabe realmente é que a passagem dos povos primitivos para as civilizações florescentes e opulentas foi abrupta.

A luz da evidência relativa à questão de Sírius, assim como a
outras evidências provenientes de outros autores, ou a serem
ainda obtidas, deve-se admitir como séria possibilidade que a
civilização deste planeta deva algo à visita de seres extraterrestres
adiantados. Não é necessário postular discos voadores, ou mesmo
deuses em trajes espaciais. Minha intuição diz que esse assunto,
até agora, não foi tratado de maneira suficientemente sofisticada.

Mas em vez de adentrarmos o campo da mera especulação sobre
a descida de extraterrestres, etc, voltemo-nos para as evidências
que indiquem, ao menos, que eles talvez estiveram por aqui. Na
Parte Três, examinaremos alguns pormenores e indícios de que os
visitantes extraterrestres de Sírius tenham sido criaturas anfíbias
que precisam viver em ambiente aquático. Mas tudo isso é
especulação; um terreno traiçoeiro. A política que sempre adotei,
além de ser uma inclinação pessoal, é a de me apegar apenas a
fatos concretos. Verificaremos a solidez dos fatos, à medida que
avançarmos, e que a história é muito estranha para aquele
momento. Como de hábito, a verdade tem se comprovado mais
estranha que a ficção. Recomenda-se ao leitor que veja na Parte
Três deste livro algumas "especulações desenfreadas".

O livro propõe agora uma pergunta. Não apresenta, sugere apenas
uma resposta. Na Parte Um, a questão é apresentada em sua
forma original e, na Parte Dois, é reformulada. Mas, em parte
nenhuma, é respondida com certeza. As melhores perguntas são
aquelas que, muitas vezes, ficam por muito tempo sem resposta,
conduzindo-nos a novos caminhos de raciocínio e experiência.
Quem sabe onde o mistério de Sírius nos levará, afinal? Mas
vamos acompanhá-lo por enquanto. Será, no mínimo, uma
aventura...

Capítulo Dois
O Conhecimento dos Dogons
Quando se olha para o céu, a estrela mais brilhante divisada é
Sírius. Vênus e Júpiter algumas vezes são mais brilhantes, mas
não são estrelas, são planetas que giram em torno do nosso sol,
também uma estrela. Mas nenhum astrônomo dirá que há uma
razão particular para existir vida inteligente na área de Sírius. A
razão para Sírius ser tão brilhante é o fato de ser grande e
próxima, maior que o sol e com uma porção de outras estrelas
próximas. Todavia, um astrônomo inteligente dirá que talvez as
estrelas Tau Ceti ou Epsilon Eridani, bastante semelhantes ao
nosso sol, possuam planetas com vida inteligente. Seria uma boa
hipótese. Porém, entre as estrelas discutidas com mais freqüência
e que possivelmente abriguem vida inteligente, Sírius não está
incluída. Esta não é uma opção particularmente "óbvia".

O Projeto Ozma na primavera de 1960 e, em anos mais recentes,
outras buscas de vida inteligente no espaço por rádio ouviram
significativos sinais provenientes das estrelas Tau Ceti e Epsilon
Eridani, contudo, nada foi detectado. Isso não prova nada, mas
essas duas estrelas próximas foram consideradas sensíveis, por
alguns astrônomos, como possíveis locais com vida inteligente em
nossa vizinhança espacial.

 O Projeto Ozma só fez a escuta dessas
duas estrelas para verificar se os sinais enviados tinham certo
comprimento de onda, em um dado momento, e também a
quantidade de energia por trás deles. Nada aconteceu. Mais tarde,
essas tentativas foram ampliadas um pouco mais e, de forma mais
realista, o seu âmbito; porém os astrônomos sabiam muito bem
que valsavam no escuro, e seus esforços foram realmente
considerados e descritos como verdadeiras bravatas, em face das
enormes probabilidades. Não era possível ter a certeza de que
estavam no caminho certo, mas faziam o que podiam e da melhor
forma possível. A partir de então, o Projeto Ozma, com seu
radiotelescópio gigante, localizado em Arecibo, Porto Rico, e o
maior do mundo, tem realizado a escuta seletiva de diversas
estrelas — mas não de Sírius. O autor tem a esperança de que a
evidência apresentada por este livro seja suficiente para incentivar
uma investigação astronômica sobre o sistema de Sírius, mais
minuciosa que as até então realizadas, elaborando pesquisas
embasadas nos estudos de Irving Lindenblad.

 Acredito ainda que
deveria ser instituído um programa com um rádio-telescópio maior
para proceder à escuta do sistema de Sírius para detectar
indicações de quaisquer sinais de vida inteligente.

No momento, a base de especulações sobre vida inteligente no
espaço sempre incluirá a possibilidade de que alguma sociedade
evoluída, de alguma parte do Universo, já tenha feito contato com
a vida em nosso planeta. É essa possibilidade de contato de nosso
planeta com uma cultura aparentemente da área de Sírius que
será discutida neste livro. Parece haver substancial evidência de
que em um passado relativamente recente — possivelmente entre
7 mil e 10 mil anos atrás — isso tenha acontecido e qualquer outra
interpretação da evidência não parece fazer muito sentido.

Antes de abordar a evidência, gostaria de discorrer um pouco mais
sobre Sírius. Em meados do século XIX, um astrônomo que, com
dificuldade, observava Sírius por algum tempo, acabou
aborrecendo-se porque tal estrela não permanecia imóvel. Ela
oscilava. O astrônomo passou um bom tempo refletindo a respeito
e, por fim, concluiu que somente uma estrela pesada e maciça,
que girasse em torno de Sírius poderia causar tal oscilação. O
único problema é que não havia uma grande estrela orbitando
Sírius! Pelo contrário, e a não ser que se houvesse transformado
em uma coisa minúscula, completando sua órbita a cada cinqüenta
anos, existiria uma estrela que veio a ser chamada Sírius B, e
assim Sírius passou a ser Sirius A.

O astrônomo Johann Friedrich Bessel, em 1834. Pouco antes de
sua morte, em 1844, ele decidiu que Sírius deve ser um sistema
binário. Em 1862, o americano Alvan Clark, observando pelo maior
telescópio existente na época, viu um débil ponto de luz no local
onde deveria estar Sirius B, confirmando sua existência. Em 1915,
o dr W. S. Adams do Mt. Wilson Observatory fez as necessárias
observações para saber qual era a temperatura de Sírius B, que é
de 8.000°, quase duas vezes superior à de nosso sol. Então
passou-se a notar que Sírius B era um estrela intensamente
quente que irradiava três ou quatro vezes mais calor e luz por pé
quadrado que o nosso sol. Assim, foi possível calcular o tamanho
de Sírius B, que tem somente três vezes o raio da Terra, contudo
sua massa é um pouco menor que a de nosso sol. Uma teoria de
anãs brancas foi desenvolvida então para explicar Sírius B, e
outras anãs brancas foram descobertas posteriormente.

Naquela época, Sírius B era a única estrela do tipo, no Universo,
de que se tinha notícia. Mais de uma centena desses corpos
celestes se dispersaram realmente pelo céu, podendo existir
milhares, invisíveis, apesar de nossos modernos telescópios, pois
são muito pequenos e sua luz é muito fraca. São as chamadas
anãs brancas.

As anãs brancas são estranhas por, ao mesmo tempo, serem
fracas e fortes. Não distribuem muita luz, mas são fantasticamente
poderosas em termos gravitacionais. Em uma anã branca nós não
teríamos sequer uma fração de polegada de altura. Um pé cúbico
de matéria de Sírius B pesaria 2 mil toneladas. Uma caixa de
fósforo, cheia de matéria dessa estrela, pesaria uma tonelada e um
quarto. Só que uma caixa de fósforo cheia do núcleo da estrela
pesaria aproximadamente cinqüenta toneladas. 

A estrela é 65 mil vezes mais densa que a água, ao passo que o 
nosso Sol tem uma densidade aproximadamente igual à da água. 

A "grande" estrela
necessária para provocar a oscilação de Sírius se transformou em
uma coisa minúscula, mas ainda é tão maciça e pesada quanto
uma estrela comum de tamanho muito maior. Em síntese, é uma
estrela tão densa e compacta que nem mesmo é constituída por
matéria regular. É constituída pela chamada matéria "degenerada"
ou matéria "superdensa", na qual os átomos são pressionados
entre si e os elétrons, comprimidos. Essa matéria é tão pesada que
não é possível pensar a respeito em quaisquer termos familiares.
Não existe nada em nosso sistema solar, de nosso conhecimento,
comparável a essa matéria. Contudo, os físicos têm-na
considerado em teoria e, no século XX, algum progresso foi feito
em sua compreensão.

Alguns astrônomos até afirmaram que o sistema de Sírius possui
uma Sírius C, ou uma terceira estrela. Fox afirmou ter visto a
estrela em 1920 e em 1926, 1928 e 1929, sendo também
supostamente observada por Van den Bos, Finsen e outros no
Union Observatory. Mais tarde, entretanto, quando deveria ter sido
vista, isso não aconteceu. Zagar e Volet disseram que a estrela
estaria lá em virtude da oscilação que a punha em evidência. E,
como vimos no Capítulo Um, Benest e Duven, em 1995,
confirmaram a existência da terceira estrela.

O extenso estudo sobre o sistema de Sírius, efetuado por um
astrônomo, foi realizado por Irving W. Lindenblad, do US Navy
Laboratory, em Washington, DC. Nós nos correspondíamos e ele
me enviava suas publicações (as últimas apareceram em 1973) e
também a fotografia da Prancha 1, tirada em 1970 após vários
anos de preparação, sendo essa a primeira fotografia da estrela
Sírius B, que aparece como um ponto minúsculo perto da principal,
Sírius A, dez mil vezes mais brilhante.

O feito de Lindenblad, tendo êxito em obter uma foto, é descrito em
"Notas das Pranchas". Ele estudou o sistema de Sírius por sete
anos sem encontrar evidências de uma terceira estrela, Sírius C.
Ele diz: "Não existe uma evidência astrométrica, portanto, de uma
companheira próxima de Sírius A ou B". Outro astrônomo, D.
Lauterbom, persistiu em sua crença — corretamente, como se
sabe — de que havia um terceira estrela no sistema de Sírius.
É possível verificar que o sistema de Sírius é muito interessante e
complicado. Só no século XX, houve progresso no conhecimento
sobre matéria degenerada e anãs brancas por intermédio de
pesquisas em física nuclear. Portanto, é surpreendente que
alguém, sem dispor de nossa ciência moderna, tenha mais
conhecimento sobre o sistema de Sírius, não é?

A seguir, citação de passagem da obra Intelligent Life in the
Universe (Vida Inteligente no Universo), de Carl Sagan e I. S.
Shklovskii.

Em um capítulo muito razoável, chamado "Possíveis
Conseqüências do Contato Direto", diz Sagan:

[Na questão da evolução humana], ainda que difícil para nós fazer
uma reconstrução a partir de uma distância de milhões de anos,
teria sido muito mais evidente que uma civilização com tecnologia
muito avançada, em relação à existente hoje na Terra, tivesse nos
visitado a cada cem mil anos, ou então para ver se algo
interessante andou acontecendo ultimamente. Há cerca de 25
milhões de anos, uma nave de inspeção galáctica em visita de
rotina ao terceiro planeta de uma estrela anã G, relativamente
comum [nosso Sol] pode ter notado um desenvolvimento evolutivo
interessante e promissor: o Procônsul [o ancestral do homo
sapiens, ou o homem moderno]. A informação teria chegado com a
velocidade da luz, lentamente pela Galáxia, e uma anotação teria
sido feita em algum repositório central de informações, talvez o
centro galáctico. Se o surgimento de vida inteligente em um
planeta é de interesse científico geral, ou outro interesse, para as
civilizações galácticas, é razoável que, com o surgimento do
Procônsul, o índice de amostragem de nosso planeta tenha
aumentado, talvez na proporção de uma vez a cada dez mil anos.

No início da época pós-glacial mais recente, o desenvolvimento da
estrutura social, arte, religião e habilidades técnicas elementares
deve ter aumentado ainda mais o contato. Porém, se o intervalo
entre cada amostragem for de apenas vários milhares de anos,
existe então a possibilidade de que o contato com uma civilização
extraterrestre tenha ocorrido em tempos históricos.

Este é um prelúdio muito interessante para a nossa própria história
e acredito que a atitude de Sagan e Shklovskii seja uma verdade
geral de todo o credo astronômico. Rígido e pessimista de fato
deve ser o astrônomo que duvida seriamente da possível
existência de incontáveis civilizações inteligentes espalhadas em
todo o Universo, em outros planetas que orbitam outras estrelas. A
postura que afirma ser o homem a única forma de vida inteligente
no Universo é intoleravelmente arrogante, embora em 1950, por
exemplo, isso provavelmente fosse comum. Mas quem conserva
essa opinião hoje é, felizmente para os que gostam de ver algum
progresso nas concepções humanas, uma espécie de aberração
intelectual equivalente à crença na Teoria da Terra Plana.

O dr. Melvin Calvin, do Departamento de Química da Universidade
da Califórnia, em Berkeley, disse: "Existem, pelo menos, cem
milhões de planetas no Universo visível que foram, ou são, muito
semelhantes à Terra... isso certamente significa que não estamos
sós no Universo. Considerando-se que a existência do homem
sobre a terra não ocupa mais que um instante do tempo cósmico,
sem dúvida a vida inteligente progrediu muito além de nosso nível
em alguns desses cem milhões de planetas".

O Mistério de Sírius

Código: LIT-047 
Autor: Robert Temple
Ano: 2005 - Paginas: 526
Editora: Madras
  Aqualung1989·
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Sejam felizes todos os seres.Vivam em paz todos os seres.
Sejam abençoados todos os seres.
 

DEUS - O CHAMADO E CONVERSANDO COM DEUS



O Chamado de Deus - 114min.

Conversando com Deus - 109min.

Deus

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Nota: Este artigo é sobre Deus de uma perspectiva monoteísta. Veja divindade para informações do ponto de vista não-monoteísta. Veja também o artigo deidade. Para outros significados da palavra, veja Deus (desambiguação).

 
















Os Elementos; Terra,Ar,Água e Fogo


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 















Ao longo da história da humanidade a ideia da existência, definições e formas de compreensão dos deuses - Deus em uma perspectiva monoteísta moderna - assumiram várias formas distintas; econtrando-se as mesmas, de uma forma ou outra, presentes em todas sociedades e grupos já existentes; e variando desde aquelas associadas às primitivas formas de crença pré-clássicas, provenientes das tribos da Antiguidade, até os dogmas das modernas religiões, amplamente difundidas na civilização atual.

Deus é desde a sua origem a divindade central na mitologia monoteísta abraâmica, da qual derivam-se entre outras as mitologias das principais religiões da atualidade, explicitamente o cristianismo, o judaísmo e o islã. "Deus" é notoriamente definido em modernidade segundo as perspectivas de tais religiões monoteístas, sobretudo no ocidente, e nelas foca-se o presente artigo.

Deus muitas vezes é expressado como o Criador e Senhor do Universo. Teólogos têm relacionado uma variedade de atributos utilizados para estabelecer as várias concepções de Deus. Os mais comuns entre essas incluem onisciência, onipotência, onipresença, benevolência ou bondade perfeita, simplicidade divina, zelo, sobrenaturalidade, transcendentalidade, eternidade e existência necessária.
Deus também tem sido compreendido como sendo incorpóreo, um ser intangível com personalidade divina e justa; a fonte de toda a obrigação moral; em suma, o "maior existente".1

Tais atributos foram todos anteriormente defendidos e suportados em diferentes graus pelos filósofos teológicos judeus, cristãos e muçulmanos, incluindo-se entre eles Rambam,2 Agostinho de Hipona2 e Al-Ghazali,3 respectivamente. Muitos filósofos medievais notáveis desenvolveram argumentos para a existência de Deus,3 intencionando entre outros elucidar as "aparentes" contradições decorrentes de muitos destes atributos quando justapostos.

Etimologia e uso

Tanto a forma capitalizada do termo Deus quanto seu diminutivo - que simboliza divindades, deidades em geral - têm origem no termo latino "deus", significando divindade ou deidade. O português é a única língua românica neolatina que manteve o termo em sua forma nominativa original, com o final do substantivo em "us", diferenciando-se assim do espanhol dios, francês dieu, italiano dio, e da língua romena, onde se distingue o criador monoteísta, Dumnezeu, de zeu, um ser idolatrado.
Os termos latinos Deus e divus, assim como o grego διϝος = "divino", descendem do Proto-Indo-Europeu *deiwos = "divino", termo esse encerrando a mesma raiz que Dyēus, a divindade principal do panteão indo-europeu, igualmente cognato do grego Ζευς (Zeus).

Na era clássica o vocábulo em latim era uma referência generalizante a qualquer figura endeusada e adorada pelos pagãos. Em um mundo dominado pelas religiões abraâmicas, com destaque para o cristianismo, o termo é usada hodiernamente com sentido mais restrito - designando uma e a única deidade - em frases e slogans religiosos tais como: Deus sit vobiscum, variação de Dominus sit vobiscum, "o Senhor esteja convosco"; no título do hino litúrgico católico Te Deum, proveniente de Te Deum Laudamus, "A Vós, ó Deus, louvamos". Mesmo na expressão que advém da tragédia grega Deus ex machina, de Públio Virgílio, Dabit deus his quoque finem, que pode ser traduzida como "Deus trará um fim à isto", e no grito de guerra utilizado no Império Romano Tardio e no Império Bizantino, nobiscum deus, "Deus está conosco", assim como o grito das cruzadas Deus vult, que em português traduz-se por "assim quer Deus", ou "esta é a vontade de Deus", verifica-se tal sentido restrito.
Em latim existiam as expressões interjectivas "O Deus meus" e "Mi Deus", delas derivando as expressões portuguesas "(Oh) meu Deus!", "(Ah) meu Deus!" e "Deus meu!".

Dei é uma das formas flexionadas ou declinadas de "Deus" no latim. É usada em expressões utilizadas pelo Vaticano, como as organizações católicas apostólicas romanas Opus Dei (Obra de Deus, sendo obra oriunda de opera), Agnus Dei (Cordeiro de Deus) e Dei Gratia (Pela Graça de Deus). Geralmente trata-se do caso genitivo ("de Deus"), mas é também a forma plural primária adicionada à variante di. Existe o outro plural, dii, e a forma feminina deae ("deusas").

A palavra Deus, através da forma declinada Dei, é a raiz de deísmo, panteísmo, panenteísmo, e politeísmo, e ironicamente referem-se todas a teorias na qual qualquer figura divina é ausente na intervenção da vida humana. Essa circunstância curiosa originou-se do uso de "deísmo" nos séculos XVII e XVIII como forma contrastante do prevalecente "teísmo". Teísmo é a crença em um Deus providente e interferente.

Seguidores dessas teorias, e ocasionalmente seguidores do panteísmo, podem vir a usar em variadas línguas, especialmente no inglês, o termo "Deus" ou a expressão "o Deus" (the God), para deixar claro de que a entidade discutida não trata-se de um Deus teísta. Arthur C. Clarke usou-o em seu romance futurista, 3001: The Final Odyssey. Nele, o termo "Deus" substituiu "God" no longínquo século XXXI, pois "God" veio a ser associado com fanatismo religioso. A visão religiosa que prevalece em seu mundo fictício é o Deísmo.

São Jerônimo traduziu a palavra hebraica Elohim (אֱלוֹהִים, אלהים) para o latim como Deus.
A palavra pode assumir conotações negativas em algumas conotações. Na filosofia cartesiana, a expressão "Deus deceptor" é usada para discutir a possibilidade de um "Deus malévolo" que procura iludir-nos. Esse personagem tem relação com um argumento cético que questiona até onde um demônio ou espírito mau teria êxito na tentativa de impedir ou subverter o nosso conhecimento. Outra é deus otiosus ("Deus ocioso"), um conceito teológico para descrever a crença num Deus criador que se distancia do mundo e não se envolve em seu funcionamento diário. Um conceito similar é deus absconditus ("Deus absconso ou escondido") de São Tomás de Aquino. Ambas referem-se a uma divindade cuja existência não é prontamente reconhecida nem através de contemplação nem via exame ocular de ações divinas in loco. O conceito de deus otiosus frequentemente sugere um Deus que extenuou-se da ingerência que tinha neste mundo e que foi substituído por deuses mais jovens e ativos que efetivamente se envolvem, enquanto deus absconditus sugere um Deus que conscientemente abandonou este mundo para ocultar-se alhures.

A forma mais antiga de escrita da palavra germânica Deus vem do Codex Argenteus cristão do século VI. A própria palavra inglesa é derivada da Proto-Germânica "ǥuđan". A maioria dos lingüistas concordam que a forma reconstruída da Proto-Indo-Européia (ǵhu-tó-m) foi baseada na raiz (ǵhau(ə)-), que significa também "chamar" ou "invocar".4

A forma capitalizada Deus foi primeiramente usada na tradução gótica Wulfila do Novo Testamento, para representar o grego "Theos". Na língua inglesa, a capitalização continua a representar uma distinção entre um "Deus" monoteísta e "deuses" no politeísmo 5 . Apesar das diferenças significativas entre religiões como o Cristianismo, Islamismo, Hinduísmo, a Fé Bahá'í e o Judaísmo, o termo "Deus" permanece como uma tradução inglesa comum a todas. O nome pode significar deidades monoteísticas relacionadas ou similares, como no monoteísmo primitivo de Aquenáton e Zoroastrismo.

Nome

A palavra latina Deus, em inglês God, bem como suas traduções em outras línguas, a exemplo Θεός em grego, Бог em eslavo, Ishvara em sanscrito, ou Alá em árabe, são normalmente usadas para toda e qualquer concepção. O mesmo acontece no hebraico El, mas no judaísmo, Deus também é utilizado como nome próprio, o Tetragrama YHVH, que acredita-se referir-se à origem henoteística da religião. Na Bíblia, quando a palavra "Senhor" está em todas as capitais, isto significa que a palavra representa o tetragrama específico.6

Deus também pode ser reverenciado por nomes próprios que enfatizem a natureza pessoal desse em correntes monoteísticas do hinduísmo, alguns remontando a referências primitivas como Krishna-Vasudeva na Bhagavata, posteriormente Vixnu e Hari,7 , ou mesmo mais recentementes, caso do termo Shakti.

É difícil desenhar uma linha entre os nomes próprios e epítetas de Deus, como os nomes e títulos de Jesus no Novo Testamento; os nomes de Deus no Qur'an, Alcorão ou Corão; e as várias listas com milhares de nomes de Deus, a citar-se a lista de títulos e nomes de Krishna, no Vixnuísmo.

Nas religiões monoteístas atuais, a citarem-se o Cristianismo, judaísmo, zoroastrismo, islamismo, sikhismo e a Fé Bahá'í, o termo "Deus" refere-se à ideia de um ser supremo, infinito, perfeito, criador do universo, que seria a causa primária e o fim de todas as coisas. Os povos da mesopotâmia o chamavam pelo Nome, escrito em hebraico como יהוה (o Tetragrama YHVH), que muitos pronunciam em português como "iavé" . Mas com o tempo deixaram de pronunciar o seu nome diretamente, apenas se referindo por meio de associações e abreviações, ou através de adjetivos como "O Salvador", "O Criador" ou "O Supremo", Deus de Israel, ou similar.

Um bom exemplo desse tipo de associação entre Deus e suas características ou ações, bem como da expressão do relacionamento dos homens com deus, aina fazem-se explícitas em alguns nomes e expressões hebraicos, como Rafael, "curado - (Raf) - por Deus - (El)"; e árabes, por exemplo em "Abdallah", "servo - (abd) - de Deus - (Allah)".

Muitas traduções das Bíblias cristãs grafam a palavra, opcionalmente, com a inicial em maiúscula, ou em versalete (DEUS), substituindo a transcrição referente ao tetragrama, YHVH, conjuntamente com o uso de SENHOR em versalete, para referenciar que se tratava do impronunciável nome de Deus, que na cultura judaica era substituído pela pronúncia Adonay.
As principais características deste Deus-Supremo seriam:
  • a Onipotência: poder absoluto sobre todas as coisas;
  • a Onipresença: poder de estar presente em todo lugar; e:
  • a Onisciência: poder de saber tudo.
Essas características foram reveladas aos homens através de textos contidos nos Livros Sagrados, quais sejam:
Esses livros relatam histórias e fatos envolvendo personagens escolhidos para testemunhar e transmitir a vontade divina na Terra ao povo de seu tempo, tais como:

A existência de Deus

Há milênios, a questão da existência de Deus foi levantada dentro do pensamento do homem. As principais correntes filosóficas que investigam e procuram dar respostas para a questão são:
  • Deísmo – Doutrina que considera a razão como a única via capaz de nos assegurar da existência de Deus, rejeitando, para tal fim, o ensinamento ou a prática de qualquer religião organizada. O deísmo é uma postura filosófica-religiosa que admite a existência de um Deus criador, mas rejeita a idéia de revelação divina.
Percentagem de pessoas que, na Europa, afirmaram acreditar num Deus. Note que os países da Europa Oriental de maioria ortodoxa (como Grécia e Roménia) ou muçulmano (Turquia) apresentam percentagem mais elevadas.
  • Teísmo – O teísmo é um conceito que surgiu no século XVII.8 Contrapõe-se ao ateísmo, deísmo e panteísmo. O teísmo sustenta a existência de um Deus (oposto ao ateísmo), ser absoluto transcendental (contra o panteísmo), pessoal, vivo, que atua no mundo através de sua providência, manténdo-o (contra o deísmo). No teísmo a existência de um Deus pode ser provada pela razão e por evidências empíricas, prescindindo da revelação; mas não a negando, contudo. Seu ramo principal é o teísmo Cristão, que fundamenta sua crença em Deus e na Sua revelação sobrenatural através da Bíblia.
  • Teísmo agnóstico - Existe ainda o teísmo agnóstico, que é a filosofia que engloba tanto o teísmo quanto o agnosticismo. Um teísta agnóstico é alguém que admite não poder ter conhecimento algum acerca de Deus, mas decide acreditar em Deus mesmo assim. A partir do teísmo se desenvolve a Teologia, que é encarada principalmente, mas não exclusivamente, do ponto de vista da . Embora tenha suas raízes no teísmo, pode ser aplicada e desenvolvida no âmbito de todas as religiões. Não deve ser confundida com o estudo e codificação dos rituais e legislação de cada credo.
  • Agnosticismo – Dentro da visão agnóstica, não é possível provar racional e cientificamente a existência de Deus, como também é igualmente impossível provar a sua inexistência. O agnóstico pode ser teísta ou ateísta, dependendo da posição pessoal de acreditar (sem certeza) na existência ou não de divindades.
  • Ateísmo – O ateísmo engloba tanto a negação da existência de divindades quanto a simples ausência da crença em sua existência.
Em resumo, podem-se distinguir três linhas centrais de pensamento:
Entre os teístas, além das revelações oriundas de livros considerados sagrados, como a Bíblia, muitos argumentam que pode-se conhecer Deus e suas qualidades observando a natureza e suas criações. Argumentam que existem evidências científicas suficientes que inequivocamente implicam uma fonte de energia ilimitada, e que esta seria o criador da substância do universo. Alegam que, observando a ordem, o poder e a complexidade da criação, tanto macroscópica quanto microscópica, podem inequivocamente concluir pela existência de Deus. Como exemplo, uma das correntes cristãs que defendem tal posição é a dos protestantes norteamericanos engajados no movimento do Desenho Inteligente. William Dembski é um dos defensores dessa linha de pensamento.

Para vários ateístas e agnósticos a situação é diferente. Para a maioria desses, a definição de Deus, conforme proposta pelos teístas, se faz por sentença não testável frente ao mundo natural, que segue seu curso seguindo regras inexoráveis; e nesses termos Deus é sustentado apenas por , não havendo razão física natural que permita decisão racional ou a favor ou contra Sua existência. Citam não raramente, a fim de corroborar seu posicionamento, a postura similar adotada pela ciência moderna; a de que deus(es) transcende(m) aos "tubos de ensaio"; e que por tal não se pode entrar empiricamente nos "métiros daqEle(s)". Adotam em essência o posicionamento definido pela ciência, sendo Marcelo Gleiser um dos defensores dessa linha de pensamento.

Há ainda os que vão além, e afirmam que a situação inicial se inverte. Para alguns ateístas a análise fria do universo e do que nele e na Terra ocorrem mostra-nos claramente que não há um Deus ou mesmo outra deidade onipotente qualquer atrelados. Segundo essa corrente de pensamento, o universo, se fosse projetado e concebido por um ser onipotente, onisciente, justo e paternal - como geralmente definido pelos teístas - teria certamente características muito distintas das cientificamente observadas. Richard Dawkins é um dos mais famosos defensores dessa linha de pensamento.

Concepções de Deus

Detalhe da Capela sistina fresco Criação do sol e da lua por Michelangelo (completada em 1512).
 
As concepções de Deus variam amplamente. Filósofos e teólogos têm estudado inúmeras concepções de Deus desde o início das civilizações, focando-se sobretudo nas concepções socializadas ou institucionalizadas, já que concepções de Deus formuladas por pessoas individuais usualmente variam tanto que não há claro consenso possível sobre a natureza de Deus.
  • As religiões indianas diferem no seu ponto de vista do divino: pontos de vista de Deus no hinduísmo variam de região para região, seita, e de casta, que vão desde as monoteístas até as politeístas; sendo o ponto de vista sobre Deus no budismo praticamente não teísta.
  • Doutrina espírita – Considera Deus a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas, eterno, imutável, imaterial, único, onipotente e soberanamente justo e bom. Reconhecem a inexorabilidade das leis naturais, contudo todas as leis da natureza são leis divinas, pois Deus é seu autor.
  • Martinismo – Nesta doutrina, podemos encontrar no livro Corpus Hermeticum a seguinte citação: "vejo o Todo, vejo-me na mente… No céu eu estou, na terra, nas águas, no ar; estou nos animais, nas plantas. Estou no útero, antes do útero, após o útero - estou em todos os lugares."
  • Teosofia, baseada numa interpretação não-ortodoxa das doutrinas místicas orientais e ocidentais, afirma que o Universo é, em sua essência, espiritual, e o homem é um ser espiritual em progresso evolutivo cujo ápice é conhecer e integrar a Realidade Fundamental, que é Deus.
  • Algumas pessoas especulam que Deus ou os deuses são seres extra-terrestres. Muitas dessas teorias sustentam que seres inteligentes provenientes de outros planetas visitaram a Terra no passado e influenciaram no desenvolvimento das religiões. Alguns livros, como o livro "Eram os Deuses Astronautas?" de Erich von Däniken, propõem que tanto os profetas como também os messias foram enviados ao nosso mundo com o objetivo exclusivo de ensinar conceitos morais e encorajar o desenvolvimento da civilização.
  • Especula-se também que toda a religiosidade do homem criará no futuro uma entidade chamada Deus, a qual emergirá de uma inteligência artificial. Arthur Charles Clarke, um escritor de ficção científica, disse em uma entrevista que: "Pode ser que nosso destino nesse planeta não seja adorar a Deus, mas sim criá-Lo".
  • Vários pensadores de renome e muitos não tão conhecidos especulam que as religiões e mitos são derivados do medo. Medo da morte, medo das doenças, medo das calamidades, medo dos predadores, medo de um "inferno eterno", ou mesmo medo do desconhecido. Com o passar do tempo, essas religiões foram subjugadas sob a tutela das autoridades dominantes, as quais se transformaram em governantes divinos ou enviados pelos deuses. Nessa linha de raciocínio, a religião é vista simplesmente como um meio para se dominar a massa que valhe-se das fraquezas humanas intrínsecas. Napoleão Bonaparte disse: "o povo não precisa de Deus, mas precisa de religião"; afirmando em essência que a massa necessita de uma doutrina que lhe discipline e lhe estabeleça um rumo, sendo que Deus é um detalhe meramente secundário, o meio para um fim.

Abordagens teológicas

Teólogos e filósofos atribuíram um número de atributos para Deus, incluindo onisciência, onipotência, onipresença, amor perfeito, simplicidade, e eternidade e de existência necessária. Deus tem sido descrito como incorpóreo, um ser com personalidade, a fonte de todos as obrigações morais, e concebido como o melhor ser existente.1 Estes atributos foram todos atribuídos em diferentes graus por acadêmicos judeus, cristãos e muçulmanos desde épocas anteriores, incluindo Santo Agostinho,2 Al-Ghazali3 e Maimonides.2

Muitos argumentos desenvolvidos por filósofos medievais para a existência de Deus 3 buscaram compreender as implicações precisas dos atributos divinos. Conciliar alguns desses atributos gerou problemas filosóficos e debates importantes. A exemplo, a onisciência de Deus implica que Deus sabe como agentes livres irão escolher para agir. Se Deus sabe isso, a aparente vontade deles pode ser ilusória, ou o conhecimento não implica predestinação, e se Deus não sabe, então não é onisciente.10

Nos últimos séculos tem-se visto na filosofia vigorosas perguntas acerca dos argumentos para a existência de Deus, essas propostas por filósofos tais como Immanuel Kant, David Hume e Antony Flew. Mesmo Kant, embora considerasse que o argumento de moralidade era válido, fez várias críticas aos usuais argumentos empregados.

A resposta teísta tem sido usualmente fundada em argumentos, como os de Alvin Plantinga, que afirmam que a fé é "adequadamente básica", ou em argumentos, como Richard Swinburne, fundados na posição evidencialista.11 Alguns teístas concordam que nenhum dos argumentos para a existência de Deus são vinculativos, mas alegam que a não é um produto da razão, mas exige risco. Não haveria risco, dizem, se os argumentos para a existência de Deus fossem tão sólidos quanto as leis da lógica, uma posição assumida por Pascal bem ao estilo: "O coração tem razões que a razão não conhece."12

A maior parte das grandes religiões consideram Deus não como uma metáfora, mas um ser que influencia a existência de cada um no dia-a-dia. Muitos fiéis acreditam na existência de outros seres espirituais, e dão-lhes nomes como anjos, santos, djinni, demônios, e devas.

Teísmo e deísmo

O teísmo sustenta que Deus existe realmente, objetivamente, e independentemente do pensamento humano, sustenta que Deus criou tudo; que é onipotente e eterno, e é pessoal, interessado, e responde às orações. Afirma que Deus é tanto imanente e transcendente, portanto, Deus é infinito e de alguma forma, presente em todos os acontecimentos do mundo.

A teologia católica sustenta que Deus é infinitamente simples, e não está sujeito involuntariamente ao tempo. A maioria dos teístas asseguram que Deus é onipotente, onisciente e benevolente, embora esta crença levante questões acerca da responsabilidade de Deus para com o mal e sofrimento no mundo. Alguns teístas atribuem a Deus uma auto-consciência ou uma proposital limitação da onipotência, onisciência, ou benevolência.

O Teísmo aberto, pelo contrário, afirma que, devido à natureza do tempo, a onisciência de Deus não significa que a divindade pode prever o futuro. O "Teísmo" é por vezes utilizado para se referir, em geral, para qualquer crença em um Deus ou deuses, ou seja, politeísmo ou monoteísmo.13 14

O Deísmo afirma que Deus é totalmente transcendente: Deus existe, mas não intervém no mundo para além do que era necessário para criá-lo. Em vista desta situação, Deus não é antropomórfico, e não responde literalmente às orações ou faz milagres acontecerem. É comum no deísmo a crença de que Deus não tem qualquer interesse na humanidade e pode nem sequer ter conhecimento dela.
O pandeísmo e o panendeísmo, respectivamente, combinam as crenças do deísmo com o panteísmo ou panenteísmo.

Posições científicas e críticas a respeito da ideia de Deus

Stephen Jay Gould propôs uma abordagem dividindo o mundo da filosofia no que ele chamou de "magistérios não sobrepostos". Nessa visão, as questões do sobrenatural, tais como as relacionadas com a existência e a natureza de Deus, são não-empíricas e estão no domínio próprio da teologia. Os métodos da ciência devem ser utilizadas para responder a qualquer questão empírica sobre o mundo natural, e a teologia deve ser usada para responder perguntas sobre o propósito e o valor moral.
Nessa visão, a percepção de falta de qualquer passo empírico do magistério do sobrenatural para eventos naturais faz da ciência o único ator no mundo natural.15

Outro ponto de vista, exposto por Richard Dawkins, é que a existência de Deus é uma questão empírica, com o fundamento de que "um universo com um deus seria um tipo completamente diferente de um universo sem deus, e poderia ser uma diferença científica ".16

Carl Sagan argumentou que a doutrina de um Criador do Universo era difícil de provar ou rejeitar e que a única descoberta científica concebível que poderia trazer desafio seria um universo infinitamente antigo.17

Stephen Hawking argumenta que, em vista das recentes descobertas e avanços da ciência, sobretuda na área da cosmologia, a existência de um deus responsável pela existência e pelos eventos do universo mostra-se não apenas desnecessária mas também altamente improvável, para não dizer incompatível.

Antropomorfismo

Pascal Boyer argumenta que, embora exista uma grande variedade de conceitos sobrenaturais encontrados ao redor do mundo, em geral seres sobrenaturais tendem a se comportar tanto como as pessoas. A construção de deuses e espíritos como as pessoas é um dos melhores traços conhecidos da religião. Ele cita exemplos de mitologia grega, que é, na sua opinião, mais como uma novela moderna do que outros sistemas religiosos.18 Bertrand du Castel e Timothy Jurgensen demonstram através de formalização que o modelo explicativo de Boyer corresponde ao que a epistemologia física faz ao trabalhar com entidades não diretamente observáveis como intermediários.19

O antropólogo Stewart Guthrie afirma que as pessoas projetam características humanas sobre os aspectos não-humanos do mundo porque isso os torna mais familiares e por tal "compreensíveis". Sigmund Freud também sugeriu que os conceitos de Deus são projeções de um pai. 20

Da mesma forma, Émile Durkheim foi um dos primeiros a sugerir que os deuses representam uma extensão da vida social humana para incluir os seres sobrenaturais. Em linha com esse raciocínio, o psicólogo Matt Rossano afirma que quando os humanos começaram a viver em grupos maiores, eles podem ter criado os deuses como um meio de garantir a moralidade. Em pequenos grupos, a moralidade pode ser executada por forças sociais, como a fofoca ou a reputação. No entanto, é muito mais difícil impor a moral usando as forças sociais em grupos muito maiores. Ele indica que, ao incluir sempre deuses e espíritos atentos, os humanos descobriram uma estratégia eficaz para a contenção do egoísmo e a construção de grupos mais cooperativos.21

O anarquista Mikhail Bakunin faz uma crítica à idéia de Deus posicionando-O como sendo uma idéia criada pelas elites - reis, senhores de escravos, senhores feudais, sacerdotes, capitalistas, etc. - que busca justificar a sociedade autoritária projetando ideologicamente as relações de dominação para o universo como um todo: Deus como senhor ou rei, e o universo como escravo ou súdito. A idéia de Deus serviria, segundo ele, como um mero instrumento de dominação cuja função seria fazer os dominados aceitarem sua exploração como se fosse um fato natural, cósmico e eterno, ou seja, um fato do qual não podem fugir, restando-lhes apenas a opção de resignarem-se.22


 Li-Sol-30
 Fontes:
Wikipédia
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