segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

HUMBERTO MATURANA - IDADES DA HUMANIDADE - 5:10:52




Humberto Maturana - Idades da Humanidade

Conferência do Prof. Humberto Maturana no IEAT da UFMG.

Humberto Maturana - Universidade do Chile
pesquisador evento vídeos
 

Humberto Maturana é biólogo, nascido no Chile, e co-criador da Teoria da Autopoiese junto com Francisco Varela. Na década de 50 Maturana trabalhou com o pioneiro da epistemologia experimental Warren McCullouch, e desenvolveu vários trabalhos de ruptura na área de neurofisiologia da percepção. Publicou inúmeros artigos em revistas especializadas, explorando as implicações da teoria da autopoiese em áreas tão diversas quanto a terapia de familia, a ciência política e a educação. 

É autor dos livros Autopoiesis and Cognition e The Tree of Knowledge (ambos em parceria com Francisco Varela), Origen de las Especies por Medio de la Deriva Natural (em parceria com Jorge Mpodozis), El Sentido de lo Humano, Emociones y Lenguaje en Educacion y Politica, La Democracia como una Obra de Arte, Amor y Juego: Fundamentos Olvidados de lo Humano (com Gerda Verden-Zoller), dentre outros. Desde o início dos anos 50 Maturana vem atuando como professor da Universidade do Chile, onde criou o Laboratório de Epistemologia Experimental, atualmente dirigido por seu ex-aluno e colaborador Jorge Mpodozis. 

Em 1995 Maturana foi premiado pela Academia de Ciências do Chile em reconhecimento ao conjunto de sua produção intelectual.


67 proposições de Humberto Maturana sobre a biologia do amor
Da natureza humana

1.    "Biologicamente somos Homo sapiens amans, isto é, pertencemos a uma história biológica na qual surgimos primatas bípedes ´linguajantes’ amorosos, mas não somos o que somos como Homo sapiens amans em um sentido essencial, porém sistêmico. Quer dizer, nosso ser biológico, como o ser de todo ser biológico, tem dois aspectos: (a) um estrutural, que é uma estrutura inicial total que especifica o campo do possível no curso do viver do ser vivo, e (b) outro epigênico, que é a realização de um ser particular entre todos os possíveis, o qual surge da transformação da estrutura inicial segundo um curso que se vai gerando momento a momento nas interações do ser vivo com o meio, nas circunstâncias que lhe toca viver. O ser do ser humano é sistêmico, surge no conviver e se conserva no conviver. Somos Homo sapiens amans e permaneceremos como tal em nosso devir histórico somente enquanto vivamos como Homo sapiens amans entre Homo sapiens amans." ("Formação Humana e Capacitação, p. 168)

2.    "Se deixamos de viver como Homo sapiens amans, desaparecerá, primeiro de um modo não definitivo, o aspecto epigênico do nosso ser amans, mas logo mudará nosso ser estrutural, e será cada vez mais difícil, e eventualmente impossível, que o Homo sapiens amans apareça de novo. Em seu lugar haverá outro ser, talvez um Homo sapiens agressans, ou Homo sapiens arrogans." (Idem, ibidem)

3.    "Sem dúvida os seres humanos podemos cultivar a agressão, mas a agressão ainda não é o centro do nosso viver; ainda buscamos viver no amor como a emoção que gera bem-estar no viver em qualquer idade." (Idem, ibidem)

4.    "O recém-nascido não nasce no medo ou na agressão, nasce na confiança em que há um adulto amoroso que o espera para acolhê-lo, assim como a borboleta que ao sair do casulo nasce confiante em que haverá flores e néctar que farão possível a sua vida. O recém-nascido parece dizer: aqui estou, ame-me e serei um adulto amoroso; o menino ou a menina que chega à creche, ou ao jardim da infância, ou à escola, ou à universidade, a menos que haja sido criado na agressão, na desconfiança, na competição ou na ambição, diz o mesmo e deseja o mesmo. Vivemos numa cultura que consciente e inconscientemente cultiva a agressão, e se não queremos que os descendentes dos nossos filhos dêem origem ao Homo sapiens agressans, temos de viver intencionalmente com eles como o que ainda somos, Homo sapiens amans, Homo sapiens que vivem no respeito por si mesmos e pelos outros, com consciência social e responsabilidade ética." (Idem, ibidem)

    1.    O amor, nossa origem
5.    (O amor) "a condição biológica que é a base da humanidade." (Ontologia da Realidade, p. 186)

6.    "É o modo de vida hominídeo que torna possível a linguagem, e é o amor, como a emoção que constitui o espaço de ações em que se dá o modo de viver hominídeo, a emoção central na história evolutiva que nos dá origem. Que isso seja assim é claro no fato de que a maior parte das enfermidades humanas, somáticas e psíquicas, pertencem ao âmbito de interferência com o amor." (Idem, p. 174)

7.    "A origem antropológica do Homo Sapiens não se deu através da competição, mas sim através da cooperação, e a cooperação só se pode dar como uma atividade espontânea através da aceitação mútua, isto é, através do amor." (Idem, p. 185)

8.    "{...} o amor é o fundamento do fenômeno social e não uma conseqüência dele." (Idem, p. 184)

9.    "Nós somos biologicamente diferentes dos chimpanzés (vivemos um fenótipo ontogênico diferente) devido a que pertencemos a uma história de conservação do amor como fundamento do nosso conviver, enquanto eles não. Há semelhança entre nós e os chimpanzés, sem dúvida, e algumas têm fundamento biológico ancestral, mas outras são o resultado de um aproximação cultural muito recente à maneira de viver dos chimpanzés, na instrumentalização patriarcal que fazemos das relações de dominação e submissão em nossa vida política humana." (Formación..., p. 140)

    2.    O amor, nossa essência
10.    "O amor consiste na abertura de um espaço de existência para um outro em coexistência conosco, em um domínio particular de interações. Como tal, o amor é a expressão de uma congruência biológica espontânea, e não tem justificação racional: o amor acontece porque acontece, e permanece enquanto permanece." (Ontologia..., p. 184)

11.    "Os aspectos importantes da dinâmica sistêmica que nos fazem e conservam como seres humanos são (a) a intimidade do amor e do jogo na relação materno-infantil e (b) uma infância vivida de maneira que a pessoa em crescimento conserva o respeito por si mesmo e pelo outro (aceitação que não requer justificação da própria legitimidade nem da legitimidade do outro) num domínio social de cooperação e cuidado mútuo." (Formación..., p. 143)

12.    "Como um de nós (Gerda Verden-Zöller, em Maturana e G.V.-Z, 1993) mostrou, a relação primária mãe-filho ou filha é uma relação de total confiança e mútua aceitação corporal em que, na dinâmica do jogo com a mãe, a criança aprende a sua corporalidade e a corporalidade dos outros, desenvolvendo sua consciência de si e sua consciência social no auto-respeito e respeito pelos outros, ao mesmo tempo em que cria o mundo em que vive como uma expansão de sua dinâmica racional e corporal. Se essa relação primária mãe-filho ou filha não é perturbada, o humano se conserva como maneira de viver na vida adulta." (Idem, ibidem - grifado DR)

13.    {...} o amor é a fonte da socialização humana e não o resultado dela, e qualquer coisa que destrói o amor, qualquer coisa que destrói a congruência estrutural que ele implica, destrói a socialização. A socialização é o resultado do operar no amor, e ocorre somente no domínio em que o amor ocorre." (Idem, p. 185)

14.    "O que nos faz seres humanos é nossa maneira particular de viver junto como seres sociais na linguagem. E nessa maneira particular de coexistência que nos faz humanos o amor é o fenômeno biológico que nos permite escapar da alienação anti-social criada por nós através de nossas racionalizações. É através da razão que justificamos a tirania, a destruição da natureza ou o abuso sobre outros seres humanos na defesa de nossas propriedades materiais ou ideológicas." (Idem, p. 184)

15.    "O amor, o anseio biológico que nos faz aceitar a presença do outro ao nosso lado sem razão, nos devolve à socialização e muda a referência de nossas racionalizações. A aceitação do outro sem exigências é o inimigo da tirania e do abuso, porque abre um espaço para a cooperação. O amor é o inimigo da apropriação." (Idem, p. 185)

16.    "Nós, seres humanos, não somos animais racionais. Nós, seres humanos, somos animais que utilizam a razão, a linguagem, para justificar nossas emoções, caprichos, desejos... {...} somos animais que, através da razão, através da linguagem, podemos vir a ser conscientes de nossas emoções, e então experienciamos sua mudança, e nisso o amor é central." (Idem, p. 186)

17.    "Existimos como seres humanos na existência social, e a linguagem, a razão e a autoconsciência surgem e se dão como fenômenos sociais: sem socialização não há linguagem, não há razão, não há autoconsciência, não há apercebimento de emoções e, sem amor, nós não somos seres sociais." (Idem, p. 186)

18.    "O amor é a emoção central na história evolutiva humana desde o seu início. Toda ela se dá como uma história na qual a conservação de um modo de vida em que o amor - a aceitação do outro como um legítimo outro na convivência - é uma condição necessária para o desenvolvimento físico, comportamental, psíquico, social e espiritual do adulto. Em um sentido estrito, os seres humanos fomos originados no amor e somos dependentes dele." (Emociones y Lenguaje em Educación y Política, p. 26 - trad. DR)

    3.    O amor e a nossa inteligência
19.    "Como seres que existimos na linguagem, todos os seres humanos somos igualmente inteligentes, a menos que haja um dano do sistema nervoso por alguma circunstância patológica." (Formación, p. 79 - Grifado DR)

20.    "{...} a constituição inicial das crianças humanas é essencialmente igual no âmbito da inteligência {...} e as diferenças, se existem, se devem a alterações do crescimento normal do sistema nervoso por aspectos genéticos, nutricionais ou traumáticos." (Idem, p. 79-80)

21.    "As emoções modulam o operar da inteligência como um aspecto concreto do conviver, e abrem ou fecham os caminhos para a consensualidade na vida cotidiana. Assim, a inveja, o medo, a ambição, a competitividade, restringem a conduta inteligente porque estreitam o olhar e a atenção. Só o amor amplia o olhar na aceitação tanto de si mesmo e como da circunstância, expandindo a possibilidade de um operar inteligente. Sabemos isso na vida cotidiana, o que se revela quando dizemos de alguém que está ‘cego’ de ambição, de inveja ou competição, ou de medo." (Idem, p. 80)

22.    "Na vida cotidiana comumente geramos situações que restringem o operar inteligente das pessoas, particularmente das crianças, ao minar o seu auto-respeito com a constante desvalorização de suas condutas, com críticas, controle permanente na desconfiança, exigências cegas à circunstância que vivem etc. Isto é, restringimos a inteligência dos outros, em particular das crianças, com nossas próprias cegueiras, vaidades e inseguranças, quer dizer, com a nossa falta de inteligência em nossa ação, ao viver no desamor, na ambição, na competição, no medo e na inveja." (Idem, ibidem)

23.    "O amor é a única emoção que expande a conduta inteligente em toda a sua magnitude possível, trazendo à mão todos os recursos intelectuais e racionais de que a pessoa dispõe." (Formación... p. 170)

24.    "O amor não é brando nem duro, não é tolerante nem aceitador, não é bom nem mau, é um espaço relacional no qual se vive com o olhar aberto para ver o outro, a outra, qualquer outro, e no qual não se corrige o ser do outro, ainda que o olhar reflexivo sobre a ação que se faz possível nele resulte numa mudança do ser sistêmico que o outro e nós mesmos vivemos." (Idem, p. 171)

25.    "O viver inteligente se amplia na convivência com respeito mútuo, e se restringe ou diminui no temor, na competição e na ambição. Se não temos consciência disso, somos cegos com relação ao que passa com nossos alunos e alunas, e os negamos criando situações eu diminuem o seu viver inteligente." (Idem, p. 82)

    4.    A falta do amor, nossa doença
26.    "{...} a saúde psíquica e fisiológica depende do amor {...}." (Formación... p. 142)

27.    "{...} a criança que não cresce no amor não cresce como um ser social." (Ontologia... p. 47 - grifado DR)

28.    {Quando...} e a criança não cresce no amor, sua fisiologia se distorce, surgem problemas de desenvolvimento, problemas de relação, problemas fisiológicos, psicológicos. Quando isso ocorre altera-se também seu ser social. Se não cresce no amor, altera-se sua fisiologia e com isso sua configuração de mundo.

29.    "A maior parte do sofrimento humano vem da negação do amor: os seres humanos somos filhos do amor. {...} Em verdade eu diria que 99% das doenças humanas têm a ver com a negação do amor." (Idem, p. 26)

30.    "Adoecemos se não nos querem, se nos rejeitam, se nos negam ou se nos criticam de uma maneira que nos parece injusta. Podemos inclusive desenvolver um câncer, porque a dinâmica fisiológica tem a ver com a dinâmica emocional." (Idem, p. 97)

31.    "{...} há muitas doenças que são, na verdade, distorções do fluir harmônico do nosso sistema imune. Do fluir harmônico com quê? Com a harmonia do organismo, com a harmonia sistêmica do organismo. E nessas distorções desse fluir harmônico aparece o que vivemos como uma experiência patológica." (A Ontologia..., p. 330)

32.    "{...} o amor é tão fundamental em nós porque especifica o espaço de harmonia na realização do organismo, o espaço de harmonia da epigênese na realização do organismo. Então você rompe com isso, rompe com a harmonia do sistema imune com o sistema nervoso, com todas as configurações orgânicas. E surge uma patologia. Recupera as relações amorosas, ou seja, a aceitação do outro como um legítimo outro na convivência, e se restabelece a harmonia." (Idem, ibidem)

33.    "A maior parte do sofrimento humano surge com a negação do amor, e a maior parte da nossa falta de compreensão do sofrimento humano resulta da nossa falta de compreensão do papel fundamental que o amor desempenha na biologia humana." (A Ontologia..., p. 320)

34.    "Essa negação do amor pode tomar muitas formas, mas todas elas acarretam uma cegueira operacional por parte de alguém a respeito da presença do outro, que é então negado na base de sua existência humana. Assim, não há desenvolvimento corporal, psíquico e social sadio na negligência do amor." (Idem, ibidem)

35.    "{...} não há nenhuma saúde corporal, psíquica e social adulta no meio de conversações recorrentes que negam a auto-aceitação; e não há nenhuma relação corporal, psíquica e socialmente sadia no meio de conversações recorrentes que negam o amor." (Idem, ibidem)

36.    "O amor não é bom nem mal, mas fora dele não há respeito mútuo, não há respeito por si mesmo, não há colaboração, isto é, não há convivência social, só há comunidades nas quais se vive na dominação e na obediência, na competição e na negação mútua, na inveja, na apropriação do que é do outro, na agressão, sem consciência e sem responsabilidade individual e social, e, por último, sem ética." (Formación... p. 171)

    5.    Centralidade da emoção
37.    "As emoções são um fenômeno próprio do reino animal. Todos os animais as temos." (Emociones..., p. 16 - trad. DR)

38.    "A presença fundamental do emocionar em tudo o que fazemos, e que nos conecta com nossa história biológica de mamíferos e primatas, não é uma limitação de nossa humanidade mas, ao contrário, é nossa condição de possibilidade enquanto seres humanos. É nossa forma de emocionar que dá forma à maneira de viver na qual somos humanos como animais racionais linguajantes, e através da qual a humanidade surge na história dos primatas." (Idem, ibidem)

39.    "Dizer que o emocional tem a ver, em nós, com o animal, certamente não é novidade; o que estou acrescentando, sem dúvida, é que a existência humana se realiza na linguagem e no racional partindo do emocional." (A Ontologia..., p. 170)

40.    "A presença fundamental do emocionar em tudo o que fazemos e que nos conecta com nossa história biológica de mamíferos e primatas, não é uma limitação de nossa humanidade mas, ao contrário, é nossa condição de possibilidade enquanto seres humanos. É nossa forma de emocionar que dá forma à maneira de viver na qual somos humanos como animais racionais linguajantes, e através da qual a humanidade surge na história dos primatas." (Ontologia da Realidade, p. 278)

    6.    Emoção, fundamento último da razão e da ação
41.    "Nós, seres humanos, não somos animais racionais. {...} somos animais linguajantes emocionais que usamos as coerências operacionais da linguagem para justificar nossas preferências e nossas ações no processo, e, sem nos darmos conta disso, nos cegamos para o fundamento emocional de todos os domínios racionais que trazemos à mão." (A Ontologia..., p. 319)

42.    "Nós, seres humanos ocidentais modernos, comumente afirmamos que somos animais racionais para nos distinguirmos de outros animais que afirmamos moverem-se apenas mediante impulsos emocionais. Que somos animais que usamos a razão, não há dúvida. Apesar disso, somos movidos por emoções como qualquer animal. A razão nos move somente através das emoções que surgem em nós no curso de nossas conversações (ou reflexões) dentro do curso entrelaçado de nosso linguajar e emocionar." (Idem, p. 278)

43.    "{...} sustento que não há ação humana sem uma emoção que a funde como tal e a faça possível como ato. {...} não é a razão que nos leva à ação, mas sim a emoção." (Idem, p. 23)

44.    "Com efeito, ao convidá-los a reconhecer que as emoções são disposições corporais que determinam ou especificam domínios de ações, e que as diferentes emoções se distinguem precisamente porque especificam domínios de ações distintos, convido-os também a reconhecer que, devido a isso, todas as ações humanas, independente do espaço operacional em que se dão, se fundam no emocional, porque ocorrem no espaço de ações especificado por uma emoção. O raciocinar também.." (Idem, ibidem)

45.    "{...} sustento que não há ação humana sem uma emoção que a funde como tal e a faça possível como ato. {...} não é a razão que nos leva à ação, mas sim a emoção."

46.    "{...} ocorre que somos mamíferos, e como tais somos animais que vivem na emoção. As emoções não são "apagões" do entendimento, não são restrições da razão; as emoções são dinâmicas corporais que especificam os domínios de ação em que nos movemos. Uma mudança na emoção implica uma mudança de domínio de ação. Nada nos acontece nem nada fazemos que não esteja definido como uma ação de certa classe pela emoção que a faz possível." (Emoções..., p. 107)

47.    "Um encontro com alguém que pertence ao meu mundo, e que respeito, não é igual a um encontro com alguém que não pertence ao meu mundo e que me é indiferente {...}. E não é igual porque as emoções envolvidas são diferentes." (Emociones..., p. 14)

48.    "Se queremos entender as ações humanas não devemos olhar o movimento ou o ato como uma operação particular, mas a emoção que o possibilita. Um choque entre duas pessoas será vivido como agressão ou acidente segundo a emoção na qual se encontram os participantes. (Idem, p. 107)

49.    "Não é o encontro que define o que ocorre, mas a emoção que o constitui como um ato. Daí que os discursos racionais, por impecáveis e perfeitos que sejam, são completamente ineficazes para convencer alguém se o que fala e o que escuta fazem-no a partir de emoções diferentes." (Idem, p. 107)

50.    "Dizer que a razão caracteriza o ser humano é usar antolhos, porque isso não nos deixa ver a emoção, que fica desvalorizada como algo animal ou algo que nega o racional. Isto é, ao declarar-nos seres racionais vivemos uma cultura que desvaloriza as emoções, e não vemos o entrelaçamento cotidiano entre razão e emoção que constitui o nosso viver humano, e não nos damos conta de que todo sistema racional tem um fundamento emocional." (Idem, p. 15)

51.    "Correntemente vivemos nossos argumentos racionais sem fazer referência às emoções nas quais se fundam, porque ignoramos que eles e todas as nossas ações têm um fundamento emocional, e acreditamos que tal condição seria uma limitação ao nosso ser racional. Mas, será uma limitação ter o racional um fundamento emocional? Não! Ao contrário: é sua condição de possibilidade." (Idem, p. 19)

52.    "A ética não tem fundamento racional, mas sim emocional." (Idem, p. 80)

    7.    Controle do emocionar e mudança do emocionar e do relacionar
53.    "Se me encontro com alguém na negação, na agressão, e logo, no processo do encontro, digo para mim mesmo: ´mas, na realidade não quero atacar essa pessoa"; então começo a relacionar-me com ela de outra maneira. O que aconteceu? Minha emoção mudou. {...} Mas tenho de ousar fazer essa reflexão, ou treinar-me para fazê-la; ou, em outras palavras, tenho de querer fazer a reflexão, e para querer fazê-la tenho de partir da legitimidade de aceitar o outro."

54.    "Quanto ao controle das emoções, penso que se trata de uma proposta inadequada, porque supõe que elas devem ser controladas por seu caráter negativo. Mas não é assim: as emoções constituem o fundamento de todo o nosso fazer. O que cabe, sim, é dar-nos conta das emoções para atuar responsavelmente, isto é, perceber se queremos ou não as conseqüências das nossas ações." (Idem, p. 97)

55.    "Freqüentemente nos dizem que precisamos controlar nossas emoções e nos comportar de maneira racional, principalmente quando somos crianças ou mulheres. Quem nos fala assim quer que nos comportemos de acordo com alguma norma de sua escolha. {...} quando negamos nossas emoções, nenhum raciocínio pode apagar o sofrimento que geramos em nós mesmos ou nos outros." (A Ontologia..., p. 167)

56.    "Se uma criança cresce desde pequena sem respeito por si mesmo e sem respeitar o outro, com uma debilidade em seu respeito próprio e, portanto, com uma debilidade no respeito pelo outro, essa criança vai crescer com certas características que vão configurar seu viver de uma maneira na qual essas características se conservam. Então nos parecerá que esse ser é imutável, precisamente porque já foi assim desde pequeno. Mas uma vez que o julgamos imutável, não fazemos as coisas que permitiriam sua mudança. Se essa pessoa não respeita a si mesma nem respeita o outro, e eu considero isso uma característica constitutiva sua, só irei ter com ela condutas negadoras do respeito por si mesma e pelo outro." (Idem, p. 48)

    8.    Conversar, nosso modo de ser
57.    "A palavra conversar vem da união de duas raízes latinas: cum, que quer dizer com, e versare, que quer dizer dar voltas com o outro. Por isso é que, neste artigo, minha pergunta será: o que ocorre no dar voltar juntos dos que conversam, e o que acontece aí com as emoções, a linguagem e a razão?" (Idem, ibidem)

58.    "O humano é vivido no conversar, no entrelaçamento do linguajar e do emocionar que é o conversar. Além disso, o humano se vive em redes de conversações que constituem culturas, e também se vive nos modos de vida que as culturas constituem como dimensões relacionais, que descrevemos como dimensões psíquicas, espirituais ou mentais." (Ontologia, p. 121)

59.    "{...} considero central para a compreensão do humano, tanto na saúde como no sofrimento psíquico ou somático, entender a participação da linguagem e das emoções no que, na vida cotidiana, conotamos com a palavra conversar." (Idem, p. 167)

60.    "O central do fenômeno social humano é que ele se dá na linguagem, e o central da linguagem é que apenas nela se dão a reflexão e a autoconsciência. A linguagem em um sentido antropológico é, portanto, a origem do humano enquanto tal, uma vez que é tanto sua queda quanto sua libertação. A linguagem retira a biologia humana do âmbito da pura estrutura material, e inclui nela o âmbito da estrutura conceitual ao tornar possível um mundo de descrições no qual o ser humano deve conservar sua organização e adaptação,. Assim, a linguagem dá ao ser humano sua dimensão espiritual na reflexão, tanto da autoconsciência quanto da consciência do outro. Mas a linguagem é também a queda do ser humano, ao permitir as cegueiras frente ao ser biológico, que trazem consigo as ideologias descritivas daquilo que deve ser." (Ontologia, p. 207 - grifo DR)

61.    "{... a saúde psíquica e fisiológica depende do amor e} a palavra pode restabelecer ou contribuir para a harmonia fisiológica, qualquer que seja a maneira em que foi perdida. Sabemos tudo isso, mas o esquecemos na ilusão de onipotência ao confundirmos inteligência com manipulação." (Formación..., p. 142 - grifado DR)

62.    "Como seres humanos somos o que somos no conversar, mas na reflexão podemos mudar nosso conversar e nosso ser. Essa é nossa liberdade, e nossa liberdade pertence ao nosso ser psíquico e espiritual." (Ontologia, p. 121 - grifado DR)

63.    "{...} quando temos alguma desavença, ainda no calor da raiva, dizemos que devemos resolver nossas diferenças conversando e, de fato, se conseguirmos conversar, as emoções mudam e a desavença ou se esvai ou se transforma, com ou sem briga, numa discordância respeitável." (Idem, ibidem)

64.    "Na biologia do amor se vive desde o ver com consciência social, responsabilidade e ética, seja qual for o espaço relacional, sem esforço nem sacrifício, porque se vive a partir do respeito por si mesmo. Na biologia do amor o outro ou a outra tem presença, não precisam justificar o seu ser, e pode-se conversar de modo que tanto nós como o outro ou a outra estão abertos à reflexão, porque esta não é uma ameaça nesse olhar precisamente porque surge no espaço relacional que constitui o amor." (Emocionar..., p. 171)

    9.    Tipos de conversações
65.    "Há diversas classes de conversações que um observador pode distinguir no domínio das relações e interações humanas. Diferenciam-se pelos tipos de coordenações de ações e emoções nelas envolvidas, e cada uma delas é definida por um padrão ou configuração particular de coordenações de ações e fluir emocional." (Ontologia, p. 280)

66.    "{...} cada ser humano normalmente participa, simultânea ou sucessivamente, de muitas conversações diferentes, senão independentes, que se influenciam mutuamente de modo indireto ao se entrelaçarem na sua realização através da dinâmica de nossas corporalidades." (Idem, ibidem)

67.    (Tipos de conversações:) {...}
a)    conversações de coordenações de ações presentes e futuras
b)    conversações de queixas e pedidos de desculpa por acordos não mantidos
c)    conversações de desejos e expectativas
d)    conversações de mando e obediência
e)    conversações de caracterizações, atribuições e avaliações
f)    conversações de queixas por expectativas não preenchidas ou de promessas não cumpridas e que sequer foram feitas
g)    conversações de co-inspiração {...} nas quais as coordenações de ações e emoções que elas envolvem resultam no desejo de um empreendimento comum e nas ações que o realizam. {...} se fundam no respeito mútuo e conferem dignidade aos participantes, bem como liberdade para ações responsáveis." (Idem, p. 280-283)

© Atualização 3/2/2009 
- Damtom G P Silva ( dansilva@pr.gov.br )


Publicado em 11/07/2012-Licença padrão do YouTube
 https://www.ufmg.br/ieat/2011/09/humberto-maturana/
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ANTROPOLOGIA E IMAGINAÇÃO DA INDISCIPLINARIDADE - (1/13) - Eduardo Viveiros de Castro


(1/13) Antropologia e imaginação da indisciplinaridade - Eduardo Viveiros de Castro

Conferência no Ieat Ufmg


Enviado em 24/08/2010-Licença padrão do Youtube
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domingo, 23 de fevereiro de 2014

VIAGEM FANTÁSTICA NO CORPO HUMANO











Viagem Fantástica do Corpo Humano, o incrível processo do Nascimento ate á morte (ATUALIZADO)



































Publicado em 26/09/2012-Licença padrão do YouTube

 



COMPLETO E ATUALIZADO, AGORA COM A PARTE 4 (que faltava) documentário está COMPLETO!

Viagem Fantástica do Corpo Humano, o incrível processo do Nascimento ate á morte (ATUALIZADO)

Documentário (COMPLETO) Drauzio Varella conta como funciona o incrível processo do Nascimento ate á morte

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A MÚSICA DOS NÚMEROS PRIMOS // BBC- 1:14:33



Doc: A Música dos Números Primos (Completo e Dublado) // BBC

 
Sinopse:
A cerca de dois mil anos
um enigma matemático confundia a cabeça das mentes mais fantásticas do
mundo. Era um tipo de problema que necessitava de matemáticos corajosos o
suficiente para enfrentá-lo, alguns entraram em desespero, outros
ficaram muito bravos e alguns tentaram até o suicídio. Sendo ainda esse o
mistério que fez parte da vitória britânica sobre o nazismo alemão, e
que foi fundamental para a invenção do computador e que lançou luz sobre
o comportamento dos átomos.

Qual é o grande mistério da matemática?
O mistério que desafiou matemáticos durante séculos é o enigma dos
números primos. Esse é o grande problema insolúvel da matemática.
Essa é a história de alguns que tentaram desvendar o segredo desses números.

A HIPÓTESE DE RIEMANN

 

A invenção do Cálculo Diferencial e Integral provocou um dos maiores avanços no pensamento ocidental. O trabalho monumental realizado por Newton e Leibniz propiciou o avanço da ciência em todas as suas áreas. O matemático suíço Leonhard Euler (1707-1783) foi um dos pioneiros em aplicar os métodos do Cálculo a problemas de Teoria dos Números dando origem à Teoria Analítica dos Números. Entretanto, o matemático alemão G. F. B. Riemann (1826-1866) é reconhecido como o verdadeiro fundador da Teoria Analítica dos Números e como possuidor de uma das mentes brilhantes mais originais e profundas do século XIX.

           Riemann revolucionou a Análise Matemática, a Geometria e a Física Matemática. Em Teoria Analítica dos Números, bem como em outras áreas da Matemática, suas idéias fundamentais ainda exercem uma profunda influência. Variedades Riemannianas, Superfícies de Riemann, Equações de Cauchy – Riemann, Hipótese de Riemann, e muitos outros assuntos encontram-se entre seus trabalhos.

           Riemann possuía uma intuição poderosa e precisa, mas apesar de sua genialidade e criatividade, sua vida foi extremamente modesta. Riemann morreu prematuramente de tuberculose. A sua timidez, a sua falta de habilidade como orador, e seu talento nato para a Matemática, fizeram com que ele não seguisse a carreira de teólogo, contrariando a vontade paterna. O matemático alemão Lejeune Dirichlet (1805-1859) foi seu professor e exerceu grande influência em seu trabalho.

            Em 1851, Riemann completou o doutorado sob orientação do grande matemático alemão  K. F. Gauss (1777-1855) que afirmou: “Riemann é possuidor de uma originalidade gloriosamente fértil”. Um fato peculiar é que a chave para alguns dos problemas contemporâneos mais essenciais reside em uma conjectura feita por Riemann.

Denominada de Hipótese de Riemann, essa conjectura representa um dos problemas mais importantes da Matemática. 

             Tudo começou quando Euler definiu em 1740 uma função denotada pela letra grega ς ( lê-se “zeta”).  A função zeta de Euler associa a todo número real maior que 1 um novo número real

 
.
 
              É interessante notar que, substituindo s pelo número 2, Euler descobriu que (2) = π2/6.  Ele observou que essa função daria informações sobre o padrão dos números primos e, assim, nascia a Teoria Analítica dos Números, ou seja, o estudo dos números primos por meio do Cálculo aplicado à investigação de propriedades de algumas funções complexas.

             Funções complexas são funções definidas no conjunto dos números complexos que assumem valores complexos. Não dá para enxergar um gráfico de uma função dessas porque ele tem dimensão quatro. Porém, é possível com a ajuda de um bom software obter os gráficos das partes real e imaginária de uma tal função.

Convém observar que existem inúmeras funções zeta e alguns matemáticos costumam dizer que Teoria dos Números é o estudo de funções zeta. Entretanto, qual é a relação entre os números primos e a função zeta de Euler?

              Euler demonstrou o impressionante teorema que afirma que para qualquer número real s maior que 1, a função zeta se expressa como um produto infinito de fatores da forma

 
qualquer que seja o número primo p, ou seja,
.
               
 Essa função foi investigada por Riemann, detalhadamente, quando ele substituiu o número real s por um número complexo, o que tornou a função zeta uma função complexa. Ou seja , ς(s) é o número complexo:
,       para Re(s) > 1.
[Re(s) significa a parte real do número complexo.]
               
A função zeta não está definida para todos os números complexos. Entretanto, Riemann percebeu, utilizando uma técnica da Teoria das Funções Complexas, que era possível estender a função zeta para todos os números complexos, exceto para o número z = 1. Assim, a função zeta passou a ser chamada de função zeta de Riemann.

               Em 1859, Riemann publicou um artigo brilhante de oito páginas, seu único artigo em Teoria dos Números, onde usava a função zeta para investigar o padrão dos primos. Seu objetivo era demonstrar a Conjectura de Gauss, hoje conhecida como Teorema do Número Primo, que afirmava que a quantidade de números de primos entre 1 e x, quando x é muito grande, é aproximadamente x dividido pelo logaritmo natural de x, isto é,
x / ln x.
                Embora Riemann não tenha obtido sucesso, o seu trabalho foi importantíssimo para o desenvolvimento da Teoria Analítica dos Números. Vários resultados foram obtidos por ele quando da investigação das propriedades dessa função. Riemann mostrou que propriedades dessa função estão intimamente ligadas à distribuição dos números primos, ou seja, à seqüência natural dos números primos no conjunto dos números inteiros positivos.

Riemann esquematizou o caminho de futuros progressos dessa investigação em uma série de conjecturas bem fundamentadas dentre as quais a famosa “Hipótese de Riemann”. Em 1896, o matemático francês J. Hadamard e o matemático belga C. J. de la Vallée – Poussin demonstraram, independentemente, o Teorema do Número Primo utilizando as idéias desenvolvidas por Riemann.
                 Consideremos a equação ς(s) = 0. Então, qualquer número complexo s que resolva essa equação é denominado um “zero” da equação.

                 Riemann observou, primeiramente, que os inteiros negativos pares –2, -4 –6, ... são zeros da função. Depois observou que deveriam existir infinitos zeros complexos e, então, estabeleceu de forma audaciosa a conjectura de que qualquer outro zero complexo da função zeta possui parte real igual a ½, ou seja, têm a forma s = ½ + b i.

                 Portanto, todos os zeros da função zeta que não são números reais estarão na reta vertical      x = ½. Essa reta é geralmente chamada de reta crítica.

                 A primeira coisa a observar é que os zeros da reta crítica não são reais, colocam-se simetricamente em relação ao eixo real e também em relação à própria reta crítica. Essa é a célebre hipótese de Riemann. É sem dúvida, um problema muito importante, pois o conhecimento dos zeros da função zeta se traduz por um conhecimento mais profundo da distribuição dos números primos.

                 No primeiro semestre de 2004 a demonstração dessa conjectura foi anunciada pelo matemático francês Louis de Branges de Bourcia e se encontra sob exame por especialistas.     Esse matemático já anunciara outras vezes ter demonstrado essa famosa conjectura, mas erros foram encontrados em suas demonstrações.

                 A Matemática exerce grande fascínio nos homens e alguns milionários, apesar de não serem matemáticos, estimulam a pesquisa matemática. Esse é o caso do norte-americano, magnata de fundos de investimentos e amante da matemática, Landon Clay, que criou em Cambridge, Massachussets, uma organização sem fins lucrativos destinada a promover e financiar a pesquisa em Matemática: o Clay Mathematics Institute (CMI).

Em um encontro realizado no Collège de France em Paris, em maio de 2000, o CMI anunciou uma oferta de sete prêmios, cada um no valor de um milhão de dólares, pela descoberta de soluções para cada um dos sete problemas considerados os mais importantes, mais difíceis e mais desafiadores da Matemática. Um pequeno comitê formado pelos matemáticos mais importantes da atualidade escolheu esses problemas que passaram a se chamar os “Problemas do Milênio”.

                  A Hipótese de Riemann foi considerada um dos problemas do milênio, pois é o problema mais importante da Matemática ainda não resolvido que tem conseqüências em Física e profundas repercussões na Teoria da Informação como, por exemplo, na questão da segurança na Internet. Essas conseqüências, que representam um componente essencial da vida atual, serão o tema de nossa próxima coluna.




7 Problemas do Milênio - Hipótese de Riemann - 60min.
O CAMat-USP apresenta a 1ª palestra da série 7 Problemas do Milênio, ministradas durante o primeiro semestre de 2012 no Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP. Nesta palestra, o Prof. Dr. Paulo Agozzini Martin discorre sobre a Hipótese de Riemann.
Publicado em 20/09/2012-Licença padrão do YouTube
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Sejam abençoados todos os seres.

A MORTE COMO UM ACONTECIMENTO : Café Filosófico - Daniel Lins










Café Filosófico: A morte como um acontecimento - Daniel Lins


 

''Fazer da morte um acontecimento,
isto é, um belo movimento de vida, evitando assim que não se transforme a
vida em um canto de morte, eis o que torna cada um experimentador não
da eternidade, mas da invenção cotidiana da própria vida. Inventar a
vida, em todos os instantes, não é nossa "santa vingança" contra a
morte, embora sabendo, como os grandes artistas, que só os organismos
morrem? A arte não é algo que resiste a morte, tornando-a acontecimento?
A morte, pois, como reinvenção dos sentidos, ali onde tudo parecer
padecer.''

























Publicado em 10/05/2012-Licença padrão do YouTube

Sejam felizes todos os seres.Vivam em paz todos os seres.
Sejam abençoados todos os seres.

A MORTE COMO QUASE ACONTECIMENTO - Eduardo Viveiros de Castro



 
 Eduardo Viveiros de Castro - A morte como quase acontecimento (completo)
Palestra do Professor de Antropologia do Museu Nacional.
Publicado em 28/07/2013-licença padrão do YouTube
 
Sejam felizes todos os seres.Vivam em paz todos os seres.
Sejam abençoados todos os seres.
 

A HISTÓRIA SECRETA DO BRASIL - PARTES 3 E FINAL












PROGRAMA VIDA INTELIGENTE -

 A HISTÓRIA SECRETA DO BRASIL - PARTES   1 e 2








PROGRAMA VIDA INTELIGENTE - A HISTÓRIA SECRETA DO BRASIL - PARTES 3 E FINAL





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Quando
falamos no "homem ante-diluviano" estamos nos referindo ao homem
atlante da 4ª Raça-Raiz antecessora da 5ª Raça-Raiz, a Ária ou Ariana.
Boa parte do Período Terciário correspondeu ao da existência dessa raça,
e é dessa época que se registam os primeiros afloramentos humanos,
cientificamente aceitos, no Brasil. O homem brasileiro original,
Tupi-Guarani, é todo ele descendente degenerado dessa raça em cujo
continente vasto, hoje a maior parte sepultado sob o Atlântico, oceano
que lhe herda o nome, o Brasil se integrava. Era Pedro Álvares Cabral um
Templário? Ele "descobriu" o Brasil "por acaso"? Quem eram os
Tupinambás Tibiriçá, Icaraí e Saixê? Quem foi José de Anchieta? Fenícios
no Brasil?

PROGRAMA VIDA INTELIGENTE
com Eustáquio Andréa Patounas

Quinta-Feira, 8 às 9 da noite, AO VIVO
TV Floripa Canal 4 da NET
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O Caos - Super população










O Caos - Super população
























Enviado em 22/11/2011

Há quase 7 Bilhões de pessoas em
nosso planeta, mais de 2 vezes o que havia à 45 anos. Mas o que
aconteceria se a população mundial dobrasse novamente de uma hora para
outra? Será que vamos encontrar espaço suficiente para viver? Comida
suficiente para comer? Ar suficiente para respirar? E água suficiente
para beber? Isto que aconteceria se a marca mundial atingisse 14
Bilhões.



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