terça-feira, 25 de novembro de 2014

2 HORAS DE MÚSICA CLÁSSICA EM FRACTAIS -Relaxing Mozart Music for Studying Concent...




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1. Dove Sono
2. Ein Madchen oder Weibchen
3. Concerto for Clarinet in B flat Major K 622 

Listen to this 2 hour long play classical music from Mozart.

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1. Dove Sono
2. Ein Mädchen oder Weibchen
3. Concerto para Clarinete em B bemol Maior K 622

Ouça a esta duas horas long play de música clássica de Mozart.

Wolfgang Amadeus Mozart (27 de Janeiro de 1756 - 5 December 1791), batizado de Johannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart, foi um compositor prolífico e influente da era clássica.

Mozart mostrou uma habilidade prodigiosa desde a mais tenra infância. Já competente no teclado e violino, ele compôs a partir de cinco anos de idade e realizada antes realeza europeia. Aos 17 anos, ele foi contratado como músico da corte em Salzburgo, mas começou a ficar inquieta e viajou em busca de uma posição melhor, sempre compondo abundantemente. Ao visitar Viena, em 1781, ele foi demitido de sua posição de Salzburg. Ele optou por ficar na capital, onde ele alcançou a fama mas pouca segurança financeira. Durante seus últimos anos em Viena, compôs muitos dos seus mais conhecidos sinfonias, concertos e óperas, e porções do Requiem, que foi em grande parte inacabada no momento da sua morte. As circunstâncias de sua morte precoce têm sido muito mitificado. Ele foi socorrido por sua esposa Constanze e dois filhos.

Mozart aprendeu vorazmente dos outros, e desenvolveu um brilho e maturidade do estilo que englobava a luz e gracioso junto com o escuro e apaixonado. Compôs mais de 600 trabalhos, muitos reconhecidos como pináculos de sinfônico, concertante, câmara, ópera e música coral. Ele está entre os mais enduringly popular de compositores clássicos, e sua influência na posterior da arte ocidental música é profunda; Beethoven compôs suas próprias obras iniciais na sombra de Mozart, e Joseph Haydn escreveu que "a posteridade não verá um grande talento de novo em 100 anos."

O melhor de Mozart.
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Wolfgang Amadeus Mozart (27 January 1756 -- 5 December 1791), baptised as Johannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart, was a prolific and influential composer of the Classical era.

Mozart showed prodigious ability from his earliest childhood. Already competent on keyboard and violin, he composed from the age of five and performed before European royalty. At 17, he was engaged as a court musician in Salzburg, but grew restless and travelled in search of a better position, always composing abundantly. While visiting Vienna in 1781, he was dismissed from his Salzburg position. He chose to stay in the capital, where he achieved fame but little financial security. During his final years in Vienna, he composed many of his best-known symphonies, concertos, and operas, and portions of the Requiem, which was largely unfinished at the time of his death. The circumstances of his early death have been much mythologized. He was survived by his wife Constanze and two sons.

Mozart learned voraciously from others, and developed a brilliance and maturity of style that encompassed the light and graceful along with the dark and passionate. He composed over 600 works, many acknowledged as pinnacles of symphonic, concertante, chamber, operatic, and choral music. He is among the most enduringly popular of classical composers, and his influence on subsequent Western art music is profound; Beethoven composed his own early works in the shadow of Mozart, and Joseph Haydn wrote that "posterity will not see such a talent again in 100 years."

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 Fontes
Publicado em 21 de mai de 2013-Licença padrão do YouTube
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Sejam abençoados todos os seres.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

ALEXANDRE III - O GRANDE




Alexandre III - o Grande 07 
(Documentário Completo Dublado) Estudos

Excelente Documentário antigo que nos mostra dos tempos antigos aos atuais e toda suas evoluções, povos, crenças, politicas etc...

Em um planeta único, uma espécie sem igual dá seus primeiros passos. A Humanidade tem seu início em mundo cheio de perigos e ameaças. Para sobreviver, buscamos auxílio na natureza como nenhum outro ser vivo. Descobrimos o fogo, desenvolvemos a agricultura, construímos cidades e pirâmides, inventamos o comércio e dominamos a arte da guerra. 


Com um início humilde, nos transformamos nas criaturas dominantes. Agora, o futuro nos pertence.




Alexandre II da Macedônia - dito o grande ou Magno

 Alexandre III da Macedônia, dito o Grande ou Magno (em grego, Αλέξανδρος o Τρίτος o Μακεδών, Aléxandros ho Trítos ho Makedón, Αλέξανδρος ο Μέγας, Aléxandros ho Mégas ou Μέγας Αλέξανδρος, Mégas Aléxandros4 5 ; Pela (ou em Vergina), 20 de julho de 356 a.C.6 — Babilônia, 10 de junho de323 a.C.7 8 9 ) foi um príncipe e rei da Macedônia, e um dos três filhos do rei Filipe II e de Olímpia do Épiro – uma fiel mística e ardente do deus grego Dioniso.


Alexandre foi o mais célebre conquistador do mundo antigo. Em sua juventude, teve como preceptor o filósofo Aristóteles. Tornou-se o rei aos vinte anos, na sequência do assassinato do seu paion
Vida
Busto de Alexandre - conhecido como Azara Herm. Cópia romana em mármore do original de Lisipo, de 330 a.C. (museu do Louvre). Segundo Plutarco, as esculturas de Lisipo representavam fielmente o famoso conquistador macedônio.

A sua carreira é sobejamente conhecida: conquistou um império que ia dos Balcãs à Índia, incluindo também o Egito e a Báctria (aproximadamente o atual Afeganistão). Este império era o maior e mais rico que já havia existido. Existem várias razões para esses grandes êxitos militares, um deles é que Alexandre era um general de extraordinária habilidade e sagacidade, talvez o melhor de todos os tempos, pois ele nunca perdeu nenhuma batalha e a expansão territorial que ele proporcionou é uma das maiores da história, a maior expansão territorial em um período bem curto de tempo. Além disso era um homem de muita coragem pessoal e de reconhecida sorte.


Ele herdou um reino que fora organizado com punho de ferro pelo pai, que tivera de lutar contra uma nobreza turbulenta que frequentemente reclamava por mais privilégios, as ligas lideradas por Atenas, e Tebas (a batalha de Queroneia representa o fim da democracia ateniense e por arrastamento das outras cidades gregas e de uma certa concepção de liberdade), revolucionando a arte da guerra.


A sua personalidade é considerada de formas diferentes segundo a percepção de quem o examina: por um lado, homem de visão, extremamente inteligente, tentando criar uma síntese entre o oriente e ocidente (encorajou o casamento entre oficiais seus e mulheres persas, além de utilizar persas ao seu serviço), respeitador dos derrotados (acolheu bem a família de Dario III e permitiu às cidades dominadas a manutenção de governantes, religião, língua e costumes) e admirador das ciências e das artes (fundou, entre algumas dezenas de cidades homônimas, Alexandria, que viria a se tornar o maior centro cultural, científico e econômico da Antiguidade por mais de trezentos anos, até ser substituída por Roma); por outro lado, profundamente instável e sanguinário (as destruições das cidades de Tebas e Persepólis,os assassinatos de Clito e de Parménio, dois de seus melhores generais, a sua ligação com um eunuco), limitando-se a usar o pessoal de valor que tinha à sua volta em proveito próprio.


De qualquer modo, fez o que pôde para expandir o helenismo: criou cidades com o seu nome com os seus veteranos feridos por todo o território e deu nome para cidade homenageando seu inseparável e famoso cavalo Bucéfalo. Abafou uma rebelião de cidades gregas sob o domínio macedônio e preparou-se para conquistar a Pérsia
.
Alexandre ouve conselhos de seu tutor Aristóteles  

Em 334 a.C. empreendeu sua primeira campanha contra os persas na Batalha de Grânico que deu-lhe o controle da Ásia Menor (atual Turquia). No ano seguinte, derrotou o rei Dario III na Batalha de Isso. Mais um ano depois, conquistou o Egipto e Tiro, em 331 a.C. Completou a conquista da Pérsia na Batalha de Gaugamela, onde derrotou definitivamente Dario III, o que lhe conferiu o estatuto de imperador aquemênida.


A tendência de fusão da cultura dos macedônios com a grega provocou nestes temor quanto a um excessivo afastamento dos ideais helênicos por parte de seu monarca. Todavia, nada impediu Alexandre de continuar seu projeto imperialista em direção ao oriente. Durante cerca de dois anos Alexandre manteve-se ocupado em várias campanhas de curta duração para a consolidação do seu império. Mas, em 327 a.C., conduzindo as suas tropas por cima das montanhas Indocuche para o vale do rio Indo, para conquistar a Índia, país mítico para os gregos, foi forçado a regressar à Babilónia devido ao cansaço das suas tropas, e instalaria aí a capital do seu império. Deixou atrás de si novas colônias, como Niceia e Bucéfala, esta erigida em memória de seu cavalo, às margens do rio Hidaspes.

Ele tinha a intenção de fazer ainda mais conquistas. Sabe-se que planejava invadir a Arábia e, provavelmente, as regiões ao norte do Império Aquemênida. Poderia também ter planejado outra invasão da Índia ou a conquista de Roma, Cartago e do Mediterrâneo ocidental[carece de fontes].

Infelizmente nenhuma das fontes contemporâneas sobreviveu (Calístenes e Ptolomeu), nem sequer das gerações posteriores: apenas possuímos textos do século I que usaram fontes que copiaram os textos originais, de modo que muitos dos pormenores da sua vida são bastante discutíveis.



Alexandre morreu depois de doze anos de constante campanha militar, sem completar os trinta e três anos, possivelmente como resultado de malária, envenenamento,febre tifóide, encefalite virótica ou em consequência de alcoolismo.

Império de Alexandre

O Império de Alexandre
O exército macedónio sob Filipe II e sob Alexandre Magno era composto por diversos corpos complementando-se entre si: cavalaria pesada; cavalaria ligeira; infantaria pesada e infantaria ligeira.

A cavalaria pesada era constituída pelos hetairoi ou companheiros, formados em esquadrões ilai de 256 ginetes com capacete beócio, couraça de bronze ou linotorax, equipados com xyston ou lança de 3,80 m e uma espada. Os militares formavam a unidade de elite de cavalaria aristocrática macedónia, sendo o principal elemento ofensivo. Em situação de combate, formavam à direita dos hypspistas; os nove esquadrões com o esquadrão real de 300 cavaleiros tomando o lugar de honra, sob o comando de Clito Melas, cujo dever era o de proteger o rei durante as batalhas; à sua esquerda, colocavam-se os outros chefes em 8 esquadrões de 256 homens, subdivididos em 4 unidades de 64 ginetes sob comando de Filotas.

À frente de todos estes, posicionavam-se os arqueiros e protegendo o flanco direito, os prodromoi e restante cavalaria ligeira.

Alexandre e o Egito
A cultura do Antigo Egito impressionou Alexandre desde os primeiros dias de sua estadia naquele país. Os grandes vestígios que ele via por toda parte lhe cativaram até o ponto que ele quis "faraonizar-se" como aqueles reis quase míticos. A História da Arte nos tem deixado testemunhos destes feitos e apetências. Em Karnak existe um relevo onde se vê Alexandre fazendo as oferendas ao deus Amon. Veste a indumentária faraônica:

Klaft faraónico (manto que cobre a cabeça e vai por trás das orelhas, clássico do antigo Egito), mais a "Coroa Dupla", vermelha e branca, que se sustenta em equilíbrio instável.
- Casamento de Alexandre e Roxana, 1517, por Il Sodoma
- Cauda litúrgica de chacal, que com o tempo se transformou em "cauda de vaca".
Oferenda em quatro vasos como símbolo para indicar "quantidade", "repetição", "abundância" e "multiplicação".

Nos hieróglifos do muro se distinguem, além dos títulos de Alexandre – faraó que se representam dentro de um serej e um cartucho egípcio
- O grande amigo e companheiro de toda a vida de Alexandre foi Heféstion, filho de um nobre da Macedônia. Heféstion, para além de amigo pessoal de Alexandre, foi o vice-comandante do seu exército, até a sua morte.

Reinado e Conquistas 
Logo após assumir o trono, Alexandre reiniciou a campanha contra a Pérsia. Em 335 a.C. convocou a Liga de Corinto e convenceu seus membros a elegê-lo comandante numa guerra de retaliação contra a Pérsia, como seu pai havia feito dois anos antes. Com exceção de Esparta, todas as grandes cidades-estado gregas ficaram a seu lado.6
A Pérsia havia desempenhado um importante papel na Guerra do Peloponeso, entre Atenas e Esparta nas três últimas décadas do século V a.C.. Após isso, um tratado assinado em 386 a.C. estabeleceu que as cidades gregas na Ásia Menor continuariam sob domínio persa. Porém no século IV a.C. alguns dos mais poderosos oradores gregos continuavam a clamar pela "libertação dos gregos da Ásia Menor". A Macedônia não era signatária do tratado de 386 a.C. e sua intenção de libertar os gregos da Ásia Menor do domínio persa atraiu a boa vontade da Liga de Corinto, mesmo com os temores das várias cidades-estado em relação ao domínio macedônio.

Após combater a revolta da cidade de Tebas, Alexandre empenhou-se na campanha contra a Pérsia que o levaria numa viagem até os confins da Índia e, apesar de ter criado um império e nunca ter sido derrotado em combate, morreria sem rever sua terra.
Alexandre lutando contra um leão - Mosaico do século III a.C- Museu de Pela
Legado de Alexandre
Com a sua morte, os seus generais repartiram o seu império e a sua família acabou por ser exterminada. Os Epígonos iriam gastar gerações seguidas em conflitos. Apenas Seleuco esteve prestes a reunificar o império (faltando o Egito) por um curto espaço de tempo. Os seus sucessores fizeram o que puderam para manter o helenismo vivo: gregos e macedônios foram encorajados a emigrar para as novas cidades. Alexandria no Egito teve um destino brilhante devido aos cuidados dos ptolomaicos (o Egito, apesar da sua monumentalidade, nunca possuíra grandes metrópoles): tornou-se um porto internacional, um centro financeiro e um foco de cultura graças à biblioteca; mas outras cidades como Antioquia, Selêucia do Tigre e Éfeso também brilharam. Reinos no oriente, como os greco-bactrianos (Afeganistão) e greco-indianos, expandiram o helenismo geograficamente mais do que Alexandre o fizera. Quando os partas (um povo indo-europeu aparentado com os citas) ocuparam a Pérsia, esses reinos subsistiram até ao século I a.C., com as ligações cortadas ao ocidente.

Alexandre tem persistido na história e mitos tanto da cultura grega como das não-gregas. Depois de sua morte (e inclusive durante sua vida) suas conquistas inspiraram uma tradição literária na que aparece como um herói legendário, na tradição de Aquiles. Também é mencionado no livro zoroástrico de Arda Viraf como "Alexandre, o Maldito", em persa Guzastag,12 pela conquista do Império Aquemênida e a destruição de sua capital, Persépolis.

Roma recuperou o legado helenístico, e a miragem do império de Alexandre: Crasso e Marco António tentaram conquistar a Pérsia com péssimos resultados. Trajano morreu a meio de uma expedição, Septímio Severo teve o bom senso de desistir a meio e só Heráclito, no período bizantino, teve uma campanha vitoriosa: debalde, pois os árabes acabaram com a Pérsia Sassânida, enfraquecida pelas longas guerras com o Império Bizantino.

O ocidente medieval viu nele o perfeito cavaleiro, incluindo no grupo dos nove bravos e estabeleceu lendas e o "Romance de Alexandre". Luís XIV apreciava vestir-se como Alexandre (à maneira do século XVII obviamente) e esse epíteto seria sempre apreciado por monarcas absolutos.
O império de Alexandre (em verde escuro), no contexto geopolítico à época de sua morte.


Os nomes de Alexandre
O império fundado por Alexandre marcou as culturas do oriente e seu nome possui versões em diversas línguas:
Em persa, Eskandar-e Maqduni ("Alexandre da Macedônia");
Em árabe ر, الإسكندر الأكب Al-Iskandar al-Akbar;
Em urdu, سکندر اعظم, Sikandar-e-azam;
Em pashto, Skandar;
Em hebraico, אלכסנדר מוקדון, Alexander Mokdon

Sikandar, seu nome em Urdu e Hindi, também se emprega como sinônimo de "esperto" ou "extremamente hábil".

Nas tradições do Oriente Médio é chamado de Dhul-Qarnayn , "o (homem) dos dois chifres", assim como em aramaico é referido como Tre-Qarnayia ("o dos dois chifres"), possivelmente devido às moedas cunhadas durante seu reinado representando-o com os chifres de carneiro do deus egípcio Amon


Tetradracma de Alexandre o grande






Fontes:
https://www.youtube.com/watch?v=tLv8N...
Publicado em 07/05/2014-Licença padrão do YouTube
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GENGHIS KHAN - A LENDA DE UM CONQUISTADOR


Genghis Khan , A lenda de um conquistador - Dublado 


Três amigos de infância. Três irmãos juramentados. Um deles foi iniciado no sacramento e cresceu para ser um grande xamã. Os outros dois seguiram o caminho da guerra e da nação e foram reconhecidos como líderes. Mas só um deles poderia se tornar o governante da terra. Ele foi escolhido e se tornou soberano com o nome de uma antiga divindade, Genghis Khan. Estabeleceu-se, então a nação mongol. Como grande líder militar, Genghis Khan conquistou boa parte do mundo e até hoje é considerado o maior conquistador de todos os tempos.



Gengis Khan

Gengis Khan
Nascimento 1162
Proximidades do rio Onon, Mongólia
Morte 18 de agosto de 1227 (65 anos)
desconhecido.
Gengis Khan, grafado também como Genghis Khan (em mongol Чингис Хаан, transl. Tchinghis Khaan; 1162 — 18 de agosto de 1227) foi um conquistador e imperador mongol, nascido com o nome de Temudjin nas proximidades do rio Onon, perto do lago Baikal.1

Gengis Khan nasceu cercado de lendas sobre a vinda de um lobo cinzento que devoraria toda a Terra. Ainda jovem matou o lobo e ficou muito famoso em sua tribo, enfrentou a rejeição de sua família por seu próprio clã, mas voltaria para conquistar sua liderança, vencer seus rivais de clãs distintos e unificar os povos mongóis sob seu comando. Estrategista brilhante, com hábeis arqueiros montados à sua disposição, venceu a grande muralha da China, conquistou aquele país e estendeu o seu império em direção ao oeste e ao sul. Gengis morreria antes de ver seu império alcançar sua extensão máxima, mas todos os líderes mongóis posteriores associariam sua própria glória às conquistas de Gengis Khan, "que foi um dos comandantes militares mais bem sucedidos da história da humanidade".2 Segundo levantamento feito pela revista Mundo Estranho, ele foi o imperador que mais territórios conquistou na história, dominando quase 20 milhões de km² (o equivalente a 2,3 vezes do território brasileiro).3

Juventude
Temudjin nasceu na Mongólia na década de 1160, provavelmente em 1162. Supõe-se que seja descendente de um líder mongol conhecido como Kabul Khan, do clã Bojigin, que por breves anos obteve controle sobre uma Mongólia unificada. Entretanto, na época do nascimento de Temudjin, os mongóis estavam divididos em diversas tribos e clãs, cada uma governada por um khan, ou "Senhor", que impunha-se mais pela força do que pela ascendência nobre1 . Com Temudjin não seria diferente. Quando tinha nove anos, Temudjin foi ao clã dos Merkitas para escolher uma esposa e refazer a paz entre os clãs (há muito tempo, seu pai havia roubado a esposa do Khan dos Merkitas e se casado com ela, ela era a mãe de Temudjin), mas no caminho, parou para pernoitar num clã aliado, os Onggirat, aonde se apaixonou por Borte. Pediu ao pai para praticar a escolha de esposas ali, porém, ao invés de apenas praticar, escolheu oficialmente Borte como sua noiva. No caminho de volta, seu pai, Yesugei, foi envenenado por membros da tribo dos tártaros. Sem que os filhos de Yesugei tivessem idade para assumir o controle da tribo, esta passou a ser comandada por um novo Khan, Targutai, ex-soldado de Yesugei, que expulsou a família do clã para evitar futura contestação de sua liderança, forçando-os a sobreviver nas estepes, sem gado ou cavalos.

Passou a infância inteira tentando fugir do algoz Targutai e aos 17 anos conseguiu reencontrar Borte, casando-se.nota 1

Ascensão
Mapa mostrando o domínio de Gengis Khan (tracejado em laranja) no século XIII

Como quase todos os mongóis, Temudjin provavelmente tinha sido treinado como arqueiro montado desde muito jovem. A habilidade na montaria, comandada apenas com os joelhos e a destreza no arco e flecha, aliada a uma vida dura nas estepes tornavam os guerreiros mongóis muito temidos e respeitados. Depois de casar-se com Borte, Temudjin seguiu com ela por um caminho incerto pela Mongólia, até que, um dia, os dois foram encontrados por um grupo de merkitas comandados por Chitedu (ex-marido da mãe de Temudjin), que queria a esposa de Temudjin como vingança pela ofensa que seu pai havia feito antigamente. Temudjin reuniu alguns homens e foi até Jamukha pedir ajuda para resgatar Borte.

Ao destruir os merkitas, Temudjin encontrou Borte grávida, fazendo sua primeira paternidade ser duvidosa. Após restabelecer seu clã (formado por seus homens que sobreviveram à guerra e pelo remanescente do povo dos merkitas), Temudjin seguiu como nômade pela Mongólia, porém alguns homens de Jamukha se uniram a ele, ganhando o rancor de Jamukha, que ordenou a seus homens escravizarem e levar Temudjin até a China.

Temudjin foi preso
 e humilhado pelos Chineses.
Sua esposa Borte consegui resgatá-lo e não quis voltar à Mongólia, afirmando que ela estava corrompida e sem leis. Determinado a unificar a Mongólia, Temudjin determinou as leis dos mongóis. Nessa época, a força de Temudjin era conhecida em toda a Mongólia. Temudjin seguiu pregando a unificação da Mongólia nos clãs e muitos khans se uniram a ele, porém, a maioria dos clãs se uniram a Jamukha, que pregava a destruição de Temudjin. Finalmente, a Mongólia estava dividida em duas: o exército de Temudjin e o exército de Jamukha. Os dois exércitos se encontraram para a batalha final na qual Jamukha foi vencido.

Em 1206, uma assembleia entre os chefes de todas as tribos das estepes proclamou Temudjin, então com quarenta e cinco anos, como Gengis Khan, o "cã dos cãs". Criou-se uma hierarquia administrativa e militar e um exército foi treinado e organizado. Para comandar um exército de milhares de homens e diminuir o poder dos antigos khans, Gengis criou uma hierarquia militar baseada na unidade mínima de dez homens comandadas por um deles. Dez unidades de dez homens cada seriam comandadas por um novo líder, que por sua vez faria parte de um grupo de mil sujeitos a um comandante determinado; este, por sua vez, obedecia a um general que tinha sob seu controle dez mil homens. Acima dos generais, apenas Gengis Khan.

Com um exército tão poderoso, Gengis Khan resolveu partir para o sul e invadir as terras do reino de Hsi Hsia, também chamado de Xixia, vassalos do império chinês, que, nessa época, se dividia em duas dinastias: o império Jin, ao norte e o império Song, ao sul. Pela primeira vez, os mongóis tiveram de enfrentar cidades muradas. Sem ainda conhecerem ou dominarem as máquinas de cerco, a capital não pôde ser conquistada. Porém, diante da recusa do império Jin em mandar um exército ao auxílio ao reino Xixia, este se submeteu ao poderio militar dos mongóis e lhes pagou um grande tributo que incluiu a filha de seu governante, dada como segunda esposa a Gengis Khan.1

Táticas de guerra
Ver artigo principal: Exército Mongol

Gengis criou táticas de guerra revolucionárias para as batalhas nas estepes. Seu exército era disciplinado, temido e impiedoso. A arma tradicional dos mongóis era o arco mongol, espécie de arco recurvo composto por madeira, cola e chifres de animais, que possibilitava que com a redução de força relativa ao arco longo, os arqueiros conseguissem atirar com mais agilidade e mais precisão. O tamanho relativamente menor em relação ao arco longo, também possibilitava maior portabilidade em cima da montaria, com isso tornou obrigatório o treinamento dessa arma. Os cavaleiros eram treinados para atirar a flecha com o cavalo em movimento. Um detalhe era que, para maior precisão, a flecha era disparada no momento em que o cavalo estivesse em pleno galope. Esses cavaleiros, os chamados mangudais, eram uma arma poderosa contra a infantaria inimiga, já que juntavam dois princípios: arco e flecha e cavalaria, ou seja, um mangudai poderia ser rápido e preciso para atingir os inimigos mesmo estando longe. O arco mongol era até mais potente que os arcos longos utilizados pelos ingleses e galeses com grande êxito em batalhas contra os franceses durante a Guerra dos Cem anos.

Conquistas
Em 1207-1208, os mongóis foram forçados a expandir seu território de pastagem devido a algum problema climático nas estepes e conquistaram o reino tangute de Hsi Hsia. Em seguida, atravessaram a muralha contornando-a e chegaram à China, cujo reino estava dividido entre as dinastias Jin, ao norte e Song, ao sul. As vastas plantações de arroz e a riqueza da cidade atraíram mais a atenção de Genghis do que a possibilidade de se tornar senhor da China. Na conquista do reino Jin, Genghis Khan recrutou um jovem chinês chamado Yeh-lu Ch'u-ts'-ai como seu conselheiro pessoal. A sua influência tornou Genghis mais tolerante e menos agressivo em batalha, estimulando-o a evitar esforços exagerados na guerra e conservar as terras cultivadas ao invés de transformá-las em pastagens.

Gengis marchou até Pequim, o mais avançado centro urbano daquela época e, quando viu que a cidade era cercada de muralhas de doze metros de altura, descobriu que suas táticas de guerra em campo aberto, nas estepes, não o ajudariam naquele momento. Desse modo, não teve pressa e acampou seu exército, cercando a cidade e impediu que os suprimentos entrassem em Pequim. Esses suprimentos foram usados para suprir seu exército. Com a ajuda de engenheiros chineses dissidentes, construiu catapultas e outros artefatos bélicos e finalmente invadiu e dominou Pequim.

Gengis, após o ataque inicial aos Jin, retirou-se para a Mongólia, enquanto seus generais se encarregavam de estabelecer seu domínio na China Jin. Em 1218, um acidente diplomático provocou a ira de Genghis sobre o reino turco de Kharizm, no norte da Pérsia: um mensageiro trouxe-lhe a cabeça de um de seus generais enviado em missão diplomática à Pérsia. O Cã cavalgou à frente de mais de duzentos mil homens e cerca de dez mil máquinas de assédio adquiridas dos chineses. Houve poucas batalhas campais e os mongóis empreenderam guerras de cerco às cidades fortificadas da Pérsia, que capturaram uma a uma. Algumas, como Bucara e Samarcanda se tornariam, no futuro, espelhos longínquos da presença mongol no sudoeste da Ásia. A velha cidade de Nichapur foi arrasada e nem mesmo os animais ali sobreviveram ao ataque mongol. O exército de Genghis matou mais de um milhão de persas.

As perdas humanas em Khwarizm contavam-se aos milhares. Genghis e seus generais impunham punições brutais aos inimigos. A proximidade da Pérsia com a Europa gerou a fama de selvageria dos mongóis que assombraria o continente pelas décadas seguintes.

Em 1227, enquanto os generais de Gengis conquistavam territórios no sul da Rússia e na Ucrânia, o Grande Cã foi forçado a retornar para as estepes para conter uma revolta de Hsi Hsia, que havia recusado a convocação para a campanha contra Khwarizm. Após vencer os tangutes, Gengis Khan morreu acometido por uma febre alta e dores na cabeça.

Legado de Gengis Khan

Gengis Khan
Antes da morte de Gengis Khan, este estabeleceu seu filho, Ogedei, como seu sucessor. Ogedei encarregou-se de expandir o território mongol ao máximo, da Síria à Indochina, da Pérsia à Sibéria, da Hungria à China. Posteriormente, o grande império seria dividido em 4 partes, entre filhos e netos de Genghis, porém nenhum destes novos reinos, ou canatos, teria uma existência longa.

No início do século XIV, Timur, o Coxo, alegando ser descendente de Gengis Khan, se tornaria o Cã de um breve império mongol que abarcaria toda a Mesopotâmia, a Pérsia, o Afeganistão, o Paquistão e o norte da Índia. Ainda nesse século, os tártaros ressurgiriam, inspirados pelas conquistas de Genghis, para tomar o território do dissolvido Canato da Horda Dourada, na Rússia. Vários outros levantes mongóis de menor importância tomariam lugar nos séculos seguintes, mas o meio de vida nômade e a incapacidade de estabelecer uma indústria armamentista logo tornaria os hábeis cavaleiros montados obsoletos frente às novas artilharias dos países que ali faziam fronteiras.

Na Mongólia atual, Gengis Khan é considerado o herói máximo e o pai daquela nação, cujo culto à imagem jamais se deixou apagar, mesmo durante o regime comunista. O aeroporto da capital do país foi renomeado para Aeroporto Internacional Gengis-Khan, em homenagem ao imperador.

Contam as lendas que todos os envolvidos no enterro de Gengis Khan foram mortos para manter em segredo o local onde ele foi enterrado. E esse local realmente jamais foi encontrado.

Descendência
Um estudo realizado em 2002 concluiu que 8% da população da região anteriormente ocupada pelo Império Mongol, uma área entre o oceano Pacífico e o Mar Cáspio (o que corresponde a 0,5% da população mundial) podem ser descendentes de Gengis Khan.4 Um outro estudo de 2007 afirma que 34,8% dos atuais mongóis são descendentes de Gengis Khan.5

 Nota:
 Se procura pelo filme de 1965 com Omar Sharif, consulte Gengis Khan (filme);


Fontes:
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Publicado em 23 de mai de 2012
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domingo, 23 de novembro de 2014

A OBSESSÃO DE NAPOLEÃO BONAPARTE NO EGITO


A Obsessão de Napoleão Bonaparte no Egito
(Documentário - Série Filmes Estudos )




A Campanha do Egito foi uma campanha militar realizada durante a Revolução Francesa e, por isso, deverá ser analisada no âmbito das Guerras da Revolução Francesa. Nesta campanha, os Franceses pretenderam ocupar o Egito para utilizarem este território como plataforma a partir de onde avançariam para a Índia, onde, com o apoio de forças locais, atacariam o domínio britânico daquela região.

 Nos dois primeiros anos (1798 e 1799), as forças militares francesas foram comandadas por Napoleão Bonaparte, que tinha defendido a realização desta expedição. Entre a França e o Egito fica a ilha de Malta, que foi conquistada pelos Franceses durante o trajeto. 

A campanha militar foi acompanhada de uma campanha científica, na qual participaram numerosos nomes dos meios acadêmicos franceses, que foi um sucesso. A Pedra de Roseta foi encontrada durante esta campanha. No entanto, em termos militares, "a campanha foi um desastre. Foi um desperdício de vidas, de dinheiro e de materiais. Não teve influência na balança do poder internacional ou na posição da marinha francesa no Mediterrâneo"

Depois da assinatura do Tratado de Campoformio, que punha fim à Guerra da Primeira Coligação, o Exército de Itália ficou a guarnecer a linha de postos avançados na nova fronteira com a Áustria, ao longo do Rio Ádigenota 1 e a ocupar os territórios que tinham sido anexados pela França (Piemonte), bem como os da República Cisalpina, formação política criada por Napoleão e controlada pelos Franceses. O Imperador Francisco I da Áustria tinha aceite a paz com a França e, assim, o estado de guerra continuava apenas contra o Reino da Grã-Bretanha.

No dia 27 de Outubro de 1797, Napoleão Bonaparte foi nomeado comandante do Exército de Inglaterra. Este exército, criado por decisão do Diretório, a 26 de Outubro, teria por objetivo a invasão do Reino da Grã-Bretanha. Napoleão chegou a Paris (vindo de Itália) no dia 5 de Dezembro e começou de imediato a tomar providências relativas à organização do seu novo exército. No entanto, depressa constatou que uma operação desta envergadura, que envolvia meios terrestres e navais, para ter possibilidades de êxito, necessitava de ser realizada com domínio do mar, o que não acontecia, pois o poder naval era claramente favorável à Inglaterra. No dia 23 de Fevereiro de 1798, Napoleão enviou um relatório ao Diretório, a explicar porque não considerava possível a invasão da Grã-Bretanha pelas tropas francesas2 .

Charles-Maurice de Talleyrand-Périgord, ministro das "relações exteriores", propôs ao Diretório um projeto alternativo, também defendido por Napoleão: uma expedição para conquistar Malta e o Egito, com a finalidade de cortar as comunicações entre a Inglaterra e as suas possessões na Índia. Este não era um projeto novo, pois a França tinha proveitosos interesses comerciais com as populações costeiras da península dos Balcãs, Síria, Egito e ilhas do Mediterrâneo, e desde há muito tempo que as autoridades francesas consideravam o Egito um ponto estratégico na luta contra os interesses de outras potências na Índia e na Indonésia. Em 1790, os Franceses que habitavam no Egito eram muito poucos: vinte e nove no Cairo, dezoito em Alexandria e catorze em Roseta. O consulado francês tinha mudado do Cairo para Alexandria a fim de garantir o apoio dos navios franceses.

No dia 12 de Abril de 1798, um decreto do Diretório criava o Exército do Oriente e nomeava Napoleão Bonaparte como comandante desse exército3 . Napoleão entendeu que essa seria para si uma excelente oportunidade e afirmou: «Tudo aqui está feito, não terei glória suficiente. Esta pequena Europa não a proporciona mais. É preciso ir ao Oriente, todas as grandes glórias vêm de lá»4 . Para Napoleão, era uma oportunidade de encontrar a glória; para o Diretório, era uma forma de afastar aquele general, popular e ambicioso, e isso era importante numa época em que o poder em França se atingia por golpes de estado.
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Fontes:
Mulhercafe Rockk

Publicado em 13 de ago de 2014- Licença padrão do YouTube
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