segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O AGIR MORAL À LUZ DA LIBERDADE E DA RESPONSABILIDADE




Edir Martins Moreira
 

Introdução

            Paulo já lançara as bases de uma ética para a vida[1]. No alvorecer do cristianismo, a originalidade da proposta desenvolvida por Paulo consistiu em aliar a liberdade à responsabilidade: "tudo me é permitido, mas nem tudo convém"[2]. Todos os seres humanos prezam a liberdade, tendo sido criados para ela. Para não diminuí-la ou até destruí-la, no entanto, requer-se que se viva com responsabilidade.

            Em tempos mais recentes, o Vaticano II resgatou essa intuição, sobretudo, com a Gaudium et Spes, atribuindo grande valor à consciência: "a consciência é o sacrário das pessoas"[3]. Vê-se aí a enorme importância dada às decisões individuais. Até então, o que trazia tranqüilidade moral às pessoas de fé era o seguimento às normas. O importante era "enquadrar-se" nas leis. O que vigorava era a heteronomia moral. De agora em diante, as leis passam a funcionar como importantes subsídios, mas nunca como elementos decisórios às pessoas. A última palavra é sempre dada pela pessoa, em consonância com seu contexto vital (Sitz im Leben), seu desenvolvimento psíquico e sua situação particular. O que passa a vigorar é a defesa da autonomia moral.

            Por conseguinte, permeando o horizonte da ética, é possível encontrar um grande desafio lançado a todo ser humano: saber discernir quais são os melhores caminhos a serem percorridos no dia-a-dia. "O sentido da responsabilidade é uma atitude do homem total que o impele a colocar-se em situação de radical disponibilidade quanto aos imperativos morais"[4].É assim que a pessoa se realiza e edifica o mundo à sua volta.

            A liberdade se exerce no relacionamento entre os seres humanos. Dessa forma, toda pessoa tem o direito natural de ser reconhecida como ser livre e responsável[5]. "Quanto mais pratica o bem, mais a pessoa se torna livre. Não há verdadeira liberdade a não ser a serviço do bem e da justiça. A escolha da desobediência e do mal é um abuso de liberdade e conduz à ‘escravidão’"[6].

            Em tempos de pensamento fraco e de relativismo, nesse contexto do século XXI, onde até o amor é tido como líquido, é mais do que oportuno revisitar as intuições éticas que nos foram legadas na Tradição.

1. O amor: fundamento da liberdade responsável

            Antes de tudo é preciso explicitar o que se entende por liberdade. Para esta nossa reflexão podemos entender que “liberdade consiste em permanecer aberto e disponível para escolher o que há de melhor, de mais conveniente em cada circunstância. O Espírito torna a pessoa apta para uma verdadeira opção e suprime a necessidade de buscar sempre a própria 
vantagem ou a própria segurança”[7].

            A categoria da responsabilidade é uma das mais mais importantes em termos de moralidade. "Somente um comportamento responsável é comportamento moral"[8]. Trata-se de um tema complexo, visto que toda a pessoa, de forma integral, deve ser levada em conta na hora de estudar a categoria antropológica da responsabilidade. 

            Frente a uma situação sócio-cultural, eclesial e societária onde vive-se a falta de liberdade criativa e de uma ação ousada, alternativa e esperançosa, queremos encontrar caminho para uma experiência nova e concreta. Sabemos que é imprescindível assumir a vida com responsabilidade e superar toda “escravidão”, em outras palavras, o que vale é viver em liberdade na experiência do amor diante do império da impotência e da morte. Toda reflexão tem que levar ao agir ético que revele uma vida livre e construtora de uma nova realidade, de relacionamento e de compromisso no atual contexto[9].

            Faz-se necessário, com certa urgência, que sejam encontrados critérios ético-filosófico-teológicos para um repensar à moral. Daí, é possível uma reorientação do comportamento humano em vista de uma práxis mais humana, alternativa e libertadora, sobretudo frente a um contexto fundamentalista, conservador e acomodado, no intuito de trazer luz e novidade para o agir. Significa ter a lucidez de traduzir e testemunhar em concreto o cerne da reflexão ética.

            A verdadeira liberdade nada mais é que um sinal eminente da consciência no homem, pois ela inclusive deixa ao homem o poder de decidir. Diante de uma proposta nova e radical para a experiência existencial dos seres humanos, a liberdade, que relativiza as normas e exige que a pessoa humana assuma com responsabilidade a vida, dá uma perspectiva nova e ousada de como viver uma verdadeira não escravidão. 

A liberdade é 
um dos elementos éticos fundamentais do ser humano.
 
            Trata-se realmente da valorização da liberdade, por outro lado, chama-se a atenção para determinados comportamentos que, desencadeados pelo próprio ser humano podem torná-lo escravo. Alerta, então, para a vigilância. Somente quem é vigilante mantém sólida sua liberdade e nela cresce: "tomai cuidado para que a vossa liberdade não se torne ocasião de queda para os fracos"[10], afirma Paulo. 

A recomendação é a de que se mantenha sempre a sadia humildade e o respeito, em todas as dimensões, perante as outras pessoas. Liberdade com responsabilidade! Isso significa uma verdadeira adesão e compreensão de uma maneira nova de pensar a si mesmo, aos outros e às relações humanas.

            A partir do momento em que se consente em viver segundo as proposições da vontade, o sujeito vai se capacitando a descobrir por si mesmo o caminho a seguir no cotidiano de sua vida. Muitas vezes, mesmo o autêntico pensador se vê preso à cultura das imagens na qual nos encontramos. Uma forma de ver o mundo "que trocou a reflexão pela emoção, o espírito crítico pelo espetáculo animado"[11]. Essa cultura estimula o individualismo, desarticulando iniciativas éticas dos que procuram se organizar para atender às necessidades dos outros.

            Em meio ao crepúsculo do dever de um mundo hiperindividualista, também deve haver lugar para iniciativas de pessoas mais ousadas. "Ousar é mover-se e agir com destemor. Ousar é desprender-se do lugar onde se está. Ousar é desamarrar-se, é lançar-se, é atirar-se a um projeto. É atitude corajosa, é ímpeto arriscado… Ousar é promover a dignidade da pessoa humana que está sendo violentada pela crueldade e envergonhada pela miséria. Ousar é abrir clareiras que permitem enxergar horizontes fecundos para o futuro da humanidade"[12].

            Portanto, o fundamental é construir uma vida alicerçada no amor, e não num sistema (de preceitos, leis, normas, estruturas, costumes, etc.). O fundamental para que as relações pessoais e comunitárias possam gerar a vida é o amor. Toda lei fica aquém da experiência do amor.

2. A experiência de fé e o agir ético

            Uma vivência marcada pelo compromisso amoroso, o qual acolhe incondicionalmente, e que deseja a mudança para o bem da pessoa, e não para satisfazer estruturas, autoridades, vai encontrando forças para um "salto qualitativo" da ação ética. A práxis ética é a escolha de um modo de ser que é essencialmente social, ou seja, uma nova maneira de ser com os outros e contribui com um novo modus vivendi.

            Nesse sentido, para que cada indivíduo cumpra com mais solicitude o seu dever, ele deve ser educado com diligência para tal. O homem dificilmente chega a um sentido de responsabilidade se as suas condições de vida não lhe possibilitam tomar consciência da  dignidade da pessoa humana, tanto em relação a si mesmo quanto a outrem. Por isso, ao analisar as fontes da ética filosófica, temos comprovado que o ideal de perfeição moral nelas contido apresenta um caráter prático. Sendo assim, a pessoa, com seus comportamentos, vai realizando o ideal de perfeição que lhe é peculiar: fazer o bem[13].

             A experiência vai apontando para atitudes positivas e maduras, que assumem os "riscos" da liberdade. Inclusive, para não haver desvios em nome da fé, como tem acontecido na história, é importante entender qual o lugar da fé na experiência cristã. A fé é um aspecto dum sistema de vida e do mundo que "supera a lei": uma maneira de se viver que não favorece uma submissão a um sistema de opressão ou de morte. Ou seja: “é a fé na força de Jesus que supera toda lei, cria no homem uma liberdade nova pela qual o homem se torna capaz de agir por amor. A fé é aquela que atua pela caridade não somente a partir da lei ou da obediência à mesma, mas da e da liberdade do amor. A fé é o caminho que desemboca na liberdade”[14].
            
Viver é 
lançar-se à experiência do novo,
 do risco e da incerteza. 
 
Dentro dos diversos contextos, é o Espírito que inspira e leva a pessoa humana a um discernimento, tornando-a apta para escolher de acordo com o bem de toda a humanidade. 

Não há sistema ou estrutura 
que sejam portadores do Espírito por si próprios,
 por isso o Espírito capacita, à luz do discernimento,
 para a escolha do que edifica. 
 
Enfim, não cabe a ninguém receber um sistema pré-fabricado de preceitos, normas. A exigência é discernir em todos os momentos da história pessoal, familiar, eclesial e societária, quais são as possibilidades mais convenientes, as que estão de acordo com a promoção da vida do povo de Deus[15].

Conclusão

            O essencial, moralmente afirmando, é agir segundo a voz da própria consciência, tendo sempre presente que enquanto se vive há a obrigação de aperfeiçoar essa voz, em consonância com o querer de Deus para o presente histórico de cada pessoa. Encontramos aí uma das "exigências" para o cristão verdadeiro. 

            Nos últimos anos, alastra-se mundo afora determinada cultura defensora do indiferentismo. Livros que defendem o ateísmo são bastante veiculados. Se à nossa volta a imensa maioria das pessoas afirmam crer, na prática vive-se uma fé infantil. Essa postura reflete-se, também, na moral cristã. Declarações oficiais da Igreja são relativizadas ou ignoradas até mesmo por pessoas que têm prática religiosa com certa regularidade. A superficialidade religiosa reflete-se na superficialidade dos comportamentos morais.

            A vida não pode ser pautada simplesmente por um preceito obrigatório. O risco é cair na inautenticidade, pelo fato de que uma vida a partir da legislação pode levar à “uniformidade da ação”. Torna-se uma ação por obrigação, não por livre escolha, isso não é liberdade, mas escravidão. Contudo, o preço da liberdade é a obrigação de escolher e, portanto, de assumir responsabilidades.

            A verdadeira liberdade ética é fruto de uma experiência comunitária e de uma responsabilidade social. A comunidade é o “verdadeiro sujeito moral”. Viver a partir de uma atitude individualista e irresponsável diante do outro é morrer para uma experiência de autenticidade.

             A fé é um lançar-se para frente, é conquistar a estrada da liberdade diante das injustiças. A fé é um risco e uma aposta, não se sabe o que vem depois e acredita-se no caminho da vida. A partir da fé tudo recebe nova iluminação, profundidade, valor e sentido. É um ato ligado ao agir, nele o ser humano é provocado a descobrir a presença do outro, e ter compaixão do que sofre, a viver a tensão dialética entre o pessoal e o social.

            Nesse sentido, ainda que num contexto de interrogações, para o cristão deve permanecer clara a consciência de que o fato de crer em Jesus Cristo interessa à vida da pessoa na sua totalidade e perpassa inteiramente toda a responsabilidade, nos vários níveis de suas livres decisões. 

O comportamento moral, 
então, apresenta-se como uma situação favorável
para a verificação da sinceridade da adesão à fé[16].
 
            Um agir moral que humaniza e liberta tem que nascer de uma experiência de fé que abre os olhos, dá sensibilidade e comunhão com cada realidade, e faz acreditar que é possível mudar tudo aquilo que discrimina e escraviza a vida. Uma sociedade só é sólida se os membros que a formam forem portadores de valores sólidos. Para isso, é necessária a preocupação com os valores éticos que oxigenam a vida da sociedade.

Referências bibliográficas

ARDUINI, Juvenal. Antropologia: Ousar para reinventar a humanidade. São Paulo: Paulus, 2002.
BÍBLIA DE JERUSALÉM. 5º impressão. São Paulo: Paulus, 2008.
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. Trad. da CNBB. São Paulo: Loyola, 1999.
COMBLIN, José. A liberdade cristã. Petrópolis: Vozes, 1977.
COMBLIN, José. O espírito no mundo. Petrópolis: Vozes, 1978.
CONCÍLIO VATICANO II. Constituição Gaudium et Spes, in: Compêndio do Vaticano II: constituições, decretos e declarações. 29.ed. Petrópolis: Vozes, 2000.
HÄRING, B. Práxis Cristã (moral fundamental), vol. 1. São Paulo: Paulus, 1983.
HORTELANO, Antonio. Moral responsável. Lisboa: Edições Paulistas, 1970.
KLOPPENBURG, Boaventura. O cristão secularizado. Petrópolis: Vozes, 1970.
LIPOVETSKY, Gilles. A sociedade da decepção. Barueri: Manole, 2007.
MATTOS, Luiz Augusto de. Paulo e a ética da liberdade: por um agir humanizador e libertador da vida. Disp. in: http://www.teologia-assuncao.br/re-eletronica/numeros/n3/n3_luizaugusto.html, acessado em 24/08/09.
MESTERS, Carlos. Carta aos romanos. São Paulo: Paulinas, 1983.
VIDAL, Marciano. Dicionário de Teologia Moral. São Paulo: Paulus, 1997.
VIDAL, Marciano. Moral de atitudes (moral fundamental, vol. 1). 3.ed. Aparecida: Santuário, 1978.
WOJTYLA, Karol. Max Scheler e a ética cristã. Trad. de: Diva Toledo Pisa. Curitiba: Champagnat, 1993.



Edir Martins Moreira, 
 
bacharel em filosofia pela FAM 
– Dom Luciano, Mariana-MG (2008), 
estudante de Teologia no Instituto Teológico São José
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Pablo Picasso

Li
 Fonte:
 http://www.consciencia.org/o-agir-moral-a-luz-da-liberdade-e-da-responsabilidade
[1] MATTOS, Luiz Augusto de. Paulo e a ética da liberdade. Disp. in: 
 http://www.teologia-assuncao.br/reeletronica/numeros/n3/n3_luizaugusto.html
Sejam felizes todos os seres. Vivam em paz todos os seres. 
 Sejam abençoados todos os seres.
 

LIBERDADE E RESPONSABILIDADE MORAL - Osmar Mackeivicz






Liberdade e Responsabilidade moral
Osmar Mackeivicz *
 
O conceito de liberdade, na filosofia , designa de uma maneira negativa, a ausência de submissão , de servidão e de determinação , isto é, ela qualifica a independência do ser humano . De maneira positiva, liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional

A liberdade é um principio 
constituite para que o ser humano possa ser julgado 
acerca de sua responsabildade em seus atos. 
A liberdade qualifica os atos humanos. 
 
A relação que existe entre liberdade e responsabilidade moral é uma relação de complementaridade, em que estão ligados entre si. Sendo assim, pode-se questionar sobre os atos humanos, acerca de sua moralidade e sobre a responsabilidade do homem por seus atos. LECLERQ1 afirma que: “[...] os atos só têm caráter moral na medida em que nele intervém a liberdade; e seu caráter moral diminui na proporção que diminui a intervenção do livre-arbítrio”. Logo, a moralidade dos atos consiste em fazer o uso da liberdade. Quando a liberdade é privada, não há responsabilidade moral. Portanto, o homem é responsável pelos atos que pratica com liberdade.
VASQUEZ2 (1996, p. 91) complementa:
… Atos propriamente morais são aqueles nos quais podemos atribuir ao agente uma responsabilidade não só pelo que se propôs a fazer, mas também pelos resultados ou conseqüências da sua ação. Mas o problema da responsabilidade moral está estreitamente relacionado, por sua vez com o de necessidade e liberdade humanas, pois somente admitindo que o agente tenha certa liberdade de opção e decisão é que se poder responsabilizá-lo pelos seus atos.
Assim sendo, não se deve julgar determinado ato segundo uma regra sem antes analisar as condições que propiciaram certa ação. Se houve para o indivíduo possibilidade de opção, torna-se possível atribuir-lhe uma responsabilidade moral. Logo, pode-se levantar a seguinte indagação: quais as condições necessárias e suficientes para poder atribuir ao indivíduo uma responsabilidade moral pelos seus atos?
VASQUEZ3 evidencia duas condições fundamentais:

“Que o sujeito não ignore nem as circunstâncias nem as conseqüências da sua ação, ou seja, que seu comportamento possua um caráter consciente. E que a causa de seus atos esteja nele próprio e não em outro agente que o force a agir de certa maneira, [...], ou seja, que sua conduta seja livre”.
Assim o conhecimento e a liberdade é que permitem legitimar a responsabilidade moral, caso contrário, se há falta de liberdade e conhecimento, o indivíduo não possui responsabilidade moral. Pois, quem não possui consciência para agir, não pode ser responsável pelos seus atos.
É fundamental para que o indivíduo seja responsável por seus atos que ele não sofra nenhuma coação externa, isto é, que a ação praticada provenha de dentro da própria pessoa e não de fora. Pois, quando o indivíduo encontra-se sob coação ou pressão, perde o controle de seus atos. 

O individuo é isento de responsabilidade moral 
quando não teve possibilidade de agir de outra maneira. 
 
A condição primordial da ação é a liberdade. Liberdade é essencialmente capacidade de escolha. Onde não existe escolha, não há liberdade. O homem faz escolhas da manhã à noite e se responsabiliza por elas assumindo seus riscos. Escolhe roupas, amigos, amores, filmes, músicas, profissões…

A escolha sempre supõe
 duas ou mais alternativas; 
com uma só opção não existe escolha nem liberdade. 
As escolhas nem sempre são fáceis e simples. Escolher é optar por uma alternativa e renunciar à outra ou às outras. 

Não existe liberdade zero ou nula. Por mais escravizada que se ache uma pessoa, sempre lhe sobra algum poder de escolha. Também não há liberdade infinita, ninguém pode escolher tudo. 

O ato livre é, necessariamente, um ato pelo qual se deve responder e responsabilizar-se. Porque sou livre tenho que assumir as conseqüências de minhas ações e omissões. 

Os animais irracionais não são livres, não são responsáveis pelo que fazem ou deixam de fazer. Ninguém pode condenar um cavalo que lhe deu um coice. O animal não faz o que quer e sim o que precisa ou o que se encontra determinado pelo instinto de sobrevivência para que continue existindo. 

A reflexão acerca da liberdade encontra-se inclusa no Projeto da Modernidade, onde os termos autonomia, emancipação e liberdade estão relacionados entre si, e também são bases de tais reflexões. Pensar a liberdade não é possível sem fazer alusão a esse Projeto, no qual os três termos distintos determinam o mesmo sentido, a maioridade do homem. 

 A liberdade é um pressuposto básico 
para que o homem seja responsável
 por seus atos e suas escolhas. 
É dentro da Modernidade que o homem busca emancipar-se, ser autônomo e livre. O período moderno é chamado também de período antropocêntrico, onde o homem é capaz de fazer suas escolhas e praticar suas ações, e é dentro da Modernidade que lhe é oferecido a possibilidade de emancipar-se e ser autônomo, enfim, conquistar sua liberdade.
Notas.

1 LECLERQ, J. As grandes linhas da filosofia moral. São Paulo: Herder. 1967, p. 376
2
VÁZQUEZ,A,S. . 16. ed. Trad. João Dell’ Anna.Rio de janeiro:Civilização brasileira, 1996.p.91. Idem, p.92.
Osmar Mackeivicz * 
 
*Bacharelado em Filosofia 
- Instituto de Filosofia e Teologia “Mater Eclesiae”.
Licenciando em Filosofia- Faculdade Bagozzi.
osmarmackeivicz@yahoo.com.br

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Pablo Picasso

Li-Sol-30
 Fonte:
 http://www.consciencia.org/liberdade-e-responsabilidade-moral
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 Sejam abençoados todos os seres.
 

Giovanni Battista Pergolesi Marian Vespers - 1:57:59



Publicado em 13/08/2012 por  

No dia 15 de agosto
(depois de amanhã)
 a Igreja celebra a solenidade 
da Assunção de Nossa Senhora. 
É a terceira e última solenidade de Maria 
 durante o ano na Igreja universal. 
 
Dia 8 de dezembro ela celebra a Imaculada Conceição e, dia 1º de janeiro, Nossa Senhora, Mãe de Deus. Pelo fato de o dia 15 de agosto não ser feriado, a Igreja celebra esta festa no domingo depois do dia 15. Sua Liturgia é muito rica. 

Assunção de Nossa Senhora, ou Nossa Senhora assunta ao céu, ou ainda Nossa Senhora da Glória, está entre as festas de Nossa Senhora muito caras ao nosso povo. Faz parte da piedade popular do Catolicismo tradicional.
Esta é também a vitória de Maria, celebrada nesta festa da Assunção. Ela não obteve nenhuma medalha de ouro, nos jogos olímpicos; simplesmente está coroada de Doze estrelas, na fronte, por ter assumido e vencido, no seu papel de Mãe de Jesus e Mãe da Igreja. 

Na sua Assunção, Maria diz-nos agora: Olhai: a minha vida era dom de mim mesma. E agora esta vida perdida, de entrega e serviço, alcança a verdadeira vida: a vida eterna, a vida plena, a vida repleta de sol, circundada pela luz de Deus. 

A vida não se conquista, 
tomando-a para si, mas oferecendo-a 
e multiplicando-a, pelos outros.
 
É necessário dizer não à cultura amplamente dominante da morte, que se manifesta, por exemplo, na droga, na fuga do real para o ilusório, para uma felicidade falsa, que se expressa na mentira, no engano, na injustiça, no desprezo do próximo e dos que mais sofrem; que se exprime numa sexualidade que se torna puro divertimento, sem responsabilidade. 

A esta promessa de aparente felicidade, a esta pompa de uma vida aparente, que na realidade é apenas instrumento de morte, a esta anticultura dizemos não, para cultivar a cultura da vida.

A Assunção da Virgem Maria representa a fé da Igreja na obra da redenção. Entre as formas de redenção a Igreja reconhece uma forma radical de redenção: Unida ao Filho na vida e na morte, a Igreja sabe que Maria foi associada à glória do Filho Ressuscitado. 

A Assunção é a Páscoa de Maria. Criatura da nossa raça e condição, Mãe da Igreja, a Igreja olha para Maria como figura do seu futuro e da sua pátria.
Só Deus pode dar uma recompensa justa aos serviços prestados aqui na terra; só ele pode tirar toda dor, enxugar todas as lágrimas, encher nossa vida de alegria. 

A festa da Assunção de Maria nos faz crer que a vocação da humanidade é chegar à plena realização e à vitória definitiva sobre todas as mortes.
Celebrando a Assunção da Virgem Maria aos Céus, o Senhor renova em nós a aliança e nos dá um novo sentido para a nossa vida. 

A Assunção de Maria 
valoriza muito o nosso corpo,
templo do Espírito Santo, 
como manifestação de todo o nosso ser,
 aos olhos dos outros.

Fonte: www.parsantacruz.org.br
 
Dia da Assunção de Nossa Senhora

15 de Agosto

Assunção de Nossa Senhora

Dia da Assunção de Nossa Senhora
 

Hoje, solenemente, celebramos o fato ocorrido na vida de Maria de Nazaré, proclamado como dogma de fé, ou seja, uma verdade doutrinal, pois tem tudo a ver com o mistério da nossa salvação, e sendo a Igreja, assim definiu pelo Papa Pio XII em 1950:

"A Imaculada Mãe de Deus,
 a sempre Virgem Maria, 
terminado o curso da vida terrestre foi
assunta em corpo e alma à glória celestial."
Antes, esta celebração, tanto para a Igreja do Oriente como para o Ocidente, chamava-se "Dormício" (= passagem para a outra vida), até que se chegou ao de "Assunção de Nossa Senhora aos Céus", isto significa que o Senhor reconheceu e recompensou com antecipada glorificação todos os méritos da Mãe, principalmente alcançados em meio às aceitações e oferecimentos das dores.

Maria contava com 50 anos quando Jesus a ascendeu aos Céus e, já tinha sofrido com as dúvidas do seu esposo, o abandono e pobreza de Belém, o desterro Egito, a perda prematura do Filho, a separação no princípio do ministério público, o ódio e perseguição das autoridades, a Paixão, o Calvário, a morte do Filho, embora tanto sofrimento, São Bernardo e São Francisco de Sales é quem nos aponta o amor pelo Filho que havia partido como motivo de sua morte. 

Portanto a Virgem Maria ressuscitou, como Jesus, pois sua alma imortal uniu-se ao corpo antes da corrupção tocar naquela carne virginal, que nunca tinha experimentado o pecado. Ressuscitou, mas não ficou na terra e sim imediatamente foi levantada ou tomada pelos anjos e colocada na Igreja Triunfante como Nossa Senhora, Mãe e Onipotência Suplicante assunta aos Céus!
Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!
Fonte: www.cancaonova.com
Dia da Assunção de Nossa Senhora 1234
 
Dia da Assunção de Nossa Senhora

A Assunção de Nossa Senhora 
não se encontra na Sagrada Escritura,
 mas foi transmitida pelos cristãos oralmente e escrita por séculos.

 
 Fontes:
 http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/agosto/dia-da-assuncao-de-nossa-senhora-3.php
Sejam felizes todos os seres.Vivam em paz todos os seres.
Sejam abençoados todos os seres.