sábado, 1 de fevereiro de 2014

TABAGISMO: HUMANOS HERDAM GENE DE NANDERTAIS



 
O Mundo do Neandertal - 51min.

Humanos herdaram gene do tabagismo de neandertais, indica estudo

Atualizado em  30 de janeiro, 2014 - 18:29 (Brasília) 20:29 GMT

Esqueleto de homem neandertal | Foto: BBC
Genes neandertais influenciam em doenças e pigmentação de pele de humanos modernos
Genes responsáveis por doenças que afetam humanos atualmente foram herdados do cruzamento com neandertais, sugere um estudo divulgado na publicação científica Nature.
Esses cruzamentos teriam transmitido adiante genes variantes envolvidos no desenvolvimento da diabetes tipo 2, da doença de Crohn (inflamação no sistema digestivo) e, curiosamente, do tabagismo.
Estudos do genoma revelam que a nossa espécie (Homo sapiens) cruzou com neandertais após deixar a África em direção à Eurásia, cerca de 65 mil anos atrás.
No entanto, até então não estava claro que tipo de influência teve o DNA neandertal e se havia quaisquer implicações para a saúde humana.

Entre 2% e 4% do código genético de não-africanos atuais veio de neandertais.
Ao selecionar os genomas de 1.004 homens modernos, os cientistas envolvidos no estudo, Sriram Sankararaman e seus colegas da Escola de Medicina de Harvard (EUA), identificaram regiões que apresentavam versões neandertais de diferentes genes.

Uma surpresa foi descobrir que uma variante do gene associado à dificuldade em parar de fumar tem origem neandertal. Mas, obviamente, não há qualquer sugestão de que nossos primos evolutivos consumissem tabaco em suas cavernas.
Em vez disso, os pesquisadores argumentam, essa mutação genética pode ter mais de uma função, e o efeito moderno desse gene no ato de fumar pode ser um efeito entre vários.

Novas paragens

Os pesquisadores descobriram que o DNA neandertal não é distribuído uniformemente no genoma humano, mas é encontrado geralmente em regiões que afetam a pele e o cabelo.

Isso sugere que algumas variações de genes forneceram uma maneira rápida de os humanos modernos se adaptaram aos novos ambientes mais frios que encontraram ao migrarem para a Eurásia. Quando as populações se encontraram, os neandertais já vinham se adaptando a essas condições há centenas de milhares de anos.

A espécie de fortes caçadores se espalhava por uma área que ia da Grã-Bretanha à Sibéria, mas foi extinta há cerca de 30 mil anos, enquanto o Homo sapiens se expandia para além de seu berço africano.

A linhagem neandertal permaneceu nos humanos modernos e foi encontrada, por exemplo, em regiões do genoma ligadas à regulação da pigmentação da pele.
"Encontramos provas de que os genes neandertais da pele fizeram com que europeus e asiáticos do leste se adaptassem melhor à evolução", disse Benjamin Vernot, da Universidade de Washington, coautor de outro estudo sobre o tema publicado na revista Science.

Vernot e sua equipe analisaram o genoma de mais de 600 pessoas da Europa e do leste da Ásia pelo computador, para encontrar variantes de genes que continham marcas neandertais.
Genes responsáveis pelos filamentos de queratina - uma proteína fibrosa que confere resistência a cabelos, pele e unhas - também foram enriquecidos com o DNA neandertal. Isso pode ter ajudado os novos humanos a terem um isolamento maior contra o frio, segundo os cientistas.

"É tentador pensar que os neandertais já estavam adaptados ao ambiente não-africano e deixaram este benefício genético aos humanos (modernos)", disse o professor David Reich, coautor do estudo publicado na Nature.

Mas outros de seus genes variantes influenciaram algumas doenças humanas, como a diabetes tipo 2, a depressão de longo prazo, o lúpus, a cirrose biliar - doença autoimune do fígado - e a doença de Crohn. No caso desta última, os neandertais passaram adiante diferentes marcados que aumentam ou diminuem o risco da doença.
"Acho que o que estamos vendo, de maneira mais ampla, são os restos mortais deste genoma extinto, enquanto ele é lentamente expurgado da população humana."
Joshua Akey, pesquisador da Universidade de Washington
No entanto, Sriram Sankararaman afirmou que os cientistas ainda não conhecem o suficiente da genética neandertal para afirmar se eles também sofreram destas doenças, ou se as mutações em questão só afetaram o risco das doenças quando transplantadas para o contexto genético do homem moderno.

Ele diz que mais pesquisas sobre o genoma da espécie podem oferecer mais respostas à questão.
"Misturas aconteceram há relativamente pouco tempo em termos evolutivos, então não esperávamos que o DNA neandertal tivesse desaparecido completamente a esta altura", disse Joshua Akey, da Universidade de Washington e coautor do estudo publicado na Science.
"Acho que o que estamos vendo, de maneira mais ampla, são os restos mortais deste genoma extinto, enquanto ele é lentamente expurgado da população humana."

Regiões desérticas

Os cientistas também descobriram que algumas regiões do nosso genoma são desprovidas de DNA neandertal, sugerindo que alguns dos genes tinham um efeito tão prejudicial nos filhos dos casais de humanos modernos e neandertais que eles foram descartados rapidamente pela seleção natural.
"Vemos que há grandes regiões do genoma onde a maioria dos humanos modernos têm pouca ou nenhuma linhagem neandertal", disse Sankararaman à BBC.

"Esta redução na linhagem aconteceu provavelmente pela seleção contra os genes que eram ruins ou deletérios para nós."

As regiões privadas dos genes neandertais englobam genes que se expressam em exames específicos e também o cromossomo X, ligado ao sexo feminino.
Isso sugere que alguns híbridos de neandertais e humanos modernos tinham fertilidade reduzida e, em alguns casos, eram estéreis.

"Isto nos diz que, quando neandertais e humanos modernos se encontraram e se misturaram, eles estavam à beira da compatibilidade biológica", afirmou o David Reich.
Para Joshua Akey, os resultados de sua equipe foram compatíveis com a ideia de que houve múltiplas ondas de cruzamentos entre humanos modernos e neandertais.

Neandertal desapareceu devido a olhos grandes, diz estudo

Atualizado em  14 de março, 2013 - 05:21 (Brasília) 08:21 GMT

Foto: Natural History Museum, Londres
O crânio do Neandertal (esq.) apresenta olhos maiores do que os do crânio de um humano moderno

Um estudo da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, sugere que os Neandertais foram extintos pois tinham olhos maiores do que o da nossa espécie, o Homo Sapiens. 

A equipe de pesquisadores britânicos explorou a ideia de que os ancestrais dos Neandertais saíram da África e tiveram que se adaptar às noites mais longas e escuras da Europa. Como resultado, os Neandertais desenvolveram olhos maiores e a área do cérebro para processar a visão teve que aumentar.
Devido a este fato, a capacidade de processamento de informações e pensamentos ficou prejudicada entre os Neandertais.
Os homens de Neandertal viveram na Europa há cerca de 250 mil anos. Eles coexistiram e interagiram por um curto período de tempo com o Homo sapiens.
Os humanos que permaneceram na África, por sua vez, continuaram a aproveitar um clima melhor e, por isso, não precisaram deste tipo de adaptação. Ao invés disso, nossos ancestrais tiveram uma evolução no lobo frontal do cérebro, associado com pensamentos mais complexos, antes de se espalharem pelo mundo.

Eiluned Pearce, da Universidade de Oxford, checou esta teoria comparando os crânios de 32 Homo sapiens e 13 crânios de Neandertais.

A cientista descobriu que os Neandertais tinham as órbitas, em média, seis milímetros maiores.
Apesar de parecer pouco, a cientista afirma que foi o bastante para que os Neandertais precisassem usar uma parte significativamente maior de seus cérebros para processar a informação visual.
"Desde que os Neandertais evoluíram em latitudes mais altas, uma parte maior do cérebro Neandertal teria sido dedicada à visão e controle corporal, deixando uma área menor do cérebro para lidar com outras funções como interações sociais", afirmou a cientista à BBC.

Chris Stringer, especialista em origens dos homens do Museu de História Natural de Londres e que também participou da pesquisa, concorda com a conclusão de Pearce.
"Deduzimos que os Neandertais tinha uma parte cognitiva do cérebro menor e isto os teria limitado, inclusive na habilidade de formar grupos maiores. Se você vive em um grupo maior, precisa de um cérebro maior para processar todos aqueles relacionamentos extras", afirmou.

Esta característica dos Neandertais também pode ter afetado sua capacidade de inovar e se adaptar à era do gelo que teria contribuído para sua extinção.
A pesquisa foi publicada na revista especializada Proceedings of the Royal Society B.

Roupas

Existem provas arqueológicas, por exemplo, de que o Homo sapiens que coexistiu com os Neandertais tinha agulhas que usava para fazer roupas. Isto os teria mantido mais aquecidos do que as mantas sem costura que os Neandertais teriam usado.
Stringer afirma que todos estes fatores juntos podem ter dado à nossa espécie uma vantagem crucial para a sobrevivência.

"Mesmo se você tivesse uma capacidade um pouco maior de reagir rapidamente, de contar com a ajuda de seus vizinhos para sobreviver e de passar informações, todas estas coisas juntas deram a vantagem ao Homo sapiens em relação aos Neandertais, e isto fez a diferença para a sobrevivência."
Esta última descoberta está em contradição com uma outra pesquisa que afirma que os Neandertais não eram as criaturas estúpidas ou grosseiras mostradas em filmes de Hollywood, mas podem ter sido inteligentes.

Robin Dunbar, que supervisionou esta pesquisa também na Universidade de Oxford, afirmou que sua equipe queria evitar os estereótipos ligados aos Neandertais.
"Eles eram muito, muito espertos, mas não no mesmo nível que o Homo sapiens. Aquela diferença pode ter sido o bastante para mudar o equilíbrio quando as coisas começaram a ficar difíceis no final da última era do gelo", afirmou.

Até o momento, o conhecimento dos pesquisadores em relação ao cérebro do Neandertal era baseado em moldes de gesso dos crânios. Isto deu aos cientistas uma indicação do tamanho e estrutura do cérebro, mas não deu nenhuma indicação real de como o cérebro do Neandertal era diferente do cérebro humano.

O último estudo é uma abordagem mais imaginativa para tentar desvendar a questão.
As pesquisas anteriores de Eiluned Pearce mostraram que os humanos modernos que viviam em latitudes mais altas desenvolveram maiores áreas de visão no cérebro para lidar com níveis de luz mais baixos. Mas não há indicação de que as habilidades cognitivas superiores tenham sido afetadas.
Estudos realizados em primatas mostraram que o tamanho dos olhos é proporcional à quantidade de espaço no cérebro voltada para os processos visuais, então os pesquisadores presumiram que isto também se aplicaria aos Neandertais.
 
 http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/01/140130_humanos_genes_neandertais_cc.shtml
 
Sejam felizes todos os seres. Vivam em paz todos os seres. 
Sejam abençoados todos os seres.
 

SEGREDOS DO TERCEIRO REICH



 
A Queda do Terceiro Reich - 87min.
 
 
As Mulheres de Hitler - 45min.
 
 
Os Segredos do Terceiro Reich - 48min.
  
Dr.Goebbelr - O Comparsa de Hitler - 
 
A história Oculta do Terceiro Reich -
 
Gestapo - 51min.
 
Soldados de Hitler - 54min.
 
 
Bombardeamento da Alemanha - 45min.
 
 
Segredos da Armas de Hitler - 45min.
 
Segredos - 45min.
 
 
Segredos Revelados - 15min.
 
 
A História de Hitler - 76min.
 
 
Cientistas Nazistas - 47min.
 
Matando Hitler - 48min.

Segredos do Terceiro Reich epis. 5 - O Discípulo de Hitler - http://www.youtube.com/watch?v=O7fmSKWjzrw&feature=share&list=PLEC01FD0556EABEFD&index=1

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Heinrich Himmler: líder nacional da
SS, chefe de polícia, ministro do Interior e comandante-chefe. O
discípulo mais poderoso de Hitler permanece sendo um enigma até hoje.
Por que ele estava interessado no ocultismo? Que papel tinha sua
misteriosa amante, com quem ele levou uma vida dupla durante anos? E foi
Himmler, em vez de Hitler, o responsável por ordenar o assassinato em
massa de judeus? Vamos investigar os novos insights sobre esta questão
decisiva e procurar desvendar o mistério que envolve Heinrich Himmler.

Heinrich
Luitpold Himmler (Munique, 7 de Outubro de 1900 — Lüneburg, 23 de Maio
de 1945) foi o comandante da Schutzstaffel (Reichsführer-SS) e um dos
mais poderosos homens da Alemanha Nazi.Nascido perto de Munique, na
Baviera, Alemanha numa família de classe média, foi criado em uma
família de tradição católica. Filho de um reitor bávaro, estudou na
escola de Landshut. Após a sua graduação, foi Himmler designado como um
Cadete Oficial em 1918. Durante a Primeira Guerra Mundial, entrou para o
11º Regimento bávaro. Um pouco antes, Himmler foi promovido como
oficial mas, entretanto, a guerra terminou e Himmler foi retirado do
exército sem ter estado em combate.

Em 1919, um ano após o fim da
Primeira Guerra Mundial, Himmler começou a estudar Ciências agrícolas
num colégio técnico em Munique. Durante o seu tempo como estudante, foi
um membro activo de vários clubes estudantis. Ao mesmo tempo, tornou-se
ativo nos Freikorps, exércitos privados da ala direita de ex-soldados do
Exército Alemão, ressentidos pela derrota da Alemanha na Primeira
Guerra Mundial. Himmler entrou para o Reichkriegsflagge e, em 1923,
aderiu ao Partido Nazi, que então estava recrutando membros do Freikorps
como potenciais membros das novas unidades Nazis, a Sturmabteilung
(SA).

Entre 1927 e 1929, Himmler dedicou-se crescentemente às tarefas
como vice-Reichsführer-SS. Com a demissão do comandante da SS Erhard
Heiden, foi designado o novo Reichsführer-SS em janeiro de 1929. Na
ocasião, foi nomeado para conduzir a SS, que possuía apenas 280 membros,
e considerada um batalhão insignificante perto da grande SA. Até então,
Himmler era chamado de SA-Oberführer, mas depois de 1929, se
autodeclarou como "Reichsführer-SS".

Em 1933, quando o partido
nazista começou a ganhar poder na Alemanha, Himmler já havia conseguido
52000 membros para a SS, e a organização desenvolveu severos requisitos
sociais para assegurar que todos os membros fossem arianos assim como o
Führer.

Himmler então se esforçou para livrar a SS do controle da
SA, introduzindo uniformes pretos, para substituir as camisas marrons
da SA. Posteriormente foi promovido a SS-Obergruppenführer und
Reichsführer-SS, e passou a possuir poderes iguais a de um comandante da
SA, que nessa época detestaram o poder que a SS passou a ter.

Tanto
Himmler como Hermann Göring, e outros braços direitos de Hitler,
concordaram que a SA e seu líder, Ernst Röhm, eram uma ameaça não só
para o exército alemão como também para toda a liderança nazista na
Alemanha. Röhm acreditava que, embora Hitler tivesse ganhado poder na
Alemanha, a real revolução ainda não tinha começado, deixando alguns
líderes nazistas com a convicção de que Röhm poderia usar a SA para
tentar um golpe. Com alguma persuasão de Himmler e Göring, Hitler
começou a sentir ameaçado, e ordenou a morte de Röhm.

Ele delegou
esta tarefa a Himmler e Göring que, junto com Reinhard Heydrich, Kurt
Daluege e Walter Schellenberg, executaram-no com muitos outros
funcionários de alto cargo da SA, episódio que ficou conhecido como A
Noite das Longas Facas em 30 de junho de 1934. No dia seguinte, o título
de Himmler de Reichsführer-SS tornou-se o grau de liderança e
permaneceu nessa posição enquanto a SS se tornou uma organização
independente do Partido Nazista.

As Waffen-SS tem sua fundação
derivada da chamada Schutzstaffel (SS) no início do Partido Nazista como
forma de proteção a Adolf Hitler em um período conturbado politicamente
(as décadas de 20 e 30 do século XX). Hitler exigia que sua tropa de
elite fosse composta por cidadãos com comprovada origem germânica, uma
condição fisica e mental excepcional e que cumprissem as normas da
ideologia nazista. Para isso colocou à frente da tropa especial Heinrich
Himmler, que em alguns anos, mais exatamente em 1933, conseguiu aliciar
nada menos do que 52.000 homens para o seu exército. Com a ascensão da
organização, Himmler conseguiu anexar aos seus domínios o
Ordnungspolizei (a polícia regular), e o Sicherheitspolizei (a polícia
de segurança). O Sicherheitspolizei foi dividido mais adiante no
Kriminalpolizei ou Kripo (a polícia Criminal) e o Geheime Staatspolizei
ou Gestapo (a polícia secreta), todas subordinadas ao escritório de
Segurança Geral do Reich.

 
 
Os Rothschild - 1940 - 97min.
Nova Direita Cultural·78 vídeos

Publicado em 06/08/2012 - Licença padrão do YouTube
Para colaborar com as traduções: revoltacontraomundomoderno
http://www.facebook.com/pages/Nova-Di...


Die Rothschilds Aktien auf Waterloo
Filme alemão que apresenta uma teoria sobre como os Rothschilds conquistaram o seu poder financeiro. Pedimos discrição com relação ao antissemitismo por vezes exagerado subjascente a película, afinal é um filme de propaganda, e como tal, não deve ser tomado sem toda isenção.

No mais colaborem para que o canal expanda o seu conteúdo compartilhando/assinando/+Like/

Publicado em 20/08/2012- Licença padrão do YouTube
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Sejam abençoados todos os seres.
 

ENTENDA A GUERRA CIVIL DA SÍRIA




 
Para entender a Guerra na Síria - 20min.

Guerra na Síria - 18min.

 
Debate: Rumo da Guerra na Síria - 21min.

Diário da Síria - A Guerra vista por dentro - 47min.

Entenda a guerra civil da Síria

Governo de Assad encara rebelião armada que já dura quase três anos.
Conflito tem mais de 130 mil mortos, caos humanitário e crise de refugiados.

A República Árabe Síria enfrenta, desde março de 2011, uma guerra civil que já deixou pelo menos 130 mil mortos, destruiu a infraestrutura do país e gerou uma crise humanitária regional. Quase três anos depois, as partes envolvidas e a comunidade internacional tentam fazer estabelecer em conjunto os termos para paz.

Uma segunda conferência de paz, chamada Genebra II, foi realizada em janeiro na Suiça. Entretanto, após mais de uma semana de negociações, houve poucos avanços, e uma nova rodada de conversas foi marcada para 10 de fevereiro.

Mais de 2 milhões deixaram o país em busca de refúgio em nações vizinhas, aumentando as tensões entre os países vizinhos. Outros 4,25 milhões de sírios tiveram que se deslocar dentro do país devido aos combates.

A situação sanitária se agrava, as organizações de ajuda não conseguem acesso a regiões inteiras do país, e a economia encolhe em meio aos combates.
O contestado presidente Bashar al-Assad, da minoria étnico-religiosa alauíta, enfrenta há quase três anos uma rebelião armada que tenta derrubá-lo do poder.

No início, a rebelião, localizada na cidade de Daraa, tinha um caráter pacífico, com a maioria sunita -que se considera prejudicada pelo governo- e a população em geral reivindicando mais democracia e liberdades individuais, inspirados pelas revoluções da chamada "Primavera Árabe" iniciadas no Egito e na Tunísia.

Os manifestantes também acusavam o governo de corrupção e nepotismo.
Em um episódio na cidade, crianças que pichavam muros teriam sido presas e torturadas, o que gerou revolta popular.

Aos poucos, com a repressão violenta das forças de segurança, os protestos foram se espalhando pelo país e se transformando em uma revolta armada, apoiada por militares desertores e por grupos islamitas como a Irmandade Muçulmana, do Egito e radicais com o grupo Al-Nursa, uma "franquia" da rede terrorista da Al-Qaeda, com o objetivo de derrubar o regime.

Assad se recusou a renunciar, mas fez concessões para tentar aplacar os manifestantes. Ele encerrou o estado de emergência, que durava 48 anos, fez uma nova Constituição e realizou eleições multipartidárias. Mas as medidas não convenceram a oposição, que continuou combatendo e exigindo sua queda.

A mediação de paz feita pela ONU, inicialmente com o ex-secretário-geral Kofi Annan e depois com o diplomata Lakhdar Brahimi, também vem fracassando.
O regime argumenta que a rebelião é insuflada por terroristas internacionais, com elos com a rede Al-Qaeda, cujo objetivo é criar o caos, e que está apenas se defendendo para manter a integridade nacional.

Entre o fim de 2013 e o início de 2014, confrontos entre rebeldes islamitas e jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e Levante (EIIL, ligado à Al-Qaeda) deixaram milhares de mortos.
Há a percepção, dentro e fora do país, de que os grupos jihadistas tentam "tomar conta" da revolta, o que dificulta a tomada de posição do Ocidente.

O conflito se generalizou pelo país e tem sido marcado por derrotas e vitórias militares dos dois lados, e pelo grande número de mortes.
A fragmentada oposição síria tenta se organizar para uma possível tomada de poder, mas queixa-se de falta de apoio das potências ocidentais, que se mostram reticentes em entrar no campo de batalha.

Tensões no exterior
A guerra civil síria reviveu as tensões da Guerra Fria entre Ocidente e Oriente, por conta do apoio da Rússia ao regime sírio.

Desde o início do conflito em março de 2011, os EUA se limitam, oficialmente, a oferecer apoio não letal aos rebeldes e a fornecer ajuda humanitária.
Em junho, a administração Obama prometeu "apoio militar" aos rebeldes, embora tenha mantido certa indefinição sobre a natureza dessa ajuda.

Os EUA tinham até pouco tempo atrás pouco apetite para intervir na região, por conta do envolvimento da Al-Qaeda, inimiga mortal dos americanos e autora dos atentados do 11 de Setembro de 2001.
A Rússia, que tem interesses econômicos e estratégicos na região, é a principal aliada do governo sírio. China e Irã também são importantes aliados do presidente sírio Assad. Ele também tem apoio do movimento xiita libanês Hezbollah.

Armas químicas
Em 21 de agosto, a oposição denunciou mais de mil mortos em um massacre com uso de armas químicas em subúrbios de Damasco controlados pelos rebeldes. Já havia relatos anteriores de uso de armas químicas pelo regime.

O governo e o próprio Assad negaram as acusações, apesar de o Ocidente dizer ter provas em contrário.

Observadores da ONU foram autorizados a irem até o local para investigar se houve uso de armas químicas. O incidente é considerado o mais grave com uso de armas químicas no planeta desde os anos 1980.

Após o ataque, aumentaram as conversas sobre uma possível intervenção internacional no país, liderada pelos EUA. No dia 31 de agosto, Obama fez um pronunciamento dizendo que decidiu que o país deveria adotar uma ação militar contra alvos do governo sírio, mas ressaltou que iria buscar a aprovação do Congresso norte-americano antes de fazê-lo.

A oposição síria esperou ansiosamente o ataque americano, e emitiu comunicado dizendo que a ajuda deveria vir também em armas.
Mas a Rússia mudou esse panorama dois dias depois, quando propôs um plano para acabar com as armas químicas da Síria. Obama, apesar do ceticismo em relação à proposta, aceitou a proposta. A Síria começou a colaborar com a Opaq (Organização para a Proibição de Armas Químicas), que lacrou os arsenais sírios e prepara-se para sua destruição. O trabalho rendeu o Prêmio Nobel da Paz à Opaq.

No dia 16 de setembro, a ONU divulgou o relatório sobre a investigação do ataque de armas químicas ocorrido em 21 de agosto nos subúrbios de Damasco. O documento confirmou que um grande número de pessoas morreu vítima de gás sarin na região de Goutha, na periferia da capital.

Os EUA afirmam que estão dando uma chance à diplomacia, mas que, se Assad não cumprir sua parte, a possibilidade de uma intervenção militar não está descartada.

Conferência de paz
No fim de 2013, Estados Unidos e Rússia, principais negociadores externos, acertaram a data de 22 de janeiro para a realização de uma conferência de paz chamada de Genebra II.  O encontro deseja tentar chegar a uma solução negociada para o conflito sírio.

Devem se sentar na mesma mesa o regime e a oposição – o governo confirmou sua participação, mas descartou excluir o presidente Bashar al-Assad do processo de transição política no país em guerra civil, algo que é exigido por diversas partes.

Entretanto, nas semanas que antecediam a realização da conferência, a participação ou não de diversos países e partes envolvidas gerou polêmica. Alguns membros da coalizão opositora, com o Conselho Nacional Sírio (CNS) à frente, recusam-se a sentar-se à mesma mesa com representantes do regime de Damasco.

A ONU chegou a convidar o Irã para participar, mas o chamado foi rejeitado pela oposição síria, pelos Estados Unidos e pela Arábia Saudita. O Irã, aliado do regime sírio, "nunca apoiou o comunicado de Genebra I", que pede um governo de transição na Síria, afirmou um funcionário de alto escalão do Departamento de Estado dos EUA.

Após a polêmica, a ONU retirou o convite ao Irã – o que foi criticado pela Rússia.

Leia abaixo algumas das datas do conflito:

2011
- 23 de março: Ao menos 100 pessoas são mortas pelas forças de ordem durante manifestações em Deraa (sul), berço da revolta uma semana antes (militantes e testemunhas).

- 31 de julho: 100 mortos e dezenas de feridos durante uma vasta ofensiva do Exército em Hama (centro).

2012
- 4 de fevereiro: Mais de 230 civis, incluindo dezenas de mulheres e crianças, são mortos em uma noite em Homs (centro) em bombardeios do Exército.

- 25 de maio: Ao menos 108 mortos em um massacre em Hula (província de Homs). Uma Comissão de investigação da ONU afirma que as forças pró-Assad são responsáveis por muitas mortes.

- 6 de junho: Mais de 100 pessoas são mortas, incluindo mulheres e crianças em Al-Kubeir (província de Hama). O OSDH e a oposição acusam os "shabbihas" (milícias pró-regime) pelo massacre.

- 21 de junho: Quase 170 mortos, incluindo 104 civis.

- 12 de julho: Em Treimsa (província de Hama), bombardeios e combates fazem mais de 150 mortos, incluindo dezenas de rebeldes. A oposição e uma parte da comunidade internacional chamam esta operação de 'massacre'.

- 19 de julho: A repressão e os combates fazem mais de 300 mortos, em seu maioria civis, em todo o país.

- 6 e 7 de agosto: Quase 500 mortos, incluindo mais de 300 civis, em todo o país. Em 11 e 12 de agosto, quase 300 mortos, particularmente em Aleppo (norte). Agosto foi o mês com o maior número de mortos na revolta síria.

- 20-26 de agosto: Operação militar contra Daraya: mais de 200 corpos são
encontrados nesta periferia rebelde de Damasco.

- 20 de setembro: 225 mortos, incluindo dezenas durante um ataque contra um posto de gasolina da província de Raqa (norte).

- 26 de setembro: Ao menos 305 mortos, incluindo 199 civis.

- 23 de dezembro: Mais de 60 civis mortos em um ataque do Exército em frente a uma padaria perto de Hama (centro). Segundo a organização Human Rights Watch, os ataques contra filas de espera mataram dezenas de civis.

2013
- 15 de janeiro: 87 mortos em bombardeios contra a universidade de Aleppo. Rebeldes e regime negam responsabilidade no ataque.

- 29 de janeiro: quase 80 corpos de jovens executados são encontrado em um rio em Aleppo.

- 21 de fevereiro: mais de 100 pessoas são mortas, em sua maioria civis, em atentados em Damasco.

- 11 de junho: Sessenta xiitas, em sua maioria combatentes pró-regime, são mortos na província de Deir Ezzor (leste). Com a intensificação dos combates, os balanços do OSDH ultrapassam quase todos os dias os 100 mortos.

- 21 de agosto: A oposição acusa o regime Assad de matar 1.300 pessoas em um ataque com armas químicas perto de Damasco e a comunidade internacional de ser "cúmplice por seu silêncio".

- 22 de agosto: Corpos continuam sendo encontrados após o ataque supostamente com armas químicas em um subúrbio de Damasco. Segundo a oposição, número de mortos deve subir. A França defende o uso de força caso o uso de armas químicas seja confirmado, e a Turquia pede intervenção internacional. Já o Irã defende o governo sírio.

- 23 de agosto: Ativistas da Síria tentam entregar à ONU amostras de vítimas de ataque para comprovar o uso de armas químicas. O enviado especial da Liga Árabe e da ONU, Lakhdar Brahimi, diz que o conflito sírio é a maior ameaça à paz mundial. Obama diz que acusações de ataque químico na Síria são "preocupantes". Rússia rejeita uso de força, mas pede investigação.

- 24 de agosto: A ONG Médicos Sem Fronteiras diz que 355 dos mortos em Damasco apresentavam sintomas neurotóxicos. O regime sírio acusa os rebeldes de terem usado as armas químicas. O secretário americano de Defesa, Chuck Hagel, diz que o Pentágono já mobiliza forças para uma possível ação militar contra a Síria caso o presidente Barack Obama decida por esta opção.

- 25 de agosto: Governo sírio diz que permitirá o acesso dos inspetores da ONU a local de suposto ataque químico. Regime também afirma que qualquer ação dos EUA "inflamaria o Oriente Médio". O Papa Francisco pede um esforço internacional para acabar com a crise no país.

- 26 de agosto: Inspetores da ONU seguem para local de suposto ataque químico em Damasco e conversam com vítimas. Comboio sofre ataque no caminho, mas ninguém fica ferido - governo e oposição trocam acusações sobre autoria dos disparos. Declarações de Reino Unido e França indicam que possibilidade de intervenção aumentou. Rússia diz que ataque sem aval da ONU será uma "violação grave". Em entrevista Assad diz que EUA irão fracassar se tentarem invadir a Síria. O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, diz que o uso de armas químicas na Síria foi "real e convincente" e baseado em fatos. Rebeldes assumem controle de cidade estratégica no norte e 50 combatentes pró-governo são mortos.

- 27 de agosto: Segunda visita de inspetores da ONU a local de ataques é adiada. O premiê britânico chama o Parlamento para discutir a situação da Síria, e o secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, diz que as forças armadas americanas estão prontas para "agir imediatamente" contra a Síria, a partir de uma ordem do presidente Barack Obama. A imprensa americana diz que o ataque, que seria realizado nos "próximos dias", seria breve, limitado e pontual, sem o propósito de derrubar Assad. Obama e Cameron conversam por telefone sobre a crise.

- 28 de agosto: Ban Ki-Moon pede aos membros do Conselho de Segurança que se unam para "atuar pela paz" na Síria. Investigadores da ONU retomam visitas - órgão anuncia necessidade de mais quatro dias de trabalhos. O regime sírio acusa os rebeldes de terem feito o ataque para forçar uma intervenção. As potências pressionam a Rússia a apoiar a resolução que permite o ataque, mas afirmam que devem atacar a Síria mesmo sem o aval do Conselho de Segurança. O Reino Unido garante que não haverá ações no país antes do fim das investigações da ONU. Obama diz que ainda não se decidiu sobre ação militar na Síria.

- 29 de agosto: Inspetores da ONU anunciam que vão apresentar os dados preliminares de suas pesquisas sobre suposto ataque químico no dia 31. Rússia diz que projetos de intervenção na Síria são um "desafio" aos princípios da Carta da ONU. O Reino Unido publica relatórios que afirmam que é legal atacar Síria mesmo sem aval da ONU. Assad diz que a Síria vai se defender diante de qualquer agressão, e o Egito se posiciona contra a intervenção militar no país. O premiê britânico diz que a responsabilidade do ataque na Síria não é 100% clara, e o parlamento britânico vota contra sua moção por um ataque à Síria. Reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre Síria acaba em impasse.

- 30 de agosto: Após rejeição britânica a uma ação na Síria, a Rússia diz ser contrária a qualquer resolução que permita uma intervenção militar e a Alemanha descarta participar. Já a França diz que decisão de Londres não muda sua vontade de agir e punir Assad. Israel mobiliza seus sistemas antimísseis em Tel Aviv. O premiê britânico diz que não deve desculpas a Obama por revés na Síria, e o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, apresentando um relatório de inteligência sobre o ataque, diz que ele matou 1.429 pessoas, 426 delas crianças. Obama afirma que o regime Assad precisa ser punido, mas diz que ainda não tomou a "decisão final" sobre o ataque. O governo sírio reage ao relatório, que classifica como "mentiras" e uma "tentativa desesperada" de justificar um ataque.

-31 de agosto: Obama afirma que vai atacar a Síria, mas disse que, antes disso, vai buscar apoio do Congresso.

- 1º de setembro: O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, diz que gás sarin foi usado no ataque. O governo sírio voltou a dizer que uma ação americana na região seria, na prática, um apoio à rede terrorista da Al-Qaeda. Os ministros árabes das Relações Exteriores pediram que a Organização das Nações Unidas (ONU) e a comunidade internacional "assumam suas responsabilidades" na crise síria

-2 de setembro: A Rússia disse não estar convencida sobre as provas apresentadas pelos EUA sobre o suposto ataque químico e afirmou que pretende mandar uma comissão parlamentar ao Congresso americano para pressionar contra o ataque. Assad afirmou que o Oriente Médio é um "barril de pólvora" e advertiu para os riscos de uma "guerra regional" caso as potências ataquem. Analistas criticam a "indecisão" das potências ao lidar com a crise síria e afirmam que Obama tomou uma decisão arriscada ao levar o debate para o Congresso.

-3 de setembro: O número total de refugiados por causa da guerra civil na Síria chegou a 2 milhões, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur. De acordo com um informe da agência, não há previsão de melhora na situação. Israel faz um teste de míssil no Mediterrâneo, em conjunto com os EUA, aumentando a tensão regional. O Pentágono afirma que o teste não tem relação com a Síria. Obama afirma que a ação na Síria será limitada, mas parte de uma estratégica para derrubar o regime Assad. O presidente da Câmara dos EUA, republicano John Bohener, anuncia apoio ao ataque e pede que seus colegas o sigam.

-4 de setembro: O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmaq ue Moscou não descarta aceitar uma ação militar contra o regime Assad, se ficar demonstrado que ele usou armas químicas contra a população, em entrevista divulgada pelo Kremlin. O vice-chanceler sírio diz que o país não cederá mesmo que o possível ataque ocidental provoque a terceira guerra mundial. Obama reafima que o mundo não pode ficar parado diante da situação síria. O Comitê de Relações Exteriores do Senado aprova, por 10 votos a 7, o projeto que autoriza o governo americano a atacar a Síria. O texto agora precisa ser aprovado pelo plenário do Senado e também da Câmara de Representantes.

-5 de setembro: As acusações de que o regime sírio utilizou armas químicas em 21 de agosto são um "pretexto" para atacar a Síria, afirma o guia supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. O presidente russo Putin põe a Síria na agenda do G20; ele quer pressionar Obama a desistir do ataque. O Reino Unido diz ter novas provas do uso de armas químicas no país. A embaixadora dos EUA na ONU, Samantha Power, diz que a Rússia mantém o Conselho de Segurança refém na crise síria. As divisões no G20 em relação ao ataque persistem, segundo o premiê italiano, Enrico Letta.

-6 de setembro: Obama afirma que a maioria dos países do G20 está de acordo em atribuir o ataque químico ao regime sírio. Uma coalizão de 11 países pediu uma "resposta internacional forte" à Síria, segundo a Casa Branca. Putin não muda de posição sobre o ataque. O líder da maioria republicana na Câmara de Representantes, Eric Cantor, disse que espera que a resolução sobre Síria seja votada na casa "em duas semanas".

-7 de setembro: Obama pede ao Congresso que não fique "de olhos vendados" em relação ao uso de armas químicas na Síria. Os chanceleres da União Europeia pedem uma "resposta forte" ao ataque químico, mas sem aderir à proposta de ataque levada pelo secretário de Estado dos EUA, John Kerry.

-8 de setembro: O Papa Francisco denuncia o que chamou de "guerras comerciais" com o objetivo de vender armas. Assad diz à TV americana CBS que não teve responsabilidade no ataque químico.

-9 de setembro: John Kerry diz que Assad pode evitar o ataque à Síria se entregar suas armas químicas, mas duvida que o ditador sírio vá fazer isso. A Síria recebe bem uma proposta russa de monitoramento do arsenal, mas os EUA reagem com ceticismo. Assad diz que os EUA devem estar "preparados para tudo" em caso de ataque à Síria. Obama afirma que "leva a sério" a proposta russa de monitorar o arsenal químico sírio, mas que quer ver ações práticas.

10 de setembro: O dia é marcado por embates diplomáticos relacionados ao plano russo para que a Síria entregue suas armas químicas. A Rússia afirma que já trabalha com a Síria para um "plano concreto". A França promete apresentar ao Conselho de Segurança da ONU uma resolução sobre as armas químicas sírias, prevendo consequências se o regime não cumprir sua parte. O Kremlin revela que Putin e Obama discutiram a proposta de monitoramento, na semana anterior, às margens da reunião do G20. A Síria aceita a proposta russa, segundo a agência Interfax. Obama afirma que, apesar dessa negociação, ainda defenderá a ação militar. O secretário de Estado Kerry diz que os EUA não vão esperar muito por um plano russo. EUA, Reino Unido e França dedidem discutir a proposta no âmbito da ONU. A Rússia convoca e depois cancela uma reunião emergencial do Conselho de Segurança da ONU para tratar do tema. Putin diz que sua proposta só funcionará se os EUA e os aliados desistirem de atacar a Síria. Obama pede mais tempo ao Congresso para discutir a proposta russa e, em discurso na TV, diz que vai analisar a proposta russa, mas com ceticismo.

11 de setembro: Um relatório da comissão de investigadores da ONU diz que a Síria cometeu "crimes contra a humanidade" e que a oposição ao governo de Bashar al-Assad cometeu "crimes de guerra". A Rússia entrega aos EUA o projeto sobre as armas químicas sírias, para análise. Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU se reúnem para tratar do tema.

12 de setembro: O governo dos EUA começou a entregar armas aos rebeldes sírios, revela o "Washington Post". Em meio ás negociações em Genebra, os EUA pedem que o governo sírio revele o tamanho de seu arsenal. Assad nega que tenha concordado com o plano russo por conta das ameaças dos EUA e promete aderir à convenção antiarmas químicas se os americanos cessarem as ameaças. A ONU recebe os documentos da Síria para adesão à convenção. Os EUA afirmam que a opção militar continua sobre a mesa.

13 de setembro: O "Wall Street Journal", citando fontes americanas, afirma que o regime sírio está espalhando seu arsenal químico por dezenas de lugares, para dificultar sua localização. O secretário-geral da ONU afirma que o relatório da entidade deve confirmar o uso de armas químicas no ataque de 21 de agosto. Ban acusa o regime Assad de cometer "muitos crimes contra a humanidade". EUA, Rússia e ONU concordam em continuar buscando uma "solução política" para a crise síria.

14 de setembro: Estados Unidos e a Rússia chegaram a um acordo sobre a crise no país. A Síria terá uma semana para entregar um relatório sobre seu arsenal de armas químicas para evitar um ataque. Se a Síria não cumprir os procedimentos para eliminar suas armas químicas, a ameaça de uso de força será incluída em uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.

16 de setembro: Relatório da ONU confirmou que armas químicas foram usadas na Síria. Segundo o secretário-geral Ban Ki-moon, "e o uso mais significativo confirmado de armas químicas contra civis desde que Saddam Hussein usou em Halabja, em 1988". De acordo com as investigações, 85% das amostras de sangue coletadas testaram positivo para sarin, enquanto quase todas as amostras biomédicas verificadas testaram positivo para exposição ao sarin.

17 de setembro: Potências do Conselho de Segurança negociam resolução sobre armas químicas sírias.

18 de setembro: A Rússia diz ter provas, fornecidas pelo regime sírio, de que os rebeldes foram responsáveis pelo ataque químico. Moscou afirma que o relatório foi parcial. A ONU defende a objetividade do texto. Em entrevista à Fox News, Assad volta a se comprometer com a destruição do arsenal químico.
19 de setembro: O secretário Kerry reafirma a convicção de que o regime sírio tem responsabilidade no ataque. Ele pede que o Conselho de Segurança da ONU atue em relação à crise.

20 de setembro - A Organização para a Proibição de Armas Químicas disse ter recebido uma primeira relação das armas químicas sírias.

21 de setembro - A Síria termina a entrega de dados à Opaq.

24 de setembro - Uma explosão, atribuída pelo regime a terroristas, deixa mortos e feridos em Damasco. Na Assembleia Geral da ONU, o presidente Obama reafirma que o papel dos EUA na guerra civil síria é impedir o uso de armas químicas.

25 de setembro - Inspetores de armas da ONU voltam a Damasco para investigar mais 14 incidentes com suposto uso de armas químicas. O Conselho de Segurança da ONU chega a um consenso sobre a Síria, mas não há detalhes sobre o texto. A Rússia, no entanto, negou a existência de um acordo.

27 de setembro- O órgão que monitora armas químicas aprova o plano sírio para se desfazer de seu arsenal. O Conselho de Segurança da ONU aprova o projeto de resolução que obriga o regime sírio a desmantelar suas armas químicas.

5 de outubro - Assad diz que, "se o povo quiser", ele vai ser candidato nas eleições presidenciais previstas para 2014.

6 de outubro - Começa a destruição do arsenal químico sírio, segundo fonte da Opaq.

9 de outubro - A Opaq pede um cessar-fogo temporário para que seus inspetores possam trabalhar.

10 de outubro - Os inspetores reiniciam seus trabalhos, um dia depois da chegada de uma segunda equipe de especialistas a Damasco.

11 de outubro - A Opaq ganha o Prêmio Nobel da Paz 2013, pelos "amplos esforços" da entidade para eliminar os arsenais químicos pelo mundo. Saiba mais sobre a organização.

17 de outubro - A Opaq anunciou ter inspecionado quase metade das instalações do arsenal químico sírio.

18 de outubro - A Arábia Saudita se recusa a ocupar uma cadeira temporária no Conselho de Segurança da ONU para protestar pela impotência do organismo ante os conflitos no Oriente Médio, em particular na  Síria.

20 de outubro - O chefe da Liga Árabe, Nabil Elaraby, diz que as negociações de paz foram marcadas para 23 de novembro em Genebra. O emissário internacional para a Síria, Lakhdar Brahimi, exige a presença de uma oposição "crível" no encontro.

22 de outubro - Reunido em Londres, o grupo diplomático de Amigos da Síria define, com representantes da oposição, que Assad não deve desempenhar nenhum papel num futuro governo sírio.

25 de outubro - Um carro-bomba explode numa área da periferia de Damasco controlada por rebeldes e deixa dezenas de mortos e feridos.

29 de outubro - A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirma que existe uma epidemia de poliomielite em uma província no nordeste da Síria e disse que há um alto risco de ela se espalhar pela região.

31 de outubro - A Opaq anuncia ter lacrado mais de mil toneladas de armas e substâncias químicas do governo sírio. Israel ataca uma base aérea no noroeste da Síria, tendo como objetivo um carregamento de mísseis destinado ao movimento xiita libanês Hezbollah.

4 de novembro - A ONU anuncia que o número de sírios obrigados a abandonar seus lares devido à guerra aingiu 6,5 milhões de pessoas. Segundo a área de operações humanitárias, 9,3 milhões de pessoas precisam de ajuda externa para sobreviver.

5 de novembro - Um obus cai sobre a embaixada do Vaticano na Síria, sem deixar vítimas. Começam as reuniões preparatórias para a conferência de paz, mas nenhuma data é definida. Combatentes curdos tomam o controle de 23 localidades no norte da Síria.

6 de novembro - Rebeldes sírios assumem o controle de parte de um arsenal do Exército na província central de Homs e levam uma grande quantidade de armas, segundo a OSDH.

7 de novembro - A Opaq  anuncia que os especialistas que têm a missão de destruir o arsenal químico sírio inspecionaram 22 das 23 instalações declaradas pela Síria. Os EUA começam a consultar os aliados sobre a destruição do arsenal.

8 de novembro - EUA pedem que Albânia destrua o arsenal químico sírio em seu território. A ONU anuncia que mais de 20 milhões de crianças serão vacinadas contra a pólio na Síria.

10 de novembro - A organização Human Rights Watch denuncia que a Força Aérea da Síria usou armas incendiárias em dezenas de ataques ao longo do último ano.

11 de novembro - A oposição síria concorda em participar de negociações internacionais de paz em Genebra, mas determina as condições que devem ser atendidas antes das negociações.

13 de novembro - Os EUA elogiam a decisão da oposição de participar da conferência de paz. O exército sírio assume o controle de uma cidade ao sul de Damasco durante uma ofensiva destinada a separar a capital dos subúrbios.

15 de novembro - A Opaq adota um plano para a destruição do arsenal sírio.

25 de novembro - A ONU marca para 22 de janeiro, em Genebra, a primeira conferência direta de paz para tentar solucionar o confronto.

26 de novembro - Os rebeldes afirmam que não vão cessar os combates durante a negociação de paz.

27 de novembro - O governo sírio anunciou que vai à conferência de paz, mas descartou excluir Assad do processo de transição de poder.

29 de novembro - Relatório do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) aponta que há ao todo 1,1 milhão de crianças sírias refugiadas pelo conflito - o que equivale a 52% do total de sírios que deixaram o pais.

2 de dezembro - O Observatório Sírio afirma que a guerra matou mais de 125 mil pessoas. A ONU responsabiliza Assad por crimes de guerra e contra a humanidade no país.

17 de dezembro - A conferência de paz sobre a Síria é remarcada para Montreaux.

18 de dezembro - Série de bombardeios do governo matam mais de 135 em Aleppo.

19 de dezembro - A ONU afirma que a campanha de desaparecimentos forçados do governo sírio é um crime contra a humanidade.

31 de dezembro - O número de mortos no conflito passa de 130 mil, segundo o Observatório Sírio.

2014
1º de janeiro -
O ano de 2013 foi o mais sangrento da guerra civil, segundo o observatório.

9 de janeiro - A oposição se reúne para tentar fechar posições antes das negociações de paz.

12 de janeiro - Levantamento do OSDH aponta que combates travados entre jihadistas e rebeldes antigoverno deixaram em nove dias 700 mortos e centenas de desaparecidos no norte da Síria. Os principais diplomatas dos EUA e da Rússia pedem um cessar-fogo "limitado", que valha para a região de Aleppo, antes da abertura de negociações prevista para 22 de janeiro em Genebra.

16 de janeiro - O OSDH afirma que mais de mil pessoas já morreram nos confrontos entre rebeldes antigoverno e jihadistas.

17 de janeiro - A Síria entrega à Rússia uma proposta para um cessar-fogo em Aleppo e diz estar aberta a negociar uma possível troca de prisioneiros com os rebeldes.

20 de janeiro - Em entrevista à France Presse, Assad diz que há "muitas possibilidades" de que tente a reeleição nas eleições marcadas para junho. Paralelamente, a oposição ameaça se retirar das negociações de paz se a ONU não retirar o convite feito ao Irã para Genebra II. Apos protestos também dos EUA e da Arábia Saudita, o secretário-geral da ONU retirou o convite ao Irã, o que foi criticado pela Rússia.

21 de janeiro - Três ex-procuradores internacionais acusam a Síria de massacres em grande escala e torturas em um relatório baseado no testemunho de um desertor encomendado pelo Qatar. O avião da delegação síria que seguia para a Suíça para a conferência de paz é retido em Atenas por cinco horas.

22 de janeiro - Começa a conferência de paz Genebra 2. O governo sírio e a oposição trocam acusações, enquanto o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, diz que Assad não participará "de jeito nenhum" de um governo de transição no país em guerra civil. Ao mesmo tempo, o governo sírio garante que Assad não irá renunciar. O representante do Brasil na conferência diz que a solução para a conflito foi minada "por muito tempo" por uma "paralisia do Conselho de Segurança". Do lado de fora das negociações, a Síria diz que relatórios sobre tortura são 'politizados' e que as fotos divulgadas são falsas.

23 de janeiro - O líder da Al-Qaeda faz um apelo pedindo que os jihadistas coloquem fim imediatamente aos seus combates na Síria. O presidente do Irã defende "eleições livres" para encerrar a guerra civil, e Kerry diz que Assad ainda não está pronto para renunciar. Na conferência de paz, o mediador da ONU, Lakhdar Brahimi, se reuniu separadamente com delegados do regime sírio e da oposição.

24 de janeiro - Novas reuniões separadas entre a ONU e as delegações do governo sírio e da oposição são realizadas. A TV estatal síria diz que o regime ameaça deixar as negociações, e o ministro da Informação diz que o governo não aceita integrar uma transição.

25 de janeiro - As delegações do regime sírio e da oposição realizam sua primeira reunião conjunta em Genebra II. O encontro é mediado pela ONU. Após os encontros, Brahimi diz que não houve muitos avanços, mas que elas continuarão e disse esperar que as conversas permitam que suprimentos de ajuda cheguem à cidade sitiada de Homs.

26 de janeiro - Governo e oposição voltam a se encontrar com mediação da ONU em Genebra. A oposição entrega uma lista com nomes de 1,3 mil mulheres e crianças retidas nas prisões do regime, para que elas sejam libertadas, e negou reter civis, apenas combatentes. Após a reunião, o governo autorizou que mulheres e crianças sitiados há meses no centro de Homs deixassem a cidade.

27 de janeiro - Governo e oposição se reúnem pelo terceiro dia seguido para começar a discutir a formação de um governo de transição. As negociações são paralisadas após o governo ter divulgado uma declaração de intenções que aparentemente descarta a formação de um governo de transição - prontamente rejeitada pela oposição, que pediu que os países parem de armar os rebeldes e "incitar o terrorismo". Apesar do impasse, as delegações afirmam que não vão abandonar a mesa de negociações. No fim do dia, a ONU anuncia que mais armas químicas sírias foram carregadas em navios e transferidas para fora da Síria.

28 de janeiro - O mediador da ONU cancela a sesssão da tarde das negociações entre governo e oposição devido às diferenças entre os objetivos dos dois grupos e para dar tempo de o regime pensar sobre Genebra 1, que voltou à pauta. Enquanto isso, um comboio da ONU aguarda autorização para levar comida suficiente para alimentar 2,5 mil pessoas por um mês a Homs.

29 de janeiro - As duas delegações sírias concordaram em usar o "comunicado de Genebra", como base para o diálogo, segundo um porta-voz da oposição. Ao mesmo tempo, a fome deixa desesperadas as quase 20 mil pessoas que vivem no acampamento palestino de Yarmuk, em Damasco.

30 de janeiro - Human Rights Watch acusa o governo sírio de destruir bairros inteiros em Damasco e Hama como punição coletiva. O regime e a oposição fazem nova reunião durante a conferência de paz em Genebra, e tratam sobre terrorismo. O atraso na saída de armas químicas da Síria preocupa o Pentágono, mas um porta-voz do departamento de Estado diz que a Síria ainda pode alcançar o prazo de sua obrigação.

31 de janeiro - Após mais de uma semana de negociações, a conferência de paz é suspensa e uma nova rodada de conversas marcada para 10 de fevereiro. Damasco diz que não fará concessões, e o grupo Amigos da Síria pede que Assad pare de obstruir o processo.

 Homem em Aleppo | Foto: AFP
 Damasco hoje - Foto BBC
Centro de Damasco | Foto: Getty
Centro de Damasco permanece preservado, apesar de bombardeios

Sírios ‘comem grama’ para enfrentar fome em Homs

Atualizado em  29 de janeiro, 2014 - 07:55 (Brasília) 09:55 GMT
Ruínas e sujeira em Homs (Reuters)
Cidade está sitiada e sob constante bombardeio, diz morador

Moradores da sitiada cidade de Homs, na Síria, estão tão desesperados por alimentos que têm comido "qualquer coisa que cresça no chão, plantas, até grama", disse à BBC o sírio Baibars Altalawy.
A cidade está sob ataque das tropas do governo há mais de um ano e meio.
Segundo Altalawy, os moradores das partes sitiadas dependiam de alimentos, remédios e combustível enviados ao local quando o estado de sítio foi imposto. Mas esses suprimentos acabaram.
"Se não morrermos por conta dos bombardeios ou dos franco-atiradores, vamos morrer de fome ou frio", disse Altalawy, de 24 anos, via Skype, de Homs.
A população local esperava que a conferência em Genebra, que discute a guerra civil na Síria, levasse à criação de rotas seguras para que os moradores pudessem abandonar Homs - mas Altalawy afirma que, se o regime quisesse ajudar a população a escapar, já o teria feito.

O mediador da ONU, Lakhdar Brahimi, tenta obter acesso humanitário à área sitiada, mas os diálogos permanecem emperrados. A delegação síria exige garantias de que a ajuda humanitária americana não irá para "grupos terroristas armados" na cidade.

São 13 distritos, incluindo a histórica Cidade Velha de Homs, que estão "totalmente sitiados", afirmou Altalawy.

"Há famílias, mulheres, idosos, feridos (ali), e muitos dos idosos precisam de medicamentos para doenças crônicas", prosseguiu o sírio. "Não temos recebido nenhuma ajuda, tudo o que vemos diariamente são confrontos. Os rebeldes nas áreas sitiadas estão fazendo o que podem para impedir a entrada das tropas do regime."

Fome

Na falta de alimentos, Altalawy diz que a população está colhendo qualquer tipo de planta ou grama. "Daí cozinhamos com água, usando madeira (para o fogo), porque não temos gás".
Só que essas gramas e arbustos têm causado indigestão e febre em alguns moradores. "Alguns dias atrás, um idoso morreu seis horas após comer a grama."
Altalawy afirma também que o bombardeio sobre a cidade não tem tido trégua - e que áreas de população civil estão sendo "diretamente alvejadas" pelas forças ligadas ao presidente Bashar al-Assad.

"Muitos morreram porque não temos equipamento ou medicamentos para salvar suas vidas. O pouco que sobrou de remédio está vencido, mas temos usado mesmo assim."

'Pouca esperança'

A situação médica é tão desesperadora quanto à situação humanitária, agregou. "Quando alguém é ferido, só o que podemos fazer é rezar a Deus para aliviar sua dor, porque não podemos tratá-lo ou sequer alimentá-lo."
Além da população sitiada, 700 mil pessoas foram forçadas a se deslocar por conta dos conflitos, diz o sírio - muitas estão abrigadas em prédios públicos ou em acampamentos improvisados fora das áreas bombardeadas.
Há "pouca esperança" quanto aos sucesso das negociações em Genebra.
"Estamos à beira da morte, e não há formas de tirar os doentes ou feridos (da cidade). E sabemos que qualquer pessoa que tente escapar do sítio será morta com certeza."

 
 
 
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21/08/2013 18h55 - Atualizado em 31/01/2014 15h00
Do G1, em São Paulo
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31/01/2014 10h11 - Atualizado em 31/01/2014 10h59

Quase 1.900 morreram na Síria 

desde início da conferência de paz, diz ONG

Entre os mortos, há 498 civis, diz Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
Governo e oposição discutem desde dia 22 saída pacífica para guerra civil.

Do G1, em São Paulo
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Quase 1.900 pessoas morreram na Síria desde 22 de janeiro, quando começaram na Suíça as negociações de paz de Genebra 2 entre o regime e a oposição, afirmou nesta sexta-feira (31) o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Ao menos 498 civis estão entre as vítimas do conflito, que não foi interrompido durante o encontro entre representantes do governo e dos rebeldes em uma cúpula que até o momento não apresentou resultados.

"Entre 22 e 30 de janeiro, houve 1.870 mortos, entre eles 498 civis", disse Rami Abdel Rahman, diretor da entidade ligada à oposição síria.

Até agora, a difícil negociação mediada pela ONU não trouxe nenhum resultado prático.

"Além dos 646 rebeldes, 208 jihadistas da Frente al Nosra e do Estado Islâmico do Iraque e o Levante (EIIL), 515 soldados e milicianos leais ao regime e 3 combatentes curdos perderam a vida durante este período", acrescentou.

Estes combatentes morreram em confrontos entre distintas frentes: forças leais ao governo contra os rebeldes ou insurgentes contra jihadistas e curdos.
"Isso dá uma média de 208 mortos por dia e o número real de mortes é certamente mais elevado", enfatizou Abdel Rahman.

"A conferência de paz de Genebra deveria ter sido realizada com um cessar total das operações militares e das prisões. Pedimos à comunidade internacional que atua de forma séria e real para deter o assassinato e as violações dos direitos humanos na Síria antes de promover uma solução política", afirmou ainda.
  •  arte síria versão 24.01 (Foto: Arte/G1)
 A Guerra vista por dentro - 47min.



 Do G1, em São Paulo
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 http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/01/140128_siria_fome_pai.shtml
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Sejam felizes todos os seres. Vivam em paz todos os seres. 
Sejam abençoados todos os seres.