sábado, 31 de outubro de 2009

YouTube - Mozart - Requiem - Kyrie - 2

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Sejam felizes todos os seres.
Vivam em paz todos os seres.
Sejam abençoados todos os seres.

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ONU - Mozart - Requiem - Introitus - 1 - Anniversary recording - Solti




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Conheça a ONU



A Organização das Nações Unidas é uma instituição internacional formada por 192 Estados soberanos, fundada após a 2ª Guerra Mundial para manter a paz e a segurança no mundo, fomentar relações cordiais entre as nações, promover progresso social, melhores padrões de vida e direitos humanos. Os membros são unidos em torno da Carta da ONU, um tratado internacional que enuncia os direitos e deveres dos membros da comunidade internacional.

As Nações Unidas são constituídas por seis órgãos principais: a Assembléia Geral, o Conselho de Segurança, o Conselho Econômico e Social, o Conselho de Tutela, o Tribunal Internacional de Justiça e o Secretariado. Todos eles estão situados na sede da ONU, em Nova York, com exceção do Tribunal, que fica em Haia, na Holanda.

Ligados à ONU há organismos especializados que trabalham em áreas tão diversas como saúde, agricultura, aviação civil, meteorologia e trabalho – por exemplo: OMS (Organização Mundial da Saúde), OIT (Organização Internacional do Trabalho), Banco Mundial e FMI (Fundo Monetário Internacional). Estes organismos especializados, juntamente com as Nações Unidas e outros programas e fundos (tais como o Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF), compõem o Sistema das Nações Unidas.


A ONU e a PAZ


A ONU e a paz

Um dos principais propósitos das Nações Unidas – e parte central de seu mandato – e manter a paz e a segurança internacionais. Desde sua criação, em 1945, a ONU tem sido frequentemente chamada para que disputas não se transformassem em guerras, para que opositores se sentassem à mesa de negociações ou para restaurar a paz após a guerra. Através das décadas, a ONU ajudou a acabar com diversos conflitos, normalmente via resoluções do Conselho de Segurança, o órgão principal das Nações Unidas nesta esfera.

As operações de paz

As operações de paz das Nações Unidas são um instrumento singular e dinâmico, desenvolvido pela Organização para ajudar os países devastados por conflitos a criar as condições para alcançar uma paz permanente e duradoura. A primeira operação de paz das Nações Unidas foi estabelecida em 1948, quando o Conselho de Segurança autorizou a preparação e o envio de militares da ONU para o Oriente Médio para monitorar o Acordo de Armistício entre Israel e seus vizinhos árabes. Desde então, 63 operações de paz das Nações Unidas foram criadas.

Ao longo dos anos, as operações de paz evoluíram para atender as necessidades de diferentes conflitos e panoramas políticos.  Criadas na época em que as rivalidades da Guerra Fria freqüentemente paralisavam o Conselho de Segurança, os objetivos das operações de paz da ONU eram a princípio limitados à manutenção de cessar-fogo e alívio de tensões sociais, para que os esforços, em  nível político, resolvessem o conflito por vias pacíficas. Estas missões consistiam em observadores militares e tropas equipadas com armamento leve, com a função de monitorar e ajudar no cessar-fogo e em acordos de paz limitados.

Soldados finlandeses na Força de Paz em Chipre (1964)Com o fim da Guerra Fria, o contexto estratégico para as tropas de paz da ONU mudou dramaticamente, fazendo com que a Organização expandisse seu campo de atuação, de missões “tradicionais” envolvendo somente tarefas militares a complexas operações “multidimensionais” criadas para assegurar a implementação de abrangentes acordos de paz e ajudar a estabelecer as bases para uma paz sustentável. Hoje as operações realizam uma grande variedade de tarefas, desde ajudar a instituir governos, monitorar o cumprimento dos direitos humanos, assegurar reformas setoriais, até o desarmamento, desmobilização e reintegração de ex-combatentes. 


A natureza dos conflitos também mudou ao longo dos anos. Originalmente desenvolvidas como uma maneira de lidar com conflitos internacionais, as operações de paz têm atuado cada vez mais em conflitos intranacionais e guerras civis. Embora a força militar permaneça como o suporte principal da maioria das operações, atualmente as missões contam com administradores e economistas, policiais e peritos em legislação, especialistas em desminagem e observadores eleitorais, monitores de direitos humanos e expertos em governança e questões civis, trabalhadores humanitários e técnicos em comunicação e informação pública.

As missões de paz das Nações Unidas continuam a evoluir, tanto conceitualmente como operacionalmente, para responder a novos desafios e realidades políticas. Frente à crescente demanda por missões cada vez mais complexas, a ONU, nos últimos anos, tem sido cobrada e desafiada como nunca. A Organização tem trabalhado vigorosamente para fortalecer sua capacidade de administrar e sustentar as operações e, deste modo, contribuir para sua mais importante função: manter a segurança internacional e a paz mundial.

Um elemento central de resposta a conflitos internacionais

Membros do Batalhão brasileiro ajudam vítimas de enchentes no Haiti
Membros do Batalhão brasileiro ajudam vítimas de enchentes no Haiti
  • As tropas de paz da ONU proporcionam o apoio e a segurança essenciais a milhões de pessoas, assim como a instituições frágeis, emergindo de um conflito. Tropas são enviadas a regiões devastadas por guerras, onde ninguém pode ou quer ir, e evitam que o conflito recomece ou cresça ainda mais.
     
  •  O caráter internacional das missões de paz autorizadas pelo Conselho de Segurança da ONU proporciona a qualquer operação de paz das Nações Unidas uma legitimidade incontestável.
 As operações de paz da ONU são um veículo imparcial e amplamente aceito por sua ação efetiva.


  •  As operações de paz da ONU proporcionam um elemento de segurança vital e estabilizador em situações pós-conflito, o que possibilita que os esforços de paz prossigam. Mas as missões de paz podem não ser a única ferramenta necessária para tratar de todas as situações de crise.
     
  •  As operações de paz apóiam o processo de paz, não podem substituí-lo.


As prioridades de Ban Ki-moon como Secretário-Geral da ONU

Paz e Segurança: Devemos fortalecer a habilidade da ONU de desenvolver um papel importante na prevenção de conflitos, no restabelecimento, na manutenção e na construção da paz. Nossa abordagem deve ser integrada, coordenada e ampla. Através da melhoria de nossa capacidade de promover a diplomacia preventiva e de apoiar um processo de paz sustentável, construiremos soluções de longo prazo e responderemos mais efetivamente ao conflito.
África: Em torno de 65% do orçamento das Missões de Manutenção da Paz da ONU é dedicado à África. Mas, para lidar com os conflitos na África, precisamos analisar suas raízes. A manutenção da paz deve ser acompanhada pelo processo político de resolução de conflitos, e o desenvolvimento deve assegurar uma paz duradoura.
O Sudão requer atenção especial. A implementação do acordo de 2005 que deu fim à guerra civil entre o Norte e o Sul deve ser acelerado, incluindo a preparação para eleições em 2009. Para acabar com a tragédia de Darfur, agora que conseguimos selar um acordo quanto à força híbrida União Africana-ONU, devemos agir rápido. Temos que lidar com as causas do conflito, e as partes devem promover negociações amplas. As negociações iniciadas em Sirte (Líbia), reunindo o governo sudanês, os grupos rebeldes, a sociedade civil e os países da região devem chegar a um acordo de paz.
Oriente Médio: A região é frágil e perigosa como sempre foi, porém existem oportunidades de reconciliação a serem alcançadas. Apesar da profunda desconfiança entre Palestinos e Israelenses, que dificulta o processo de paz, um papel construtivo da ONU com o Quarteto e apoiando à Iniciativa de Paz Árabe irá encorajar um movimento rumo uma paz justa, duradoura e ampla.
O Iraque é um problema mundial. Conhecemos os fatos que nos levaram a atual situação, mas a ONU pode ser um instrumento no desenvolvimento de um processo político inclusivo para promover a reconciliação nacional, cultivando um ambiente regional mais estável e levando assistência humanitária a civis inocentes, incluindo os cerca de quatro milhões de iraquianos refugiados e deslocados internamente.



Desenvolvimento: Ao mesmo tempo em que lidamos com as ameaças à paz, devemos nos preocupar com os homens, mulheres e crianças que lutam para terem suas necessidades satisfeitas – é intolerável que quase um bilhão de pessoas viva com menos de um dólar por dia. Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) são um projeto para assegurar que, no século XX, tão rico em tecnologia e tão próspero, nenhum ser humano morra de desnutrição ou de doenças que poderiam ser prevenidas, ou seja privado de educação ou acesso básico ao serviço de saúde.
Tratamento, prevenção, cuidado e apoio para vítimas de HIV devem estar ao alcance de todos e a epidemia deve ser detida. Não devemos poupar nenhum esforço para alcançarmos os ODMs, particularmente na África. Mobilizaremos vontade política e apoiaremos líderes em seu compromisso de alocar recursos e desenvolver auxílio - e lidar com as disparidades no regime global de comércio, que algema tantas nações em desenvolvimento.

Mudanças climáticas: Se nos importamos com o legado que deixaremos para as futuras gerações, esse é o movimento decisivo para uma ação global. A ONU é um foro natural para a construção de consenso e para a negociação de uma ação global futura – todas as nações devem tomar medidas para neutralizarem suas emissões de carbono. A Conferência de Bali deve ser o ponto de partida para as negociações sobre como substituir os compromissos presentes no Protocolo de Kioto, que expira em 2012. Devemos juntar esforços políticos com as nações em desenvolvimento e com aquelas industrializadas para assegurar que as negociações tragam resultados.

Direitos Humanos: Se a segurança e o desenvolvimento são dois pilares do trabalho da ONU, os direitos humanos são o terceiro. As premissas contidas na Declaração Universal de Direitos Humanos, que faz 60 anos em 2008, devem ser implementadas através de ações concretas. O Conselho de Direitos Humanos ocupar seu espaço como líder em questões ligadas aos direitos humanos em todo o mundo. A expressão “nunca mais” deve ganhar significado real. Vou me esforçar para traduzir o conceito de Responsabilidade de Proteger de palavras em ações, de forma a assegurar a proteção de povos que podem enfrentar o genocídio, a limpeza étnica ou crimes contra a humanidade.

Reforma da ONU: Efetividade e racionalização devem ser as bases da Organização para enfrentar novos desafios. Devemos simplificar e modernizar nossas regras, políticas e processos, e a alinhar nossas práticas com o melhor dos setores público e privado. A reforma é necessária porque a ONU e seus funcionários devem se adaptar para atender a novas necessidades – e, enquanto fazemos mais com menos, devemos trabalhar com todos os stakeholders a obter os recursos e o apoio necessários para reformas gerenciais. Ao assegurar os mais altos padrões de ética, de integridade e de responsabilidade, devemos mostrar que estamos respondendo a todos os Estados-Membros e ao público mundial.
"Problemas globais demandam soluções globais – soluções unilaterais não são mais viáveis. Alguns dirão que isso é olhar o mundo através de “lentes cor-de-rosa”. Eu, como otimista que sou, acredito que demos uma volta completa desde aquele momento mágico em São Francisco há pouco mais de 60 anos. A ONU está mais exigente do que nunca, pois as expectativas sobre ela são tão altas que as possibilidades de desapontamento são igualmente altas. Eu não acredito em milagres, mas tenho fé na decência, diligência e no progresso humanos. Acima de tudo, acredito em resultados, não em retórica. Os propósitos e princípios fundamentais dessa Organização são inspiradores e duradouros – precisamos renovar nossa promessa de viver sob eles. Meus parceiros nessa nobre empreitada são os Estados-Membros e a sociedade civil. Seu comprometimento, ação e perseverança servirão para que sempre possamos cumprir as promessas feitas ao mundo em 1945."
Ban Ki-moon, Secretário-Geral da ONU

Ex-Secretários-Gerais das Nações Unidas

Kofi Annan (Gana) – 1997/2006

Kofi AnnanKofi Annan nasceu em Gana em 1937, e foi o sétimo Secretário-Geral das Nações Unidas. Annan ocupou o cargo por dez anos, em dois mandatos consecutivos. Quando foi nomeado, ocupava o cargo de Sub-Secretário-Geral do Departamento de Operações de Manutenção da Paz das Nações Unidas.



"Não há alternativas para a fundação de um mundo pacífico e justo além do desenvolvimento econômico e social. A base desenvolvimentista das Nações Unidas precisa ser firme se todo o Sistema da Organização quiser efetivamente cumprir sua nobre missão."
 

ÁRVORE DA VIDA- Mozart, Piano Concerto No. 21, Andante ("Elvira Madigan")



                                     O Miolo da Flor de Lotus, a Escada de Jacó


      YouTube - Mozart, Piano Concerto No. 21, Andante ("Elvira Madigan"):

"Os anjos inspiram
delicadeza do despertar
- a alma humana."



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Mahler: Symphony No. 2 (Resurrection)
http://www.youtube.com/watch?v=d6idPaGqvV8



Árvore  da Vida (Bíblia)

Segundo a Bíblia, a Árvore da Vida é uma das duas árvores especiais que Deus colocou no centro do jardim chamado Éden. A outra é a "Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal", de cujo fruto, Eva, e depois Adão, acabaram por comer por influência de uma serpente.

Descrição bíblica
Os pormenores sobre esta árvore são muito escassos no texto bíblico. Refere-se apenas a sua localização central no Jardim do Éden e que o primeiro casal humano foi impedido de alcançar esta árvore após terem desobedecido ao mandamento divino. Foram assim expulsos desse jardim ou paraíso original. Como forma de impedir que, tanto Adão e Eva, como provavelmente a sua descendência voltassem a entrar no Jardim, e consequentemente tomarem dos frutos da Árvore da Vida, a Bíblia refere que Deus colocou criaturas sobre-humanas, designadas por querubins, que possuíam uma espada de fogo que se revolvia continuamente.

Segundo o relato bíblico, esta árvore já havia sido colocada no jardim antes da criação do primeiro homem, Adão. Muitos comentaristas afirmam que esta árvore não possuiria qualidades intrinsecamente vitalizadoras nos seus frutos, mas seria um símbolo representativo da garantia de vida eterna, da parte de Deus, para aqueles a quem Ele permitisse comer do fruto dela. Visto que Deus colocou essa árvore ali, crê-se que o objectivo seria permitir a Adão que comesse do seu fruto, talvez após ficar provada a sua fidelidade ao ponto que Deus julgasse satisfatório e suficiente. Quando Adão desobedeceu, foi-lhe cortada a oportunidade de comer daquela árvore, impedindo-o a ele e à sua descendência de alcançar a vida eterna.

  Referências no texto bíblico


A Bíblia faz referência directa a esta árvore apenas no primeiro e no último livro:
No último livro da Bíblia, o Apocalipse ou Revelação, ao se mencionarem sete cartas enviadas por Jesus Cristo a igrejas ou congregações em sete cidades, faz-se a seguinte referência concernente aos cristãos em Éfeso:
Apesar de não terem associação com esta árvore do Jardim do Éden, existem outras referências simbólicas a árvores frutíferas, de folhas curativas, mencionadas nas visões registadas por Ezequiel e por João, em Ezequiel 47:7, 12 e Revelação 22:2, 14. No livro de Provérbios surge a expressão "árvore de vida" associada com a verdadeira sabedoria, com os frutos do justo, com a realização de uma coisa desejada, e com a calma da língua (Provérbios 3:18; 11:30; 13:12; 15:4).

    Árvore da Vida em diversas  culturas


Diversos povos antigos possuem histórias mitológicas que fazem recordar a descrição bíblica de um paraíso terrestre original, o Jardim do Éden. Inscrições em argila, selos cilíndricos, folhas de papiro, monumentos, e outras evidências similares, foram descobertos contendo os conceitos religiosos de povos que, embora vivessem em locais geográficos distintos e possuíssem crenças divergentes, ainda assim possuíam lendas de um Éden. Sobre este assunto, o arqueólogo Sir Charles Marston, no seu livro The Bible Comes Alive (A Bíblia Ganha Vida) observa:

     Babilónia


                 Alguns escritos religiosos da antiga Caldeia afirmam que:
     John Elder, no seu livro Prophets, Idols and Diggers (Profetas, Ídolos e       Escavadores), comenta:

   Assíria


As memórias assírias de um Éden não eram muito diferentes das de Babilónia. Entre estas destaca-se uma "árvore sagrada" ou "árvore da vida". Uma árvore sagrada guardada por duas criaturas aladas aparece com frequência nas esculturas encontradas nos seus palácios. Em alguns casos, as criaturas aladas são meio animais e meio humanas. Estas representações míticas são talvez lembranças da referência bíblica à existência de querubins "para guardar o caminho para a árvore da vida", em Génesis 3:24.

    Egipto


Os antigos egípcios, também possuíam lendas similares sendo que numa delas se apresentava a crença de que, depois do Faraó morrer, havia uma árvore da vida da qual teria de comer para se sustentar no domínio do seu pai, Rá.

                 Outros povos


Há muitas outras raças cujas crenças e mitologias se acham entremeadas com características semelhantes ao Éden bíblico. O livro The Migration of Symbols (A Emigração de Símbolos), de G. d’Alviella, possui um capítulo, com mais de cinquenta páginas, devotado aos simbolismos e à mitologia associados com árvores sagradas. O texto e as suas numerosas ilustrações fornecem indícios de reflexos da árvore da vida e da árvore do conhecimento do bem e do mal nas crenças dos fenícios, sírios, persas, gregos, sicilianos, maias, aztecas, javaneses, japoneses, chineses e indianos.

Por exemplo, menciona-se nesse capítulo "que os persas possuíam uma tradição duma Árvore da Vida, a haoma, cuja resina conferia a imortalidade". Também "que a crença numa Árvore da Vida existia entre os chineses. As tradições mencionam sete árvores maravilhosas. [...] Uma delas, que era de jade, conferia a imortalidade pelo seu fruto". Relata ainda que a mitologia escandinava menciona uma árvore sagrada chamada Yggdrasill, sob uma das raízes da qual se dizia manar uma fonte em que residiam todo o conhecimento e toda a sabedoria. Outra lenda fala duma deusa que guardava numa caixa as Maçãs da Imortalidade, das quais os deuses partilhavam a fim de renovar sua juventude.


Quanto à mitologia grega, o livro Manual of Mithology, de A. S. Murray, refere na página 173:
Muitos dos nativos de Papua, no Pacífico, crêem numa árvore invisível na qual, e ao redor da qual, todos os que levaram vidas boas, antes de morrerem, vivem eternamente, felizes e livres de preocupações.    Harold Bailey, no seu livro The Lost Language of Symbolism, relata sobre as Américas:
"Há um manuscrito mexicano no Museu Britânico em que são representadas duas figuras colhendo os frutos da chamada "Árvore de Nossa Vida". Os maias e outros povos da América Central sempre representaram suas árvores sagradas com dois ramos partindo horizontalmente do alto do tronco, assim apresentando a semelhança duma cruz [...] e os primeiros missionários espanhóis no México verificaram, para sua grande surpresa, que a cruz já se achava em uso ali "como simbolizando uma Árvore da Vida".

             Árvore da Vida (Cabala)


A árvore da vida é um conceito cabalístico. Ela é formada pelas dez emanações de Ain Soph, chamadas Sephiroth. A essência de todas as Sephiroth é a mesma, mas cada uma possui uma propriedade particular. A essência é universal, o que muda é a emanação de cada Sephirah. Segundo a cabala, a síntese da árvore da vida é Adam Kadmon, o Homem Arquetípico.
Essas emanações se manifestam em quatro diferentes planos, interconectando as dez sephiroth em camadas cada vez mais densas.

As três sephiroth superiores formam um mundo abstrato e representam o estado potencial. As seis sephiroth interiores se agrupam em uma dimensão conhecida por Zeir Anpin, formando o elo entre o abstrato e a matéria. Estão firmemente interconectadas entre si. A última sephirah inferior é a representação do nível material.

No pilar esquerdo da árvore rege o princípio feminino.
No pilar direito da árvore rege o princípio masculino.

No pilar central da árvore existe a ligação entre os dois princípios. 
O topo da árvore representa o bem e a base o mal.



A GRANDE ESFINGE DO EGITO -

Os anjos inspiram
delicadeza do despertar
- a alma humana.


Sejam felizes todos os seres.
Vivam em paz todos os seres.
Sejam abençoados todos os seres.

domingo, 25 de outubro de 2009

Sejam felizes todos os seres.
Vivam em paz todos os seres.
Sejam abençoados todos os seres.

KUNDALINI - A Energia da Vida




Kundaliní, a Energia da Vida

    Kundaliní é uma energia física, de natureza neurológica e manifestação sexual. O termo é feminino, deve ser sempre acentuado e com pronúncia longa no í final. Significa serpentina, aquela que tem a forma de uma serpente. De fato, sua aparência é a de uma energia ígnea, enroscada três vezes e meia dentro do múládhára chakra, o centro de força situado próximo à base da coluna e dos órgãos genitais.

    Os chakras são os centros captadores, armazenadores e distribuidores de energia vital do nosso corpo. Os pontos da acupuntura, shiatsu e do-in são pequenos chakras secundários que têm a ver somente com a saúde. O Yôga trabalha todos os chakras, mas confere mais atenção aos principais, que se encontram ao longo do eixo vertebral. Esses têm a ver não apenas com a saúde, pois distribuem a energia para os demais centros, como ainda são responsáveis pelo fenômeno de eclosão da kundaliní e sua constelação de poderes.

  Enquanto a kundaliní está adormecida, é como se fosse uma chama congelada. É tão poderosa que o hinduísmo a considera uma deusa, a Mãe Divina, a Shaktí Universal. De fato, tudo depende dela conforme o seu grau de atividade — a tendência do homem à verticalidade, a saúde do corpo, os poderes paranormais, a iluminação interior que o arrebata da sua condição de mamífero humano e o catapulta numa só vida à meta da evolução, sem esperar pelo fatalismo de outras eventuais existências.

Segundo Pátañjali, a maior autoridade do Yôga antigo, autor do livro Yôga Sútra, a meta do Yôga é o estado de hiperconsciência denominado samádhi. Samádhi é o grande diferencial do Yôga em relação aos demais sistemas. Samádhi só pode ser alcançado mediante os recursos do Yôga.     No entanto, conforme Shivánanda, no livro Kundaliní Yôga, "Nenhum samádhi é possível sem kundaliní". Isso é o mesmo que declarar que os instrutores de yóga e de Yôga que forem contra o despertar da kundaliní não sabem de que estão falando, não sabem o que é o Yôga e nem eles, nem seus discípulos, vão atingir a meta do Yôga.

  A energia kundaliní responde muito facilmente aos estímulos. Despertá-la é fácil. Um exercício respiratório que aumente a taxa de comburente é o bastante para inflamar seu poder. Um bíja mantra corretamente vocalizado é capaz de movimentá-la. Um ásana que trabalhe a base da coluna posiciona-a para a subida pela medula. Uma prática de maithuna pode deflagrá-la. Basta combinar os exercícios certos e praticá-los com regularidade.

    Já que despertar a kundaliní não é difícil, não mexa com ela enquanto não tiver um mestre. E quando o encontrar, não a atice sem a autorização dele. Difícil é conduzi-la com disciplina, ética e maturidade. Freud e Reich tentaram domá-la para fins terapêuticos. Freud chamou-a de libido. Reich denominou-a orgônio. Como nenhum dos dois possuía a Iniciação de um mestre nesses mistérios, ambos fracassaram e deixaram à posteridade uma herança meramente acadêmica de teorias sobre o assunto, sem grandes resultados práticos.
    O Yôga tântrico vai fundo nesse trabalho, levantando a kundaliní da base da coluna até o alto da cabeça, através dos chakras, ativando-os poderosamente, despertando os siddhis e eclodindo o samádhi.


Samádhi
    Samádhi é o estado de hiperconsciência, de megalucidez, que proporciona o autoconhecimento, bem como o conhecimento do Universo. Os praticantes de outros tipos de Yôga consideram o samádhi algo inatingível, digno apenas dos grandes mestres. Algo que simples mortais não devem nem almejar, sob pena de serem considerados pretensiosos. E quem o atinge deve negá-lo publicamente para evitar o escárnio dos demais yôgis! Quanta estupidez! Quanta distorção! Se a meta do Yôga é o samádhi, todos os que o praticam devem atingir esse estado de megalucidez.

    O sabíja samádhi, ou samádhi com semente, é um estado de consciência que pode ser traduzido como pré-iluminação e está ao alcance de qualquer praticante saudável e disciplinado que tenha passado por todos os estágios anteriores e permanecido em cada um deles o tempo prescrito por seu mestre. Não há perigo nem misticismo algum. É apenas um estado de consciência.

    O nirbíja samádhi é o estágio final, em que o praticante atinge a meta do Yôga, o coroamento da evolução do ser humano. Não há como descrevê-lo. Conta-se que, quando os discípulos do iluminado Rámakrishna pediam-lhe para explicar o que era o samádhi, o Mestre simplesmente... entrava em samádhi.
    Aceite-se, apenas, que o fenômeno é um estado de consciência muitas dimensões acima da mente e, por isso, é impossível compreendê-lo com o auxílio dos mecanismos mentais, da lógica ou da cultura.

Bhúta Shuddhi
    No Swásthya Yôga, para facilitar o processo do despertar da kundaliní e ativação dos chakras, aplicamos bhúta shuddhi, a etapa de purificação intensiva do corpo e seus canais de prána, as nádís. Na terceira parte de uma prática de Swásthya Yôga (o anga mantra), e depois na quinta parte (o anga kriyá), já demos os primeiros passos nessa tarefa. Trata-se, agora, de especializar e aprofundar a purificação, não apenas com mantras, kriyás, pránáyámas, mas também com uma rígida seleção alimentar, jejuns regulares moderados e com um sistema de reeducação das emoções para que o praticante não conspurque seu corpo com os detritos tóxicos de emoções viscosas como o ódio, a inveja, o ciúme, o medo, etc. Também tratamos de regular a quantidade de exercício físico, de trabalho, de sono, de sexo e de alimentos. Há uma medida ideal para cada um desses fatores. Qualquer excesso ou carência pode comprometer o resultado almejado.

    Estes e outros recursos são utilizados para deixar os canais desimpedidos, desesclerosados, a fim de que a energia possa fluir livremente quando for despertada. Caso contrário, se despertarmos a kundaliní sem ter antes liberado seu caminho pelas nádís, sua eclosão avassaladora pode romper os dutos naturais e vazar para onde não deve, causando inconvenientes à saúde. Como os ensinantes leigos não conhecem os procedimentos corretos, nutrem um justificado medo de despertar a kundaliní. O homem receia o desconhecido e esse tema, para aqueles ensinantes leigos, é ignorado, misterioso. Daí o misticismo de alguns. Na verdade, seguindo as regras do jogo e a orientação de um mestre, despertar a kundaliní é menos perigoso que atravessar a rua. Por isso, os praticantes do Swásthya Yôga não o temem e dominam perfeitamente esse processo de desenvolvimento.

Maithuna
    Uma vez obtido o grau desejado de purificação, chegamos à parte mais fascinante do currículo tântrico: a alquimia sexual. Evidentemente, nenhuma obra ensina as técnicas do maithuna, pois pertencem à tradição chamada gupta vidyá ou ciência secreta. O que se encontra nos livros são, em sua maioria, informações fantasiosas para iludir curiosos. Não obstante, transmito no meu livro Hiper Orgasmo uma via tântrica que pode ser ensinada or escrito.

    Para quem deseja iniciar-se nessa via, é preciso procurar um mestre autêntico que aceite transmitir pessoalmente o conhecimento. Os poucos instrutores que de fato conhecem tais técnicas também evitam ensiná-las, uma vez que a maior parte das pessoas não tem maturidade e nem sensibilidade suficientes para merecer tal iniciação. Fora isso, ainda há os entraves culturais, e não foram poucos os mestres cujos discípulos, nessa etapa, sentindo as pérolas sob seus pés, "voltaram-se e os despedaçaram" (Mateus, 7:6).

    Contudo, o maithuna é o meio mais poderoso e eficiente de atiçar a serpente ígnea. Segundo esse processo tântrico, temos na região genital uma usina nuclear à nossa disposição. Podemos deixá-la adormecida, como fazem os monges e beatos de quase todas as religiões. Podemos simplesmente usá-la e desperdiçá-la sob o impulso cego do instinto, como fazem todos os bichos, inclusive o bicho homem. Ou podemos cultivá-la, usufruindo um prazer muito maior e ainda canalizando essa força descomunal para onde quisermos: para um melhor rendimento nos esportes, nos estudos, no trabalho, na arte e no objetivo principal dessa prática — o autoconhecimento advindo do despertamento da kundaliní e pela eclosão do samádhi.

  Normalmente, poderíamos dizer que em relação ao sexo não há meio termo: ou você usa ou não usa. Já o Yôga Antigo (Swásthya), que é de linha tântrica, oferece-nos uma terceira opção: domesticá-lo e passar de escravo a senhor desse poderoso instinto. Usá-lo, sim, e até mais intensamente, mas de acordo com certas técnicas de reeducação e aproveitamento da força gerada. Para utilizá-la é só bombear mais ou menos pressão na caldeira termonuclear que todos possuímos no ventre. Em seguida, ir liberando o vapor aos poucos para que sempre haja alta pressão na usina.

Como o Swásthya Yôga Desperta a Kundaliní
O Swásthya Yôga é constituído por três etapas:

1) A etapa inicial – tem por objetivo preparar o praticante para suportar o empuxo evolutivo que ocorrerá na etapa final. O resultado desse preparo prévio é o reforço da estrutura biológica com um aumento sensível e imediato da vitalidade.
2) A etapa medial – tem por objetivo a purificação mais intensiva e energização da sexualidade.
3) A etapa final – tem por objetivo despertar a energia kundaliní, com o conseqüente desenvolvimento dos chakras, seus poderes paranormais e, finalmente, a eclosão da hiperconsciência chamada samádhi.

Em outras palavras, a etapa inicial visa proporcionar saúde e força suficientes para que o praticante agüente as prodigiosas alterações biológicas resultantes de uma evolução pessoal acelerada que ocorrerá na etapa final.
    Por isso, a etapa inicial tende a proporcionar todos aqueles efeitos para a saúde, que as pessoas tanto alardeiam. É que a fase final vai trabalhar para tornar o praticante uma pessoa fora da faixa da normalidade, acima dela. Se alguém está fora dessa faixa para baixo, a fase inicial vai içá-lo até à normalidade plena, conferindo-lhe uma cota ótima de saúde e vitalidade. Daí, poderemos fazer um bom trabalho de desenvolvimento interior equilibrado e seguro, no qual o praticante vai conquistar a evolução de um milhão de anos em uma década. Para isso, há que adquirir estrutura.

Por esse motivo, há uma legião de pessoas que adotam o Swásthya Yôga apenas visando aos benefícios propiciados pela prática introdutória e por aí ficam, satisfeitas com os ótimos resultados obtidos.
    Muitos migram para o Swásthya Yôga, deparam-se com o ashtánga sádhana e ficam perplexos. E isso porque só conheceram o ády ashtánga sádhana, a nossa prática mais elementar. Depois vêm outros mais adiantados: o viparíta ashtánga sádhana, o maha ashtánga sádhana, o swa ashtánga sádhana, o manasika ashtánga sádhana, etc. Como o Swásthya Yôga pode ser tão completo? Ele é prodigiosamente global por tratar-se de um proto-Yôga integrado, Yôga pré-clássico, pré-vêdico, pré-ariano. Yôga original, resgatado diretamente de seu registro akáshico. Do Yôga Pré-Clássico nasceram todos os demais e por essa razão ele possui os elementos constitutivos dos principais e mais antigos ramos de Yôga. Swásthya é o nome do próprio Yôga Pré-Clássico após a sistematização. Por isso é tão completo.

Ashtánga Sádhana
Uma das principais características do Swásthya Yôga é o ashtánga sádhana. Ashtánga sádhana significa prática em oito partes (ashta = oito; anga = parte; sádhana = prática). Utilizamos diversos níveis desse programa óctuplo. O primeiro nível, para aqueles que já foram autorizados a ingressar no Yôga, é o ády ashtánga sádhana (ádi/ády = primeiro, fundamental), o qual é constituído pelas oito partes seguintes, nesta ordem:


1) mudrá - gesto reflexológico feito com as mãos;
2) pújá - sintonização com o arquétipo; retribuição de energia;
3) mantra - vocalização de sons e ultra-sons;
4) pránáyáma - expansão da bioenergia através de respiratórios;
5) kriyá - atividade de purificação das mucosas;
6) ásana - posição psicofísica;
7) yôganidrá - técnica de descontração;
8) samyama - concentração, meditação e hiperconsciência.



FONTE:
Faça Yôga Antes que Você Precise
Mestre DeRose-Martin Claret/ Uni-Yoga               



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Sejam felizes todos os seres.
Vivam em paz todos os seres.
Sejam abençoados todos os seres.



Melhor Explicação Animada que ja vi sobre Chakras! Parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=gEFM6QT0vzU&feature=player_embedded

Melhor Explicação Animada que ja vi sobre Chakras! Parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=nEU7pE8zeAc


Melhor Explicação Animada que ja vi sobre Chakras! Parte 3
http://www.youtube.com/watch?v=6I0U-9fo1P0



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