sábado, 16 de junho de 2012

O PROCESSO ALQUÍMICO E A PSICOTERAPIA JUNGUIANA



O Processo Alquímico e a Psicoterapia Junguiana

Alquimia 
Por Paulo C. de Souza
 

A Alquimia, ao longo dos séculos, sempre assustou e confundiu as pessoas que tentavam compreendê-la. Mas esse era o propósito dos alquimistas. Eles queriam realizar seu trabalho sem correr o risco de serem queimados nas fogueiras da ‘Santa Inquisição’. Muitos alquimistas trabalhavam escondidos em porões e até usavam os subterrâneos das antigas catedrais; alguns eram padres, sacerdotes religiosos e cientistas famosos. Portanto, o encobrir e o iludir faziam parte da alquimia. Além disso, a obra alquímica mexe muito com a nossa alma e por isto nos atemoriza. Outra característica dos alquimistas é o uso das figuras (imagens), o que normalmente desestabiliza o Ego. Os termos alquímicos, desde os mais simples até aos mais complicados, não podiam ser catalogados em um dicionário, pois eram usados com sentidos diferentes, até por uma mesma pessoa. Como fazer, para que matéria inicialmente tão complexa, deixe de sê-la?

Podemos nos imaginar nos dias de hoje fazendo um churrasco dominical e tentando afastar aquelas figuras indesejáveis que perguntam a toda hora se o churrasco está pronto ou mexem na carne que você acabou de virar. A tia que não encontramos desde o Natal, quer saber o segredo do seu molho de alho, manteiga e pimenta do reino. O sobrinho capeta estica o olhar guloso e pergunta sobre o coração de galinha. Para não causar constrangimento nas indiscretas figuras que mais parecem sair de um conto de Nelson Rodrigues ou de Kafka, você responde: “Fui no mercado ‘Estadual dos Produtores Associados Independentes’ e comprei a ‘substância protéica bovina desnaturada’, com cortes ‘longitudinais transcendentes e oblíquos’”. Os chatos se afastam ou vão embora por alguns momentos achando que você é um grande cozinheiro e, você fica livre das desagradáveis companhias.

Na Alquimia aconteceu coisa parecida. Não acredito que os alquimistas estavam em busca de ouro nem do elixir da longa vida. Eram na sua maioria pessoas introvertidas em busca do seu caminho espiritual. Eles queriam ficar em paz sem sofrer perseguição por parte do ‘poder constituído’.

Vamos agora tentar simplificar bastante o ‘processo alquímico’ e tirar deles aquela aura de mistério. Vamos deixar o ‘pano preto’ para os tímidos ou os ignorantes. Ao mesmo tempo olharemos os processos básicos da alquimia com uma visão psicológica, para ver que o evoluir da alma é dolorido, mas no final vale a pena o sacrifício da jornada.

Eles diziam, que deveríamos pegar a ‘prima materia’ (matéria prima) e trabalhá-la de diversos modos até alcançar o ‘Lapis Philosoforum’ (pedra filosofal) e com essa pedra poderiam transformar metais em ouro ou preparar o elixir da longa vida a partir do sereno ou de outros líquidos da natureza. Vocês podem achar que a colocação está muito simples, mas é isso mesmo, ir de A até B; sendo que A é o ‘bruto’ e B o ‘elaborado’. O complicado e o difícil era o caminho de A até B, pois esse era próprio de cada indivíduo. O processo para ir da ‘matéria prima’ à ‘pedra filosofal’ era longo, trabalhoso e cheio de tortuosidades e muitas vezes, acidentado. 

Um caminho muito parecido com a busca espiritual dos religiosos. Um caminho muito parecido com o da individuação de Jung. Um caminho muito parecido com o ‘conhece-te a ti mesmo’ dos gregos.

Se formos listar os materiais usados como matéria prima, vamos encontrar mais de 500 nomes e, alguns esdrúxulos com: esterco de vaca, leite de virgem, urina de criança, menstruação de prostituta, etc. A própria pedra filosofal possuía várias denominações conforme o alquimista que escrevia, o século em que viveu ou seu país de origem. Mas no fundo se tratava de transformar algo bruto em um material refinado, o que corresponde a nossa transformação psíquica. Como eu disse, a complicação maior estava nos processos usados para a transformação, agravada pelo uso de nomes em latim. Podemos citar alguns desses processos alquímicos: mortificatio (morte), sublimatio (passar do sólido para o gasoso – sublimação), coagulatio (coagulação), calcinatio (queima), solutio (dissolver com água), putrefatio (decomposição da carne), separatio (separação), coniunctio (união), tinctur (tintura ou união) e daí por diante.

Por outro lado, um grande número de alquimistas afirmava: “as vias usadas no processo são duas e as chamamos de seca e úmida”. A via seca era sempre mais rápida, realizada no Athanor (forno) aberto, com fogo direto, vivo e forte e numa espécie de panela que normalmente era chamada de ‘cadinho’. A via úmida era mais eficaz, porém mais lenta. Normalmente feita em um recipiente fechado que levava o nome de ‘retorta’ ou ‘pelicano’ e cozinhada em fogo brando por bastante tempo. O forno também era fechado e muito maior do que na via seca. Podemos perceber no caminho da via úmida uma equivalência com a nossa longa estrada espiritual e do auto-conhecimento.

A maioria dos escritores dividia a via úmida em quatro estágios e os associava a cores e suas vibrações. Como não podia deixar de ser, os nomes eram em latim: Nigredo (preto), Cauda Pavonis (cauda do pavão ou arco-íris), Albedo (branco) e Rubedo (vermelho). Esses quatro processos ou etapas, se observados de uma maneira global, lembram um pouco as quatro fases da psicoterapia que Jung descreveu: Confissão, Esclarecimento, Educação e Transformação. Antes de tentarmos ver um por um os processos acima citados, temos de ter em mente que esse processo é cíclico, qual uma ‘espiral ascendente’ e praticamente nunca termina; tanto na alquimia como no processo de individuação de Jung.

Ou seja, quando terminamos uma Rubedo voltamos à Nigredo; quando terminamos uma Transformação, voltamos a uma Confissão. É claro que esse retorno nunca é a um ponto inicial do processo e, sim, um pouco mais para dentro e um pouco mais para cima. Funciona como uma longa estrada para alcançar o topo de um morro. A estrada vai contornando o morro de maneira suave e imperceptível, e de repente percebemos que já ultrapassamos as primeiras nuvens. Além disso, nada nos impede, estando numa Albedo, de retornar para a Nigredo; assim com, da Educação, retornar ao Esclarecimento. O importante é sabermos que por mais lento que seja o caminho ele é sempre para diante!

A Nigredo, o negro, já nos sugere a morte, a sombra, o pesado, o denso, o sofrimento. Foi isso que nos disse Jung quando falou da confissão no consultório do psicólogo. Contamos nossa vida, nossos segredos, nossos aborrecimentos, nossos sonhos não alcançados e, na maioria das vezes choramos como um bebê que está com fome e quer mamar ou lhe tiraram o brinquedo predileto. Ou seja, morremos para uma vida que não valia a pena ou que simplesmente passou (valia a pena talvez naquela época, agora já não vale mais). Nessa ocasião ficamos parados, inativos, deprimidos, sem ânimo, introvertidos, quietos e sentimos que algo se ‘dissolve’ em nós. Por mais angustiante que seja o processo, o importante é seguir o que ele recomenda: ficar quieto e adiar tudo o que for possível. 

Quando estamos jogando nossos ‘conflitos psicológicos’ nos problemas exteriores, ou seja, no mundo em que vivemos; eles se sobrepõem e se confundem, numa mistura homogênea. Podemos usar a metáfora do ‘copo com água e álcool’; você olha para aquela substância branca e não sabe quem é quem. Daí, as decisões nessa fase da vida possuírem uma chance muito grande de dar errado. Devemos identificar os problemas que são nossos e separá-los dos problemas do mundo. Continuando na metáfora do ‘copo’; é preciso colorir a água para poder separá-la com mais facilidade do álcool.

Depois disso é como se o preto que é a ausência de todas as cores transformasse no branco que é a presença de todas as cores. Só que é o branco decomposto em todas as cores por uma espécie de ‘cristal‘ e essa pedra cristalina é muitas vezes o nosso analista, outras vezes um padre, um sacerdote, um velho amigo ou até o travesseiro. É por isso que alguns alquimistas pulam a fase da ‘cauda pavonis’ e vão da Nigredo para a Albedo. 

Mas como Jung colocou muito bem, após a confissão de seus temores mais profundos, o paciente fica esvaziado e se fixa na figura do psicólogo; esse fenômeno levou o nome complicado de ‘Transferência’ (até a psicologia imita a alquimia em matéria de nomes complicados). Como o nome já sugere, transferimos para a figura do analista as figuras interiores que antes estávamos jogando no pai, na mãe, no irmão, no vizinho, na namorada, no marido etc. Essa transferência precisa ser ‘esclarecida’ e discutida com o paciente para que ele entenda o que está acontecendo em sua alma ainda conturbada, embora já bastante aliviada com o auxílio da confissão. 

Muitos alquimistas representaram o desmembramento do branco com o desmembramento do corpo humano. Acontece na realidade o desmembramento de nossa psique; mas temos que manter essa dissociação da nossa psique sob o controle do Ego. É para isto que ele possui as características e a função de um ‘complexo gerenciador’. Um gerente de uma grande fábrica não olha diretamente o que cada operário faz, não consegue saber o nome de todos os seus 5.000 funcionários; mas, com uma rápida análise dos seus gráficos de produção ele sabe de tudo que acontece no seu negócio e pode se concentrar no que julga importante no momento.

Após esta etapa, naturalmente vem o branco, a Albedo, a brancura, o clareamento, o entendimento, o conhecimento, uma certa tranqüilidade. É como se todas as cores do arco-íris se fundissem e nos mostrassem a beleza do branco, da paz, do espiritual. Deve ser por isso que se diz que no fim do arco-íris está um pote de ouro. O problema é que nunca encontramos o fim do arco-íris, mas na maioria das vezes o caminhar é o verdadeiro tesouro. Nesse estado de brancura nos educamos e nos inteiramos que existe uma vida nova que pode ser seguida e quando olhamos para trás, o esforço já não parece tão grande. 

Lembremos que educação é repetição, porque para assimilar alguma coisa precisamos repetir, precisamos tirar todos os véus dos preconceitos, precisamos entender que os problemas estão dentro de nós, precisamos ver que o outro está ali também na sua busca. Precisamos até entender que muitos buscam o mesmo Deus que nós buscamos, só que por caminhos diferentes, mas geralmente, também chegam lá. Corremos um risco de achar que o nosso gerente, o Ego, é o maior gerente do mundo, pois está tocando uma fábrica de grande porte. Cuidado com a estagnação, o equilíbrio é sempre dinâmico e só o conflito nos faz crescer e quando não crescemos, caímos. É mais ou menos como andar de bicicleta, quanto mais rápido mais equilíbrio, o movimento nos mantém em linha reta. Vocês poderiam dizer que algumas pessoas ficam em pé em um bicicleta parada. Mas o lugar deles é no circo e perdem o objetivo da locomoção, que é o objetivo da vida.

Quando estamos nesse processo de uma certa calmaria, as coisas vão entrando nos eixos. Mas é hora, por incrível que pareça, de colocar paixão, fogo, ardor, vermelho, Rubedo. Aí conseguimos transformação transformar é ser o que já era, sem precisar fazer força para isso. É quando não roubamos o vizinho; não com medo da prisão, mas porque acreditamos que isso não é o correto. É quando não batemos no inimigo; não com medo do revide, mas quando temos compaixão por outro ser humano.

 Na transformação 
conseguimos um movimento 
com um mínimo de atrito.
 É quando nos aproximamos dos pólos; lá o movimento como um todo é o mesmo, mas, o deslocamento menor. Temos mais consciência de fazermos parte de um mundo, percebemos que somos dependentes de tudo e ao mesmo tempo tudo é impermanente. Só nos resta a essência da alma, algo dentro de nós que não morre nunca. Estes processos nos levam a essência da vida por um caminho relativamente suave. Não deixem de buscá-la, senão a dor pode vir para nos lembrar de tudo isso. Quem já sentiu uma dor muito forte sabe que naquela hora não conseguimos pensar em mais nada, só em acabar com ela. Tentem lembrar de tudo que pensaram na hora da dor, tanto física quanto espiritual e estarão perto do que é a essência.

Podemos imaginar então que o processo está todo concluído… Vamos descansar. Ledo engano, a transformação ocorreu sim, mas em parte do nosso ser. Temos de voltar a Nigredo e a Confissão, temos de passar pelas cores até o branco e, de novo inflados com o esplendor da luz, vamos mais uma vez nos inflamar para chegar às brasas, ao rubro, a Rubedo. Esta é a roda da vida e não pára nunca, nela vamos girar sem parar por muito tempo. Mas posso garantir: quem fizer um primeiro ciclo vai aceitar todo os outros com galhardia, força e abnegação e principalmente com pequenos momentos de felicidade.

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Pablo Picasso

Li
 Fonte:
 http://psiqueobjetiva.wordpress.com/2008/11/22/o-processo-alquimico-e-a-psicoterapia-junguiana/
22 de novembro de 2008 por Felipe Salles Xavier
Sejam felizes todos os seres. Vivam em paz todos os seres. 
 Sejam abençoados todos os seres.
 
 

JUNG E ALQUIMIA




Jung e Alquimia (texto)

Como psicóloga e arteterapeuta, de base junguiana, tive alguns mestres que considero geniais e que me inspiram sem parar: W. Reich, S. Freud, a Gestalt, o Psicodrama... e, principalmente, o grande Carl Gustav Jung. E uma das coisas mais interessantes na vasta teoria dele é a relação que faz do processo terapêutico com a antiga Alquimia (que também é uma das bases da Astrologia, especialmente no que se refere a teoria das correspondências, e da Homeopatia, no que se refere ao método explicativo). Abaixo alguns trechos sobre como Jung faz essa relação, que foram escolhidos para um trabalho de grupo que fizemos (eu, alguns colegas e o professor Carlos Bernardi) na faculdade. Vale a pena ler!

“O que torna a alquimia 
tão valiosa para a psicologia
 é o fato de suas imagens concretizarem 
as experiências de transformação 
por que passamos na psicoterapia...”
 
“Cedo percebi que a psicologia analítica coincidia de modo bastante singular com a alquimia. As experiências dos alquimistas eram, num certo sentido, as minhas próprias experiências, assim como seu mundo era meu mundo. Foi, com efeito, uma descoberta marcante: eu encontrara a contraparte histórica da minha psicologia do inconsciente”.

“A real natureza da matéria era desconhecida do alquimista; ele tinha meros indícios a respeito. Ao tentar explorá-la, projetou o inconsciente sobre as trevas da matéria, a fim de iluminá-la... Enquanto fazia suas experiências químicas, o operador passava por determinadas experiências psíquicas que lhe pareciam ser o comportamento particular do processo químico. Como se tratava de uma questão de projeção, ele naturalmente desconhecia o fato de a experiência nada ter a ver com a própria matéria. Ele experimentava sua projeção como uma propriedade da matéria; mas sua experiência, na realidade, era do próprio inconsciente.”
(Jung, Psicologia e Alquimia)

Todo o desconhecido e vazio é preenchido com projeções psicológicas; é como se o próprio fundamento psíquico do investigador se espalhasse na obscuridade. O que ele vê ou pensa ver na matéria são principalmente os dados de seu próprio inconsciente projetados.
O que torna a alquimia tão valiosa para a psicologia é o fato de suas imagens concretizarem as experiências de transformação por que passamos na psicoterapia; é uma anatomia da individuação.


O método de explicação da Alquimia é
 

(reparem a relação com os princípios da Homeopatia):

“O obscuro
 pelo mais obscuro e o desconhecido 
pelo mais desconhecido”
Teoria das correspondências (reparem na relação com a Astrologia):
Segundo essa teoria qualquer coisa que aconteça em um plano da realidade produz um efeito correspondente sobre outro nível da realidade. Todos os mundos são paralelos e congruentes. Realizar uma operação no nível físico causa impacto no nível espiritual.
Do ponto de vista da alquimia interior, as operações físicas simbolizariam o esforço que o ego deve fazer para compreender as experiências imaginativas e integra-las em sua vida, as vezes um sonho ou uma visão requer atuação no mundo material. 
Extrair significado de experiências interiores e aplicar suas lições a vida exterior também corresponde a faceta física da obra. Não podemos permanecer sempre em estado visionário (imaginativo) é essencial que o individuo dê expressão física a tais experiências.
Os dois mundos interior e exterior estão muito mais ligados do que podemos perceber e o trabalho feito em um deles alimenta o trabalho do outro.
“o que está em cima é como o que está em baixo”



FASES DO PROCESSO ALQUÍMICO
1. NIGREDO
“Quando vires o negro alegra-te, pois é o início da tua obra”.
É o que acontece no início da análise: opostos entrando em guerra. O dragão está dentro do vaso hermético onde nada entra nem sai.

2. ALBEDO

Para os alquimistas o branco é a luz celestial, a clareza e o entendimento.
É a fase da análise em que já se compreende, mas de forma ainda intelectual.

3. CITRINITAS
O amarelecimento vai ajudar a tirar a brancura da albedo, o monoteísmo do branco, nos fazendo encarar o mundo sem vê-lo apenas como projeção.
Páginas, dentes ou dedos amarelados que remetem à putrefação ruína e decadência.
O amarelecimento não somente deteriora a psicologia branca da albedo como inicia a conversão do interior para o exterior.

4. RUBEDO

Leva sempre a alguma meta. É quando se sai do intelecto e volta para o mundo, para o corpo, para vivenciar o social; sai da esfera privada para a pública; é o sol renascido; é o vermelho - só o sangue pode reavivar.

“Na linguagem dos alquimistas, a matéria sofre até que o nigredo desapareça, quando a aurora será anunciada pela cauda do pavão e um novo dia nascerá, o leukosis ou albedo. Mas nesse estado de “brancura” não se vive, na verdadeira acepção da palavra; é uma espécie de estado ideal, abstrato. Para insuflar-lhe vida, deve ter “sangue”, deve possuir aquilo a que os alquimistas chamam o rubedo, a “vermelhidão” da vida. Só a experiência total da vida pode transformar esse estado ideal do albedo num modo de existência plenamente humano. Só o sangue pode reanimar o glorioso estado de consciência em que o derradeiro vestígio de escuridão é dissolvido, em que o diabo deixa de ter uma existência autônoma e se junto à profunda unidade da psique. Então, o opus magnum está concluído: a alma humana está completamente integrada”.
Carl Gustav Jung

A escolha do momento oportuno

Para os alquimistas toda pressa era motivada pelo demônio; apressar-se viola a evolução gradual de acordo com o tempo. Viver de acordo com o tempo faz diferença entre o sucesso e o fracasso. 

“todos os que buscamos essa Arte 
não podemos atingir resultados úteis
 senão com um alma paciente, laboriosa e solícita
 com uma coragem perseverante
e com uma dedicação contínua”.
“aqueles que possuem esse mistério 
serão objeto de escárnio dos homens
 e serão olhados com uma atitude de superioridade”

Isso é o trabalho da psicoterapia: ninguém que se encontre fora dele consegue entender, será desdenhado e ridicularizado, pelo ponto de vista do coletivo convencional, quer de outra pessoa quer da própria sombra de quem estiver envolvido.

Banho Maria
Maria Profetisa, a primeira alquimista, nascida no século I ou II d.c., inventou um método de aquecimento suave e gradual, o banho maria. Usado como metáfora alquímica, ele indica que o início da análise deve ser lento. O analista deve ter a sensibilidade de perceber a temperatura adequada para o paciente suportar conscientizar-se de seus complexos.
Os alquimistas achavam que não tinham controle sobre as operações e que não eram responsáveis por fazê-las funcionar. Eram, sim, responsáveis por manter um fogo adequado, estimulando as substâncias em sua própria transformação natural e orgânica. Isso corresponde ao papel do terapeuta, sua atividade é controlar o calor do setting analítico, este deve estar a uma temperatura precisa para que os processos interiores comecem a ocorrer. Se o calor for excessivo, a obra se arruina e, se for escasso, não consegue promover os processos necessários. Assim era a regulação do calor para os alquimistas diante do processo de transmutação do chumbo em ouro.

Na alquimia, 
sujeito e objeto se misturam. 
O herói se relaciona com o dragão 
e chega a ser fecundado por ele ao invés de matá-lo. 
A retórica da alquimia 
é como bem receber o dragão
 (o inconsciente, o sintoma, aquilo que fala); 
não é a retórica do ego heróico,
 mas do ego imaginal, aquele que realmente
 ouve o inconsciente.
 
Dragão Alquímico

Minha foto
Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Mãe, mulher, às vezes criança, outras vezes "maluca-beleza"... às vezes trabalhadora, outras meio preguiçosa... às vezes artista, outras intelectual... exagerada, às vezes obsessiva, sábia, boba, vivida! Não sou uma só!!! Sou solteira e tenho um filho que AMO mais do que tudo no mundo e que já está com 18 anos (em 2010). Tenho 3 cachorros que adoro e uma família grande e querida: pai, mãe, 3 irmãs, cunhados, sobrinhos, primos, tias... Também tenho muitos e queridíssimos amigos. Sou pedagoga, astróloga, arteterapeuta e psicóloga. Sou bastante idealista e amo tudo que faço. Sou uma buscadora, inquieta, questionadora, curiosa e sensível, ora entusiasmada e ora mais contemplativa e hibernando no meu mundo... Tenho mil interesses, amo todas as artes, não sou convencional, amo a liberdade, sou muito afetiva e tento não ser nem um pouco preconceituosa nessa vida. Pra começo de conversa... essa sou eu! Beijos a todos...quarta-feira, 3 de outubro de 2007
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 Fonte:
http://reginamilone.blogspot.com.br/2007/10/jung-e-alquimia.html
Sejam felizes todos os seres. Vivam em paz todos os seres. 
 Sejam abençoados todos os seres.
 
 

C G. JUNG E A TRADIÇÃO GNÓSTICA





  




C. G. Jung e tradição gnóstica:
Psicologia gnosticismo gnosis, e junguiana

    
Introdução

    
Ao longo do século XX, a disciplina de psicologia profunda ganhou destaque muito. Entre os psicólogos profundidade que têm demonstrado um interesse acentuado e informado no gnosticismo, um lugar de destaque sinal pertence a CG Jung. Jung foi fundamental para chamar a atenção para a biblioteca de Nag Hammadi de escritos gnósticos em 1950 porque ele percebeu a relevância excepcional psicológico de idéias gnósticas.

    
O estudioso notável de gnosticismo, G. Filoramo, escreveu: "reflexões de Jung tinha sido imerso no pensamento dos gnósticos antigos, de tal forma que ele os considerava os descobridores virtuais de" psicologia profunda "... Gnose antiga, embora em sua forma de religião universal, em certo sentido, antecipa, e ao mesmo tempo ajudou a esclarecer, a natureza da terapia junguiana espiritual.

 " À luz de tais reconhecimentos 
alguém pode perguntar:
 "É o gnosticismo uma religião ou uma psicologia?"
 
 A resposta é que ele pode muito bem ser ao mesmo tempo. A maioria dos mitologemas encontrados nas escrituras gnósticas possuem relevância psicológica e aplicabilidade. Por exemplo, o cego e arrogante demiurgo criador-tem uma estreita semelhança com o ego humano alienado que perdeu contato com a Auto-ontológica. Além disso, o mito de Sophia lembra de perto a história da psique humana que perde sua conexão com o inconsciente coletivo e precisa ser resgatado pelo Self. Analogias desse tipo existem em grande profusão.

    
Muitos ensinamentos esotéricos proclamaram:

 "Como é em cima, assim é embaixo". 

 Nossa natureza psicológica (o microcosmo) reflete a natureza metafísica (o macrocosmo), assim o gnosticismo pode possuir tanto uma psicológica e uma autenticidade religiosa. Psicologia gnóstica e religião gnóstica não precisa ser exclusiva de um outro, mas podem complementar um ao outro dentro de uma ordem implícita da totalidade.

 Gnósticos sempre declarou que a divindade é imanente ao espírito humano, embora não se limita a ele. A convergência do ensino religioso gnóstico com uma visão psicológica é, portanto, perfeitamente compreensível em termos de princípios consagrados pelo tempo gnósticos.

    
- Stephan A. Hoeller
 O Jung gnóstico
    
e os Sete Sermões aos Mortos

        
Notas Arquivo

            
Em 1982, Dr. Hoeller publicou um estudo de referência sobre CG Jung e sua relação com a tradição gnóstica: O gnóstico Jung e os Sete Sermões aos Mortos. Publicação de Livro Vermelho de Jung em 2009 comprovou as primeiras observações expressas por Hoeller quase três décadas atrás. O gnóstico Jung continua a ser uma importante introdução ao pensamento de Jung e da tradição com a qual Jung sentiu uma fidelidade ao longo da vida: a tradição da Gnose.


            
O trecho seguinte é reproduzido com permissão do autor, e inclui as páginas de 1 a 43 do trabalho publicado. (Tradução Hoeller de Sermones os Mortuos ad Septem, incluídas neste livro, também está disponível em nossa coleção libary.)
Septem Sermones, original page
Jung's original 1916 printing
of the Septem Sermones

        Trecho de:
        
O gnóstico Jung e os Sete Sermões aos Mortos
        
por Stephan A. Hoeller (Quest, 1982)

        
        
Parte 1: A Gnosis de C. G. Jung JungThe gnóstico
        
A Ciência Nascido do  Mistério

        
Neste último quarto do século XX, poucos negariam a verdade da afirmação de que a psicologia profunda tem provado ser uma das mais poderosas forças transformadoras da cultura de nossa era. Emergindo da alienação escuro da consciência que caracterizou o século XIX, a redescoberta do mistério inconsciente dentro da mente humana tornou-se muito parecido com o fermento bíblica que fez todo um mundo novo do aumento espírito diante dos olhos das gerações passadas. O filósofo alemão Martin Heidegger falou uma grande verdade quando chamou o século XIX, a mais escura de todos os séculos da era moderna, ele ainda estava precisamente a esta hora da maior obscurecimento da luz do espírito que os dois gigantes pioneiros do inconsciente, Sigmund Freud e Carl Gustav Jung, nasceram, em 1856 e 1875, respectivamente.

        
Freud era um grande descobridor, destinado a desmascarar muitas coisas. Os psicólogos, assim como o público, ainda são lentos para perceber a dívida de gratidão que devo a ele. Um homem da velha escola estritamente materialista da ciência, a quem apenas dirigiu exigências práticas do laboratório do biólogo nas artes de cura, Freud poderia fazer outra coisa senão usar os padrões de pensamento de sua época. Por uma torção tragicamente irônico do destino, o homem muito cujas descobertas finalmente balançou as próprias bases do racionalismo científico manteve-se acorrentado ao dogma racionalista e reducionista, que guardavam e defendiam com convicção desesperados. Como Moisés, ele não poderia entrar na terra prometida para a qual ele levou os outros, a tarefa da conquista final, portanto, caindo para um homem mais jovem, um novo Josué da mente, cujo nome era Carl Gustav Jung.
        Quem foi Jung e como ele realizar a tarefa suprema de pioneirismo psíquica?(*) Quais foram as fontes de sua visão profética para os recantos mais secretos da alma humana? De onde foi que ele recebeu sua sabedoria?(**)

        
Durante toda a longa vida de Jung (26 de julho 1875 a 06 junho de 1961) as pessoas ficaram intrigados com as insinuações curiosamente esotéricas e mágicas de sua obra. Aqui era um fenômeno até então inédito no mundo da intelectualidade desde a época do Iluminismo. Símbolos e imagens de poder obscuro e antigo foram reanimados do pó dos túmulos os seus milenares. Hereges e alquimistas, místicos e mágicos, sábios taoístas e lamas tibetanos emprestou os tesouros de suas buscas arcanas para a magia da moderna Suíça Hermes.

 Lá se foram as preocupações mundanas, personalistas da psicanálise mais cedo, com traumas de infância e os seus caprichos infantis, e os deuses e heróis do passado não eram mais consideradas como as máscaras glorificadas de desejos infantis e terrores. Como Vênus decorrente da espuma do mar, ou Athena brotando da testa de Zeus, os arquétipos surgiu a partir da materia prima do inconsciente coletivo, os Deuses mais uma vez caminhou com os homens. Acima destas águas primitivas criativas da psique moveu o espírito de um homem, o gênio de Jung. Bem pode a maravilha letrados e sábios se espantará, para uma nova era da mente havia chegado.

        
Para aqueles informados sobre as disciplinas arcanas e teorias da tradição realidade alternativa, às vezes chamado a filosofia perene, ou teosofia (sabedoria divina), logo ficou claro que certos paralelos existia entre os ensinamentos de Jung e que para eles foi muito conhecida como o caminho da iniciação. Como o poeta e diplomata observou esotérico, Miguel Serrano, observou em seu trabalho seminal pequeno, CG Jung e Hermann Hesse, era como se houvesse uma segunda língua subjacente a primeira em toda a obra de Jung. O analista chegou a ser um hierofante dos mistérios, enquanto o paciente tornou-se um neófito, ou discípulo. A doença revelou-se como uma condição dividida ou incompleta e saúde como um estado de plenitude espiritual. Psicologia analítica começou a aparecer como um diálogo entre o indivíduo eo universo, sem destruir a personalidade ou o ego após a moda de alguns budistas e hindus teorias.

        
As fontes de obra de Jung permaneceu um assunto de conjecturas por muitas décadas. Durante sua vida Jung envolta as origens de suas descobertas em um manto de cautela, que muitas vezes beiravam a ocultação hermética. Ele disse repetidas vezes que tudo o que ele escreveu foi baseado em evidências empíricas, indicando que não importa como esotérico e místico muito de seu trabalho apareceu, ele sempre repousava sobre a experiência no campo psicológico. A maioria das pessoas levou isto para dizer que Jung tratou muitos pacientes, que também teve acesso à pesquisa prática de muitos de seus colegas mais jovens, e que seus livros eram, sem dúvida o resultado de dados recolhidos a partir destas fontes. 

Claro, houve rumores que declararam que ele era um cientista de fato muito pouco convencional, e que ele associado com os astrólogos e os homens da religião. Foi também sussurrou que ele próprio, teve experiências ocultas e estranho, viu fantasmas e consultou os oráculos.

        
Não era até depois da morte de Jung em 1961 e especialmente após a publicação de seus fragmentos autobiográficos notáveis, Memórias direito, Sonhos e Reflexões, que um fluxo contínuo de revelações cada vez mais ousados ​​começaram a jorrar das penas dos seus discípulos e de publicado postumamente notas e cartas de próprio Jung. A partir dessas divulgações diversas ficamos a saber que entre 1912 e 1917 Jung passou por um intenso período de experiência que envolveu uma enorme inundação de sua consciência a partir de dentro por forças que ele chamou de arquétipo, mas que épocas anteriores teriam declarado ser divino e demoníaco.  

Uma certa quantidade de informações 
sobre essas experiências Jung comunicado em confiança
 para vários de seus associados, mas sem dúvida ele teve 
muito mais do que ele jamais revelou, 
na verdade mais do que nunca será divulgado.  
 
O grande explorador chamado frequentemente esta experiência, ou melhor, ciclo de experiências, sua Nekyia, usando o termo pelo qual Homero descreveu a descida de Ulisses ao submundo. (Veja James Kirsch, "Remembering CG Jung, em Perspectivas Psicológicas, vol. 6, p. 57) Neste momento, assim nos é dito, retirou-se atividades mais externas, com exceção de um pouco de sua prática psiquiátrica. Ele é mesmo relatou que durante este período, ele não leu nenhum livro, certamente um grande evento na vida de um estudante tão ávido de toda forma de literatura. Embora ele não tenha lido, ele escreveu. 

Sua escrita neste momento consistiu dos registros . de seus estranhos, experiências interiores que encheram 1.330 páginas manuscritas, ilustradas por sua própria mão Sua escrita neste momento mudou para aquele que foi utilizado no século XIV; seus quadros foram pintados com pigmentos que ele mesmo fez, depois da moda do . artistas de eras passadas

 Ele tinha algumas das pinturas mais bonitas e escrituras encadernadas em couro vermelho e mantidos em um lugar de honra entre os seus pertences;., portanto, eles se tornaram conhecidos como o Livro Vermelho Segundo testemunhas, os escritos deste período de sua queda vida em duas categorias distintas, alguns são brilhantes e angelical, enquanto outros são escuros e demoníaca em forma e conteúdo Somos tentados a dizer que Jung, à maneira de outros mágicos, passou por experiências pertencentes às categorias de Invocação de Teúrgica. deuses e de Evocação Goética dos espíritos e que ele manteve um "registro mágico" de cada um.


    Livro Vermelho de Jung, folio página 52
    
Folio página 52 do Livro Vermelho de Jung,
    
que foi finalmente publicado em 2009

        
Fascinante como estes fatos sobre a transformação precoce de Jung são, em si, a sua verdadeira importância só é revelada quando percebemos que há evidências de que muito, se de fato não é tudo, de seu trabalho científico pode ser baseada em revelações visionárias. O adjetivo muito repetida empírica, caracterizando as fontes de trabalho de Jung, assim, aparece em uma luz inteiramente nova. Ciência psicológica de Jung foi de fato baseada em elementos empíricos, mas estes não foram principalmente de natureza externa, mas consistia em as experiências e as experiências que levou a cabo o seu mundo próprio segredo, nas regiões ocultas do seu mais profundo inconsciente. 

 Claro, Jung não é "científico"
 no sentido mais estrito da palavra 
em uso hoje em que ele não controlar variáveis 
​​e conduzir experimentos cuidadosos e repetíveis. 
 
 Sua "ciência" consistiu no desenvolvimento de um corpo sistematizado de conhecimentos derivados da observação e estudo e descoberta de princípios e de significado por trás da área de seus estudos, utilizando padrões científicos da objetividade. Ele (e Freud) têm um aliado moderno científica aceitável na fenomenologia, cujos proponentes considerar os diferentes modos de consciência humana como seus dados primários e hipóteses de construto, teorias e explicações baseadas nestes.

        
Pode ser útil lembrar que Freud realizou grande parte de sua pesquisa de forma semelhante a de Jung. O médico vienense grande descobriu os segredos dos sonhos por meio de analisar seus próprios sonhos, e na verdade ele permaneceu, talvez, nunca o psicanalista só submeter-se a análise por mais ninguém, descontando uma breve discussão de alguns de seus próprios sonhos com Jung em sua viagem comum americano. 

 Jung não estava sozinho na busca da companhia dos ocultistas e místicos não convencionais, para Freud era um visitante ávido das assombrações dos adivinhos, e amizade nutrido uma importante com um cientista excêntrico chamado Wilhelm Fliess. (Veja Ernest Jones, vida e obra de Sigmund Freud) Somos tentados a caracterizar Jung como um supremamente racional anti-racionalista, enquanto Freud poderia ser chamado de um racionalista muito irracional. No entanto, ambos estavam buscando a mesma coisa: "Mais Luz" (famoso de Goethe Mehr Licht), sobre os mistérios da psique.
        Em 1917, na conclusão de sua grande descida em seu submundo pessoal, espiritual, Jung se deparou com uma escolha portentosa.

 Ele poderia ter tomado suas revelações pelo valor de face, talvez as publicou como uma espécie de off-beat tomo religiosa, e, assim, juntou-se às fileiras dos grandes escritores ocultistas de seu tempo como a HP Blavatsky e Rudolf Steiner. Em vez disso, Jung decidiu permanecer dentro do campo da sua disciplina escolhida científica, psicologia ou seja, profundidade, mas não sem utilizar as 1.330 páginas de misterioso e arquetípico de material revelador para enriquecer seu trabalho científico. 

 Há uma boa razão para suspeitar que Jung, ao longo de toda a sua vida, continuou a chamar a este registro de conhecimentos secretos e incorporar elementos dele em seus vários livros como ele considerado apto. Há evidências incontestáveis ​​disponível que ele fez isso no caso de a primeira grande obra que ele foi o autor depois de sua transformação pessoal, ou seja, seu livro Tipos Psicológicos, publicado em 1921.  

Embora aflito com tosse contagiosa e, portanto, isolado de seus pacientes habituais, que ditou o manuscrito para este trabalho a um ritmo incrivelmente furioso, completando as 583 primeiras páginas em seis semanas. Em seguida, ele confessou o poeta holandês Roland Holst Tipos Psicológicos que foi escrito inteiramente na base do material contido em trinta páginas de seu Livro Vermelho. (Relatado por G. Quispel em uma palestra na Conferência Panarion primeiro estudiosos junguianos, em Los Angeles em 1975.)

        
Como se poderia esperar, Jung manteve um contato constante com as fontes misteriosas que inspirou seu livro Red ao longo de sua vida. Ele permaneceu um inspirado alguns poderiam dizer-revelador-assombrada para o resto de seus dias. Seu trabalho científico nunca representou um compartimento de sua existência que seria ou poderia ser separado de sua vida mística e profética, os dois foram primorosamente e inexoravelmente interligadas.

 Jung místico guiados e inspirados Jung o cientista, enquanto o médico e psicólogo fornecido equilíbrio e bom senso para estabilizar e tornar prático as mensagens dos deuses arquetípicos e demônios. Assim foi o trabalho de época de Carl Jung concebido e executado. Em ambos o seu conteúdo e intenção, que era um exemplo do princípio precioso da coniunctio oppositorum, a união das polaridades que já produz o elixir da significado último.

        
O corpus contendo experiências originais de Jung sobre o inconsciente a partir do período de sua grande transformação nunca foi disponibilizado ao público por ele. A atitude de seus herdeiros parece ser, se alguma coisa, ainda mais secreta, a este respeito do que Jung tinha sido. Ele aparece no momento da escrita destas palavras (1982) que qualquer esperança ou expectativa pode-se alimentar para a publicação deste material não é susceptível de ser cumprida por algum tempo para vir.  

Assim ficamos com trabalhos científicos de Jung e muito mais muito pouco. Ainda assim, nesta categoria de mais descobrimos, pelo menos, um documento notável que nos diz muito sobre as origens da psicologia de Jung. Este é um trabalho pequeno, pouco mais de uma monografia diminutivo, embora o significado de seu conteúdo pode facilmente elevá-lo a um item de grande importância no estudo da mensagem de Jung e missão. O trabalho que nos referimos é conhecido como Os Sete Sermões aos Mortos.
        
        
Pregando aos Mortos
        
Carl Jung permitiu a publicação de apenas um fragmento solitário da grande quantidade de material arquetípico que ele escreveu sob a inspiração de misterioso no início de sua carreira. Ele foi escrito em um curto espaço de tempo algures entre 15 de dezembro de 1916, e 16 de fevereiro de 1917. De acordo com a declaração de Jung em seus fragmentos autobiográficos, foi escrito em três noites. (Veja CG Jung, Memórias, Sonhos, Reflexões, Aniela Jaffé, ed.) 

A escrita deste pequeno livro foi anunciado por eventos estranhos e estava repleta de fenômenos de natureza parapsicológica. Primeiro, vários filhos de Jung viram e sentiram entidades fantasmagóricas na casa, enquanto ele próprio sentiu uma atmosfera sinistra ao redor dele. Uma das crianças teve um sonho religiosamente colorido e um pouco ameaçador, envolvendo tanto um anjo e um demônio. Então, era uma da tarde do domingo campainha tocou violentamente. O sino pode realmente ser visto para se mover freneticamente, mas ninguém visível foi o responsável pelo ato.

 Uma multidão de "espíritos" parecia encher a sala, na verdade a casa, e ninguém conseguia respirar normalmente no corredor infestado de assustar. Dr. Jung gritou com voz trêmula e perturbada: "Pelo amor de Deus, o que no mundo é esse?"

 A resposta veio num coro de vozes fantasmagóricas:

 "Temos de voltar de Jerusalém, 
onde não encontrou o que procurava."
 
 Com estas palavras, o tratado, que tem direito, em latim Septem Sermones ad Mortuos, inicia e depois continua em alemão com o subtítulo: 

"Sete exortações aos mortos,
 escritas por Basilides em Alexandria, 
a cidade onde Oriente e Ocidente se encontram."
 
  Mesmo uma leitura superficial do tratado revela que está escrito na forma de gnosticismo do segundo século e utiliza em grande parte a terminologia da época. O subtítulo, revela o nome do famoso sábio gnóstico Basilides, que ensinou em Alexandria, no Egito Helenístico em torno do ano 125-140 AD. Para Basilides, de fato, não Jung parece atribuir a autoria do documento em si, sugerindo para alguns um elemento da mediunidade e (ou) escrita automática. A este respeito, pode ser necessário lembrar que durante muitos séculos, era costume para os autores de literatura espiritualmente enfraquecida não assinar seus próprios nomes para essas obras, mas para atribuí-los poeticamente a alguém que eles consideravam a ocupar uma posição superior à sua. 

 O Zohar célebre cabalista do corpus é, portanto, ficticiamente atribuída a Rabi Shimon ben Jochai, seu verdadeiro autor é desconhecida. É mais que provável que CG Jung utilizou este exercício honrado em humildade poética ao usar o nome de Basilides como o autor dos Sermões. No entanto, o elemento parapsicológico contido nos fenômenos que cercam a redação do tratado foi livremente reconhecido e enfatizado por Jung, chegando ao ponto de se aplicar a ele as palavras de Goethe na segunda parte do Fausto: "Ele anda no estrangeiro, está no ar! " Uma coisa é certa: este é um trabalho incomum, escrito na maioria das circunstâncias incomuns.

        
A importância dos Sete Sermões dentro do contexto do pensamento junguiana é uma questão em que as opiniões divergem. Quando Jung foi questionado sobre isso mais tarde na vida, ele resmungou, chamando-a "indiscrição juvenil". Alguns de seus discípulos mais conservadoras, como Aniela Jaffé, tendem a perpetuar o mito de uma "indiscrição juvenil", enquanto outros se sentem de forma diferente. ML von Franz, um discípulo mais importante de fato, afirmou que, enquanto Jung referiu-se à publicação dos Sermões como uma tolice juvenil, isso não significa incluiu as concepções que elas continham. 

 Um painel de estudiosos junguianos, reunidos na conferência Panarion primeiro em Los Angeles, Califórnia, em 1975, concordaram que os Sete Sermões são nada menos que "fonte e origem" da obra de Jung, ea CG apresentam centenário Jung, que percorreu o mundo na época de seu aniversário de 100 em 1975, mostrou a primeira página da edição original dos Sermões, descrevendo-os como segue: 

"A" Septem Sermones ad Mortuos '
representam um resumo das experiências de Jung 
com as imagens do inconsciente. "  
 
Ainda mais significativamente, o próprio Jung foi no registro sobre o conteúdo do Livro Vermelho e os Sermões, afirmando que todas as suas obras, toda a sua actividade criativa veio de essas visões e sonhos iniciais, e que tudo o que ele realizou no final da vida já era neles contidas. Estas são palavras em que dificilmente se poderia referir a uma mera indiscrição juvenil!

        
O tratado, pequena poética foi publicado privadamente por Jung para o deleite de um círculo de amigos, o texto alemão em breve a ser traduzida em Inglês por HG Baynes. Ele foi incluído no apêndice da edição original em alemão de Memórias, Sonhos e Reflexões, publicado pela Verlag Rascher em Zurique, em 1962, mas omitiu a partir da edição Inglês publicado simultaneamente pela Pantheon Books.

 Esta omissão deliberada só pode ser explicado como uma evidência adicional da suspeita well-known do espírito europeu contra os povos de língua Inglês com sua tendência a confundir e interpretar mal qualquer coisa que beira o místico eo oculto. No entanto, um artisticamente concebido volume, separado dos Sermões também foi publicado por Stuart & Watkins, em Londres, que contém a tradução de Baynes. Assim, há várias edições em circulação, por agora, garantindo luz sobre o texto em si.

        
Há certamente foram os acontecimentos ao longo da carreira de Jung, quando ele poderia ter facilmente lamentou a indiscrição juvenil de publicar o seu pequeno volume de visões arquetípicas. Um incidente como causa a formidável e Jeová como Martin Buber, que nunca se deu bem com Jung, e que, além disso, conseguiu atrair um dos mais queridos discípulos de Jung longe dele e em seu próprio campo. Este discípulo infiel, cujo nome era Martin Trub, deu uma cópia dos Sermões para Buber, cuja Antigo Testamento a ira subiu para proporções tremendas em vista do que ele considerava ser heresias gnósticas de Jung. Buber repetidamente atacado e Jung em seu livro Eclipse de Deus gravemente o acusaram de ser um gnóstico. 

 Jung foi mais preocupado com o assunto e fez uma resposta um tanto ambíguo, negando e afirmando sua própria Gnosticismo no mesmo fôlego, como se fosse. Outra história curiosa diz respeito ao vencedor do Prêmio Nobel escritor alemão Hermann Hesse e sua Demian romance de época, em que Hesse incorporou muitos explicitamente gnósticas temas-nomeadamente algumas referências aos gnósticos Abraxas arquetípicas Deus, que se assemelham tratamento de Jung sobre a mesma figura nos Sermões .

 Enquanto o gnosticismo foi definitivamente no ar durante as duas décadas entre as duas guerras mundiais, o tipo de gnosticismo defendida por Hesse, em Demian parece tão singularmente junguiano que muitos suspeitaram de uma conexão. Na verdade, um analista junguiano pelo nome de Lang tratados Hesse por volta do ano 1916 e pode facilmente ter passado uma cópia dos Sermões para o então desdobramento jovem gênio literário.

 Uma conexão simpático continuou a existir entre Jung e Hesse por muitas décadas e foi posteriormente imortalizada pelo diplomata chileno e poeta Miguel Serrano na sua adorável volume de CG Jung e Hermann Hesse. Parece que o pequeno livro do gnosticismo poético, ocasionado pela visita dos mortos para Jung, em 1916, teve uma maior influência e provocou uma resposta mais do que até mesmo Jung achava provável. Todas essas respostas, no entanto, em questão um assunto, uma vez obscura e controversa, e este foi do gnosticismo curso.
        
        
O que no mundo são os gnósticos?
        
O gnóstico e gnosticismo palavras não são exatamente características padrão no vocabulário das pessoas contemporâneas. Na verdade, as pessoas estão mais familiarizados com o antônimo de gnóstico, que é agnóstico, que literalmente significa um conhecedor ou não ignorante, mas figurativamente descrever uma pessoa sem fé na religião que ainda gosta de ser chamado de ateu. No entanto, gnósticos foram em torno de tempo antes de agnósticos e para a maior parte parecem ter sido uma categoria muito mais excitante de pessoas do que o último grupo. Em contraposição ao não-conhecedores, eles se consideravam conhecedores-gnostikoi em grego, denotando aqueles que têm Gnose ou conhecimento.  

Os gnósticos eram pessoas que viviam, em sua maior parte, durante os primeiros três ou quatro séculos da era cristã chamada. A maioria delas provavelmente não teria se chamavam pelo nome gnóstico, mas teria se consideram cristãos, judeus ou, mais raramente, ou como pertencente às tradições dos antigos cultos do Egito, Babilônia, Grécia e Roma. Eles não eram sectários ou os membros de uma determinada religião nova, como seus detratores alegaram, mas sim pessoas que compartilhavam entre si, uma certa atitude perante a vida.  

Esta atitude pode-se dizer que consiste na convicção de que o conhecimento directo, pessoal e absoluto das verdades autênticas de existência é acessível aos seres humanos, e, além disso, que a realização de tais conhecimentos deve constituir sempre a realização suprema da vida humana. Este conhecimento, ou Gnosis, não previram como um conhecimento racional de um tipo científico, ou mesmo como o conhecimento filosófico da verdade, mas sim um conhecimento que surge no coração de uma forma intuitiva e misteriosa e, portanto, é chamado em pelo menos um escrito gnóstico (o Evangelho da Verdade), o kardias Gnosis, o conhecimento do coração.

 Esta é, obviamente, um conceito religioso que é, ao mesmo tempo altamente psicológico, pois o significado eo propósito da vida, portanto, parece ser nem a fé, com sua ênfase na crença cega e repressão igualmente cego, nem trabalha com sua extrovertida fazer goodism, mas sim uma visão interior e transformação, em suma, um processo de profundidade psicológica.

        
Se chegamos a imaginar os gnósticos como psicólogos profundidade primeiros, então torna-se claro por que o ensino gnóstico e prática era radicalmente diferente do ensino e prática da ortodoxia judaica e cristã. O conhecimento do coração, para que os gnósticos se esforçou, não poderia ser adquirido por golpear um negócio com o Senhor, mediante a celebração de um tratado ou pacto que garantia física e bem-estar espiritual para o homem em troca do escravo realização de um conjunto de regras. Nem poderia Gnosis ser vencido por apenas fervorosamente acreditar que o ato de sacrifício de um homem divino na história poderia levantar o peso da culpa e frustração dos próprios ombros e garantir bem-aventurança eterna para além dos limites da existência mortal Os gnósticos não negam a utilidade da Torá ou a magnificência da figura do Cristo, o ungido do Deus Altíssimo.  

Eles consideravam a lei 
como necessária para um certo tipo de personalidade 
que exige regras para o que hoje poderia ser chamado a formação e fortalecimento do ego psicológico.
 
 Nem que nega a grandeza da missão do personagem misterioso que nos homens o seu disfarce sabia como o Jehoshuah Rabi de Nazaré. A Lei eo Salvador, os dois conceitos mais altamente reverenciado de judeus e cristãos, tornou-se para o gnóstico, mas meio para um fim maior que eles. Estes tornaram-se incentivos e dispositivos que possam, de alguma forma, ser favorável ao conhecimento pessoal que, quando atingido, não exige nem lei, nem fé. Para eles, como para muitos séculos Carl Jung mais tarde, a teologia ea ética eram apenas degraus no caminho para o auto-conhecimento.

        
Alguns 17 ou 18 séculos nos separam gnósticos. Durante estes séculos o gnosticismo tornou-se uma fé não só esquecida (como um de seus intérpretes, GRS Mead, a chamavam), mas também uma fé e uma verdade reprimida. Parece que quase nenhum grupo foi tão incansavelmente e de forma consistente temido e odiado por quase dois milênios, como os gnósticos eram infelizes. Livros de teologia ainda se referem a eles como o primeiro e mais pernicioso de todos os hereges, e da idade do ecumenismo parece não ter nenhum estendida dos benefícios do amor cristão para eles. Muito antes de Hitler, o Imperador Constantino e seus bispos cruéis começou a prática de genocídio religiosa contra os gnósticos, os seus holocaustos primeiros a serem seguidos por muitos mais ao longo da história.

 A última grande perseguição terminou com a queima de mais de 200 dos últimos dias gnósticos em 1244 no castelo de Montségur na França, um evento que Laurence Durell descrito como o Termópilas da alma Gnóstica. Ainda assim, alguns representantes proeminentes das vítimas do último holocausto não ter considerado a minoria religiosa mais perseguida na história como um companheiro de infortúnio, como os ataques de Martin Buber sobre Jung e sobre o gnosticismo indicar. Judeus e cristãos, católicos, protestantes e ortodoxos orientais (e, no caso da Gnose maniqueísta, mesmo zoroastrianos, muçulmanos e budistas) ter odiado e perseguido os gnósticos com persistente determinação.

        
Por quê? Foi só porque o seu antinomismo ou desrespeito à lei moral escandalizou os rabinos, ou porque suas dúvidas sobre a encarnação física de Jesus e sua reinterpretação da ressurreição provocou a ira dos sacerdotes? Foi porque eles rejeitaram o casamento ea procriação, como alguns de seus detratores alegam? Foram eles abominava por causa da libertinagem e orgias, como outros alegam? Ou será que, talvez, os gnósticos realmente tinha algum conhecimento, e que esse conhecimento está extremamente perigosa para os estabelecimentos eclesiásticos tanto secular?

        
Não é fácil dar uma resposta a esta pergunta, mas uma tentativa deve ser feita, no entanto. Poderíamos ensaio como uma resposta dizendo que os gnósticos diferia da maioria da humanidade, não apenas em detalhes de crença e de preceito ético, mas na sua opinião, mais essencial e fundamental da existência eo seu propósito. Sua divergência era um radical, no sentido da palavra, pois voltou para a raiz (do latim: Radix) de suposições da humanidade e atitudes em relação à vida.  

Independentemente de suas crenças religiosas e filosóficas, a maioria das pessoas nutrem certos pressupostos inconscientes relacionados condição humana que não se originam da formativa, as agências focadas de consciência, mas que irradiam a partir de um substrato, profundo e inconsciente da mente. Esta mente é governada pela biologia, em vez de pela psicologia, é automático e não sujeito a escolhas conscientes e insights. O mais importante entre estes pressupostos, o que pode ser dito para resumir todos os outros, é a crença de que o mundo é bom e que a nossa participação nele é algo desejável e, por fim benéfico.

 Esta suposição leva a uma série de outros, os quais são mais ou menos caracterizada pela submissão para as condições externas e para as leis que parecem governá-los. Apesar inúmeros eventos ilógicos e malévola de nossas vidas, as sequências incríveis, subprodutos maneiras, insanidades repetitivas da história humana, tanto coletiva e individual, vamos acreditar que seja nossa obrigação ir junto com o mundo, pois é, afinal, o mundo de Deus e, portanto, ele deve ter sentido e bondade escondido dentro de suas operações, não importa o quão difícil de discernir.  

Assim, devemos continuar cumprindo nosso papel dentro do sistema que pudermos, sendo filhos obedientes, maridos, esposas diligentes obediente, talhos bem-comportados, padeiros, candlestick-makers, na esperança de que uma revelação do sentido, de alguma forma sair desta vida sem sentido de conformidade.

        
Não é assim, disse que os gnósticos. Dinheiro, poder, os governos, o aumento das famílias, pagamento de impostos, a cadeia interminável de encarceramento em condições e obrigações nada disso jamais foi rejeitado como totalmente e de forma inequívoca na história humana como eram pelos gnósticos. Os gnósticos nunca esperava que qualquer revolução política ou econômica poderia ou mesmo deveria, acabar com todos os elementos iníquos do sistema em que a alma humana está aprisionado. Sua rejeição não era de um governo ou forma de propriedade em favor de outro, mas sim que se referia a toda a sistematização predominante de vida e experiência. Assim, os gnósticos eram, na verdade, conhecedores de um segredo tão terrível e mortal que os governantes deste mundo, isto é, os poderes secular e religioso, que sempre lucraram com os sistemas estabelecidos da sociedade, não podia dar ao luxo de ter esse segredo conhecido e, ainda menos, de tê-lo publicamente proclamado em seus domínios.

 Na verdade os gnósticos sabiam alguma coisa, e foi esta: que a vida humana não cumpre a sua promessa dentro das estruturas e instituições da sociedade, para todos estes são na melhor das hipóteses, mas projeções sombrias de um outro e mais realidade fundamental. Ninguém chega à sua individualidade, sendo verdadeiro o que a sociedade quer que ele seja, nem fazendo o que quer que ele faça.

 Família, sociedade, igreja, comércio e profissão, lealdades políticas e patrióticas, bem como as regras morais e éticas e mandamentos são, na realidade, não em menos propício para o verdadeiro bem-estar espiritual da alma humana. Pelo contrário, eles são mais frequentemente do que não os próprios grilhões que nos impedem de nosso verdadeiro destino espiritual.

 
Esta característica do Gnosticismo foi considerado herético em tempos antigos, e até hoje é freqüentemente chamado de "mundo negar" e "anti-vida", mas é, naturalmente, a psicologia simplesmente bom, assim como a teologia espiritual bom porque é bom senso . O político e filósofo social pode olhar para o mundo como um problema a ser resolvido, mas o gnóstico, com o seu discernimento psicológico, reconhece-o como uma situação da qual precisamos nos libertar de insight. Para os gnósticos, como psicólogos, não visam a transformação do mundo, mas na transformação da mente, com a sua natural conseqüência, uma atitude mudou em relação ao mundo. A maioria das religiões também tendem a afirmar uma atitude familiar de internalismo na teoria, mas, como resultado de sua presença dentro dos estabelecimentos da sociedade, eles sempre negam na prática. Religiões geralmente começam como movimentos de libertação radical ao longo das linhas espirituais, mas fatalmente acabam como pilares das sociedades próprias, que são os carcereiros de nossas almas.

Se quisermos obter a gnose, o conhecimento do coração que torna os seres humanos livres, devemos separar-nos dos cosmos falsos criados por nossas mentes condicionadas. A palavra grega kosmos, assim como a palavra hebraica olam, enquanto muitas vezes mal traduzida como mundo, realmente denotam mais o conceito de sistemas. Quando os gnósticos, disse que o sistema em torno deles era mau e que a pessoa tinha que ficar longe de, a fim de conhecer a verdade e descobrir o significado, eles agiram, não só como os precursores de inúmeros alienados abandono precoce do São Francisco para os beatniks e hippies, mas também declarou um fato psicológico desde que redescoberta pelos moderna psicologia profunda. Jung reiterou uma visão gnóstica de idade, quando ele disse que o ego extrovertido humano deve primeiro se tornar completamente consciente de sua própria alienação da maior auto antes que possa começar a retornar a um estado de união mais estreita com o inconsciente. Até que nos tornemos completamente conscientes da inadequação do nosso estado e extrovertido de sua insuficiência em relação aos nossos necessidades espirituais mais profundas, não vamos conseguir mesmo uma medida de individuação, através do qual uma personalidade mais ampla e mais madura emerge. O ego alienado é o precursor e uma condição inevitável do ego individualizado. Como Jung, os gnósticos não necessariamente rejeitam a terra propriamente dita, que identificaram como uma tela sobre a qual o Demiurgo da mente projeta seu sistema enganoso. Na medida em que encontramos uma condenação do mundo nos escritos gnósticos, o termo utilizado é inevitavelmente kosmos, ou este aeon, e nunca a palavra ge (terra), que eles consideravam como neutro, se não de pura boa.

Foi com base neste conhecimento, o conhecimento tem em seu coração sobre a aridez espiritual e insuficiência total dos estabelecimentos e valores estabelecidos do mundo exterior, que os gnósticos se baseou para construir tanto uma imagem de ser universal e um sistema de coerente inferências a retirar essa imagem. (Como se poderia esperar, eles conseguiram isso menos em termos de filosofia e teologia do que no mito, ritual e cultivo das qualidades mitopoética e imaginativo de suas almas.)
Como tantas pessoas sensíveis e pensativo, antes e após a sua vez, sentiram-se -se a ser estranhos em um país estranho, uma semente abandonada dos mundos distantes da luz ilimitada.
Alguns, como a juventude alienada da década de 1960 retirou-se em comunas e ermidas, comunidades marginais na borda da civilização. Outros, talvez mais numerosos, permaneceu no meio da grande cultura metropolitana das grandes cidades, como Alexandria e Roma, aparentemente cumprindo seus papéis na sociedade enquanto internamente servir um mestre-in diferente do mundo, mas não do mundo. A maioria deles possuía uma cultura de aprendizagem, e riqueza, mas eles estavam cientes do fato inegável de que todas as aquisições e tesouros tais empalidecem perante a Gnose do coração, o conhecimento das coisas que são. Não é de admirar que o assistente de Küstnacht que, desde a sua infância, procurou e encontrou seu próprio Gnosis, se sentia próximo a essas pessoas estranhas e solitário, estes peregrinos da eternidade, indo para casa entre as estrelas.
Jung eo gnosticismo
    Desde os primeiros dias de sua carreira psicanalítica até o momento de sua morte, Jung manteve um vivo interesse e tinha uma profunda simpatia gnósticos. Já em 12 de agosto de 1912, Jung escreveu uma carta a Freud sobre os gnósticos em que ele chamou de concepção gnóstica de Sofia uma reincorporação de uma sabedoria antiga que pode aparecer mais uma vez na psicanálise moderna. Ele não faltava na literatura que poderia ter estimulado o seu interesse na gnósticos do século XIX para bolsa de estudos na Alemanha (embora quase nenhum outro lugar) dedicou-se diligentemente aos estudos gnósticos. Em parte como reação contra a rigidez da Alemanha de Bismarck e seus intelectuais, bem como teológica efeitos conformistas. inúmeros estudiosos finas (Reitzenstein, Leisegang e Carl Schmidt, entre outros), bem como escritores criativos e poetas (Hermann Usner, Albrecht Dieterich) mergulhou em sabedoria gnóstica, como fez, pelo menos, alguns membros da intelligentsia francesa (M. Matéria Jaques, Anatole França).
Todos os biógrafos de Jung mencionam o seu interesse em assuntos gnóstico. Uma das declarações mais reveladoras a esse respeito é citado por seu associado, de uma só vez, Barbara Hannah, que narra suas palavras sobre os gnósticos:
". Senti como se eutivesse finalmente encontrado um círculo de amigos que me compreendeu"
O biógrafo mesmo também observa que Jung desenvolveu um interesse em Schopenhauer justamente porque o grande filósofo alemão lembrou dos gnósticos com sua ênfase sobre o aspecto do sofrimento do mundo, e que ele aprovou de todo o coração o fato de que Schopenhauer "não falava nem de a providência todo-bom e todo-sábio de um Criador, nem da harmonia do cosmos, mas afirmou sem rodeios que uma underlay falha fundamental no curso triste da história humana ea crueldade da natureza, a cegueira do mundo de criação de Will .. .. " Que todos estes são completamente declarações gnósticos vai sem dizer. Desde o seu interesse em Schopenhauer remonta à sua infância, podemos levar isto para dizer que Jung foi de muitas maneiras um gnóstico "natural", possuindo a atitude gnóstica mesmo antes de ele se familiarizou com alguns dos ensinamentos do gnosticismo.
The leather-bound codices found at Nag Hammadi in 1945

    

Embora Jung bastante cedo em sua vida teve acesso a uma certa quantidade de literatura erudita e poética que estimulou o seu interesse no gnosticismo, ele tinha quase nenhum material de origem primária de natureza gnóstica disponível. Como tantos outros, Jung teve que contar com a fragmentária e, acima de tudo, contas falsamente distorcidos dos pais anti-Igreja Gnóstica, especialmente Irineu e Hipólito, por suas informações sobre os gnósticos. As rodas pesadas de bolsa acadêmica foram, com extrema lentidão e mesmo relutância, apenas os códices encadernados em couro encontrados em Nag Hammadi no 1945beginning aplicar-se aos três códices coptas Codex Agnew (Bruce Codex, Codex Askew) e depois em decomposição em vários museus à espera de ser traduzido e publicado.
Que Jung foi capaz de conseguir o discernimento tanto e extrair tanta informação valiosa favorável ao gnosticismo das polêmicas dos pais heresia-caça da igreja pode ser considerada como uma espécie de milagre em si mesmo.
Contribuição de Jung para estudos gnósticos em geral e para uma interpretação iluminada e contemporânea do gnosticismo em particular, é pouco menos que memorável em escopo e de importação. Que essa contribuição é ainda largamente desconsiderado pelo número crescente de especialistas em gnosticismo dentro do campo dos estudos bíblicos é lamentável, mas não é particularmente surpreendente, tendo em vista o fato de que a maioria desses estudiosos são os produtos de escolas de teologia e escolas de religião ortodoxa de inclinações religiosas.
Além disso, a maioria deles é totalmente desprovido de qualquer apreciação séria da psicologia, especialmente o tipo de psicologia que Jung proclamou. Tem sido dito que a guerra é demasiado importante para ser confiada a generais, e que poderia ser igualmente justo dizer que o gnosticismo é muito valioso de uma tradição a ser remetido para os estudiosos da Bíblia e quibblers sobre as palavras coptas. A falta de atenção e respeito concedido a Jung por alguns desses povos acadêmica é tudo a incrível mais, uma vez que a influência de Jung é quase o único responsável pelo projeto vital da publicação do maior depósito de escritos gnósticos originais já descobertas na história, o GAN Biblioteca de Hammadi.

    Os gnósticos foram prolíficos escritores de lore sagrado. Seus inimigos observaram com desaprovação que os seguidores do professor gnóstico Valentino costumavam escrever um evangelho novo a cada dia e que ninguém entre eles foram muito estimado, a menos que escreveu uma nova contribuição para sua literatura. No entanto, de toda a profusão de textos esta, muito poucos sobreviveram, devido à supressão implacável e destruição da literatura gnóstica por que queimaram livros e caçadores de heresias da Igreja, que com o apoio imperial alcançados ascendência sobre seus rivais. Por muitos séculos não escrituras originais gnósticas foram conhecidas. Não foi até os séculos XVIII e XIX que viajantes como o escocês valente e romântico, James Bruce, começou a trazer de volta para a Europa, do Egito e localidades vizinhas, fragmentos de papiros antigos contendo textos. Embora provavelmente escrito originalmente em grego, esses haviam sido traduzidos pelos escribas gnósticos para o copta, a língua demótica do Egito Hellenistic.
Eruditos coptas, bem como pessoas interessadas em gnosticismo ser raro, a tradução desses textos procedeu a passo de caracol verdadeira do. Então, quase um milagre ocorreu. Em dezembro de 1945, na sequência imediata da Segunda Guerra Mundial, um camponês egípcio, cavando para fertilizantes na vizinhança de algumas cavernas na montanha Jabal al-Tarif perto do Nilo, no Alto Egito, veio em cima de uma coleção inteira de Gnóstica códices. Estes tesouros eram, aparentemente, uma vez que parte da biblioteca do vasto complexo monástico fundado nessa área pelo pai do monaquismo cristão, o monge santo copta, Pacômio.
First page of "Gospel of Thomas" coptic manuscript. (Photo Courtesy of the Institute for Antiquity and Christianity, Claremont Graduate University)
Page of the Gospel of Thomas
found at Nag Hammadi

Primeira página do "Evangelho de Tomé" manuscrito copta. (Foto: Cortesia do Instituto de Antiguidade e Cristianismo, Claremont Graduate University)
Página do Evangelho de Tomé encontrada em Nag Hammadi


    Como seus predecessores, a de Nag Hammadi encontrar foi extremamente lento para ver a luz do dia. As formas pesadas de bolsa foram bastante acelerado, no entanto, pela influência de um homem que não era nem um erudito copta nem especialista bíblico, mas apenas um arqueólogo da alma humana. Este homem era, é claro, ninguém menos que Carl Jung. Jung se interessou no início do Nag Hammadi encontrar, e era amigo de Jung de longa data e colaborador Professor Gilles Quispel, que assumiu a liderança na tradução e publicação dos livros de Nag Hammadi. Em 10 de maio de 1952, enquanto as crises políticas e disputas acadêmico tinha trazido todo o trabalho no manuscrito a um impasse, Quispel adquiriu um dos códices em Bruxelas, e foi a partir desta porção da grande biblioteca que a maioria das primeiras traduções foram feito, assim envergonhar a comunidade acadêmica para acelerar o seu trabalho com muito atraso.
 Este códice, chamado Jung Codex foi apresentado ao Instituto Jung em Zurique, na ocasião do octogésimo aniversário do Dr. Jung, e foi assim o primeiro item da Nag Hammadi a ser abertamente encontrar vistos por estudiosos e leigos fora do turbulento e pouco cooperante meio do Egito na década de cinqüenta. Professor Quispel mesmo foi arquivado como dizendo que Jung foi fundamental para chamar a atenção para, em editorial, a valiosa colecção de manuscritos de Nag Hammadi. Há uma boa razão para suspeitar que, sem influência de Jung desta coleção também poderia ter sido relegado ao esquecimento pela conspiração, aparentemente sempre ativa de abandono escolar. (Para mais detalhes sobre a história da biblioteca de Nag Hammadi e conexões de Jung com ele ver: HC Puech, G. Quispel, WC Van Unnik:. O Codex Jung, Londres, MR Mowbray, 1955)

    Qual foi a verdadeira visão de Jung sobre o gnosticismo? Diferentemente da maioria dos estudiosos, até muito recentemente, nunca Jung acreditava que o gnosticismo ter sido uma heresia cristã dos séculos II e III. Nem ele prestar atenção às intermináveis
​​disputas de especialistas sobre as possíveis origens indianas, iranianas, grego e outras formas de gnosticismo. Mais cedo do que qualquer autoridade no campo de estudos gnósticos, Jung reconheceu os gnósticos para o que eram: videntes que trouxe originais, criações primordiais do mistério que ele chamou de inconsciente. Quando em 1940 ele foi convidado é o gnosticismo filosofia ou mitologia? ele respondeu gravemente que os gnósticos tratado em reais, as imagens originais e que não eram filósofos sincretistas, como muitos assumido.
Ele reconheceu que as imagens gnósticos surgem ainda hoje nas experiências interiores das pessoas em conexão com a individuação da psique, e nisso ele viu a prova de que os gnósticos expressavam imagens arquetípicas reais que são conhecidos por persistir e existe independentemente de tempo ou de circunstâncias históricas. Ele reconheceu no gnosticismo uma expressão poderosa e absolutamente primordial e original da mente humana, uma expressão voltada para a tarefa mais profunda e mais importante da alma, que é atingir a plenitude.
 Os gnósticos, por isso Jung percebeu, estavam interessados ​​em uma coisa acima de tudo a experiência da plenitude do ser. Uma vez que este era tanto seu interesse pessoal eo objetivo de sua psicologia, é axiomático que sua afinidade com os gnósticos e sua sabedoria era realmente muito grande. Essa visão do gnosticismo não se pode limitar ao próprio Jung trabalhos psicológicos, mas logo entrou no mundo dos estudos gnósticos por meio de seu colega de trabalho acima mencionado, Gilles Quispel, que em seu importante trabalho Gnosis als Weltreligion (1951) apresentou a tese de que o gnosticismo expressa , nem uma filosofia nem uma heresia, mas uma experiência religiosa específica que então se manifesta em mitos e (ou) ritual. É lamentável que, efectivamente, mais de vinte e cinco anos após a publicação desta obra, tão poucos tenham apreciado suas implicações significativas.

    Em vista dessas considerações, pode-se, compreensivelmente, a pergunta foi Jung um gnóstico? Pessoas erradas, como Martin Buber, que responderam sim a esta pergunta, implicando assim que Jung era tanto menos do que um cientista respeitável e menos do que um bom homem, na acepção religiosa ortodoxa do termo. Como resultado desse uso pejorativo do termo gnóstico, muitos dos seguidores de Jung, e ocasionalmente o próprio Jung, negaram que ele era um gnóstico. Um exemplo bastante típico dessa cobertura foi uma declaração feita por Gilles Quispel, quando afirmou que
 "Jung não era um gnóstico no sentido comum do termo."
 É muito duvidoso, contudo, que já houve até mesmo um único gnóstico no sentido usual do termo. O gnosticismo não é um conjunto de doutrinas, mas uma expressão mitológica de uma experiência interior. Em termos de psicologia junguiana, poderíamos dizer que os gnósticos deram expressão em linguagem poética e mitológica para as suas experiências dentro do processo de individuação. Em assim fazendo, trouxe uma riqueza de material mais significativo, contendo profundos insights sobre a estrutura da psique, o conteúdo do inconsciente coletivo e da dinâmica do processo de individuação.
Como o próprio Jung, os gnósticos descrito, não apenas os aspectos conscientes e inconscientes pessoal da psique humana, mas empiricamente explorou o inconsciente coletivo e deu descrições e formulações das diversas imagens arquetípicas e as forças. Como afirmou Jung, os gnósticos eram muito mais bem sucedidos do que os cristãos ortodoxos em encontrar expressão simbólica adequada do Self, e suas expressões simbólicas de perto são comparáveis ​​àquelas que Jung formulou.
Enquanto Jung não abertamente se identifica com o gnosticismo como escola religiosa, assim como ele não se identificou com nenhuma denominação religiosa, não pode haver dúvida de que ele fez mais do que ninguém para iluminar o impulso central do imaginário gnóstico e prática simbólica. Ele viu no gnosticismo uma expressão particularmente valiosa da luta universal do homem para recuperar a totalidade. Embora tivesse sido impraticável e indecentes para ele dizer isso, não há dúvida de que essa expressão gnóstica do impulso em direção ao todo foi duplicada uma única vez na história do Ocidente, e que estava no próprio sistema de Jung da psicologia analítica.

    Que tipo de Gnóstica foi Jung? Certamente ele não era um seguidor literal de qualquer um dos antigos mestres da Gnose, que teria sido uma tarefa impossível em qualquer caso, tendo em vista a insuficiência de informações detalhadas sobre esses professores e seus ensinamentos. Por outro lado, ele, como os gnósticos de idade, formulado pelo menos os rudimentos de um sistema de transformação, ou individuação, que foi baseada, não na fé em qualquer fonte externa (seja Jesus ou Valentino), mas o natural , a experiência interior da alma, que sempre foi a fonte de toda verdadeira Gnose.

    A definição do dicionário gnóstico é conhecedor do que um seguidor de alguém que pode ser um conhecedor. Jung foi, certamente, como um conhecedor se alguma vez houve um. Para negar que Jung era um gnóstico nesse sentido equivaleria à negação de todos os dados reconhecidos de sua vida e obra. A indicação mais provável do caráter especificamente gnóstico de orientação de Jung, no entanto, não é outro senão o tratado chamado Sete Sermões aos Mortos, que, pela admissão de junguianos de destaque, é a fonte ea origem de seu trabalho posterior. Quem, senão um gnóstico seria ou poderia escrever uma obra como esses sermões? Quem optar por trajes suas revelações arquetípicas pessoais, que formam o esqueleto da obra de sua vida, no âmbito terminologia e mitológico da Gnose Alexandrina? Quem prefere para selecionar Basilides ao invés de qualquer outra figura como o autor dos Sermões? Quem usaria, com o entendimento de especialistas e finesse, termos como Pleroma e Abraxas para simbolizar estados psicológicos altamente abstratos? Não pode ser, mas uma resposta a estas perguntas: só Gnóstica seria fazer essas coisas. Desde que Carl Jung fez tudo isso e de fato muito mais, portanto podemos considerar Carl Jung um gnóstico, tanto no sentido geral de um verdadeiro conhecedor das realidades mais profundas do ser psíquico e no sentido mais estreito de um reviver moderna do gnosticismo dos primeiros séculos da era cristã.
    
    Jung e a Gnose Pansophic
    De acordo com Morton Smith, o descobridor notável do Evangelho Secreto de Marcos, o termo foi gnostikoi geralmente usado para descrever pessoas de uma platônica e / ou orientação de Pitágoras, embora, é claro, a gnose termo ocorre nos escritos de muitos autores que pertencem a outras escolas ortodoxas, incluindo pais da igreja cristã, como Orígenes e Clemente de Alexandria. A Biblioteca de Nag Hammadi continha cópias Gnóstica de tanto a República de Platão e de tractates herméticos certos que os puristas acadêmicos da vindima contemporânea jamais sonhariam de incluir no corpus gnóstico. Tudo isso fornece evidência para a afirmação de que já nos primeiros tempos, quando as escolas gnósticas ainda estavam vivas fisicamente, o gnosticismo foi caracterizado por uma considerável ecumenismo e elasticidade. Os membros da suposta comunidade gnóstica do Alto Egito provavelmente teriam definido a literatura gnóstica como qualquer escritura espiritualmente valiosa capaz de produzir Gnose no leitor.
Especialistas acadêmicos sobre o gnosticismo podem aspirar ao status de puristas, mas a si mesmos gnósticos nunca foram tal, nem poderiam jamais ser. Assim, em séculos posteriores, após a destruição das comunidades gnósticas originais e de suas escrituras, o espírito gnóstico viveu sob muitos nomes e muitos disfarces, servindo ainda os seus propósitos originais e nunca esmorecer. Enquanto houver uma luz no interior da individualidade mais íntima da natureza humana, e desde que há homens e mulheres que se sentem semelhante à luz, sempre haverá Gnósticos no mundo. Podemos considerar a continuação da presença da Gnose como uma medida muito grande devido à sobrevivência dos arquétipos gnósticos no inconsciente coletivo e à própria natureza dos processos de crescimento e desenvolvimento da própria psique. Jung, sem dúvida, sabia disso quando ele se referiu ao processo de confronto com a sombra (o reconhecimento do inaceitável, ou parte "mal" de nós mesmos) como um "processo gnóstico".
Os pais da Igreja cunhou a frase anima naturaliter Christiana (alma, que é por sua natureza cristã), mas os gnósticos com validade ainda maior poderia ter dito que o conteúdo da alma eo caminho do crescimento são, pela sua natureza gnóstica. 

O caráter 
inegavelmente arquetípico do gnosticismo
 não é a única causa de sua sobrevivência. 

Além do caráter gnóstico do inconsciente, que espontaneamente tende a produzir sistemas gnósticos de realidade, existe também um desenvolvimento histórico e continuidade entre os antigos gnósticos com os seus herdeiros, em períodos históricos posteriores.

O Mani Profeta
The Prophet Mani
Icon of the Prophet Mani
(Oil on panel, by Jan Valentin Saether)

Ícone do Mani Profeta
(Óleo sobre painel, por Jan Valentin Saether)


    Movimentos clandestinos raramente prestam-se como sujeitos para o trabalho do historiador. Obrigado ao segredo pelo ambiente hostil, sua principal preocupação é a sobrevivência, e assim eles deixam relativamente poucos faixas visíveis no solo do tempo. Muito, embora não todos, da história gnóstica após os séculos III e IV é composta de especulação e intuição em lugar de fatos. Ainda nesse tipo de tecido tênue da dissimulação e subterfúgio, de evasões e ocasionais declarações ousadas, certos dados significativos se sobressaem com uma força notável e clareza. Uma delas é a vida eo trabalho do esplêndido profeta persa Mani (215-277 AD), cuja estrela subiu apenas quando o primeiro dos gnósticos diminuiu.

 Mani foi um gnóstico, tanto pela natureza do seu caráter e em virtude da tradição. Quando doze anos, ele foi visitado por um anjo que lhe declarou que ele foi escolhido para grandes tarefas. Na idade de 24 o anjo apareceu a ele de novo e pediu-lhe para fazer a sua aparição pública e para proclamar a sua própria doutrina. O nome persa desse anjo significa gêmeo, e ele era o espiritual irmão-gêmeo, ou eu superior, de Mani. O tratado gnóstico conhecido como Pistis Sophia relata um incidente semelhante na vida de Jesus, que em sua juventude foi visitado por um anjo que se parecia com ele como um irmão gêmeo e com quem Jesus fundiu depois se abraçaram.

 Esses mitos expressam o encontro junguiano entre o ego eo Self, com o consequente união dos opostos. Descobertas recentes parecem indicar, entretanto, que o pai de Mani, Patiq, viajou para a Síria e Palestina e lá se juntou a um grupo de judeus ou Mandaean de caráter gnóstico. Assim, em toda a probabilidade, Mani recebeu uma transmissão gnóstica de seu pai ou de professores de seu pai.

    Mani foi cruelmente executado por um traiçoeiro rei por instigação do estabelecimento Zoroastrian sacerdotal, mas sua religião continuou a florescer em muitas terras por vários séculos e tornou-se o transportador principal da tradição gnóstica. Ainda em 1813, a ordem maniqueísta do Lótus Branco e da Nuvem Negra foi politicamente ativa na China, e parece haver indícios da existência de remanescentes maniqueístas existentes no Vietnã tão tarde quanto 1911. Ao contrário dos professores gnósticos primeiros, Mani era um hábil organizador, e os missionários de sua igreja foram infatigáveis
​​viajantes e pregadores.

 Na Europa, a Gnose maniqueísta ergueu a cabeça duas vezes com negrito poder: uma vez que nas regiões dos Balcãs e da Bulgária Bósnia, onde seus adeptos eram conhecidos como bogomilos, e uma vez no sul da França, onde os seguidores eram conhecidos como cátaros ou albigenses. Embora se afogou em sangue a cada tempo, sua influência penetrou o campo cultural e religiosa em muitos países e ajudou a reforçar a corrente subterrânea de tradições gnósticas, que continuam a sobreviver em sigilo.

    Enquanto os herdeiros espirituais de Mani, assim, levado por diante a sua transmissão gnóstica especial abertamente, mas contra todas as adversidades, várias tradições estritamente secretas continuaram a existir, especialmente na Europa e no Oriente Médio. É com uma dessas tradições ocultas da Gnose que Carl Jung estabeleceu um vínculo mais significativo. A tradição que nos referimos é a alquimia. Em um discurso, proferido na apresentação do célebre Jung Codex da coleção Nag Hammadi para o CG Jung Institute, Jung destacou dois representantes principais da tradição gnóstica, sendo um a Cabala judaica, enquanto o outro que chamou de "alquimia filosófica". 

Jung estava familiarizado com a Cabala e era leitor assíduo de uma de suas maiores obras, a tradução latina do Zohar, traduzido por Knorr von Rosenroth e conhecida como Kabbalah Denudata. A modalidade principal de Gnose a que Jung tornou-se muito em anexo, no entanto, não foi a Cabala, mas alquimia. Ele comentou extensivamente em muitos volumes de seus melhores escritos sobre seu simbolismo intrincado e metáforas esplêndidas transformacionais.

    Muitos se perguntam por que Jung deve ter escolhido a disciplina oculta obscura e longo ridicularizado da alquimia como um dos assuntos favoritos de sua pesquisa. A resposta para o dilema, embora claramente dada pelo próprio Jung, não conseguiu obter a resposta que ele merece. Por cerca de uma dúzia de anos, desde a Primeira Guerra Mundial até 1926, Jung se dedicou com grande entusiasmo para o estudo da literatura sobre o gnosticismo, então, disponível para ele. Apesar do caráter fragmentário e distorcido desse material literário, tornou-se ambos bem informados sobre o gnosticismo e completamente imbuídos de seu espírito, como comprovado pelo conteúdo dos Sete Sermões aos Mortos.

 O que Jung não poderia encontrar no primeiro, no entanto, era uma espécie de uma ponte ou um link que poderia ter ligado a Gnose de idade, com períodos posteriores, incluindo o contemporâneo. Alguns navio Graal-como era necessário em que o elixir precioso, uma vez utilizado por mestres como Valentino e Basilides, foi preservado e em que foi realizado ao longo dos séculos para atrair candidatos a Parsifals gnósticos em nossa própria época. Intuição de Jung declarou-lhe que deve haver tal ponte, como um link de ligação na cadeia de sabedoria, mas ele não conseguia discernir racionalmente onde estava a ser procurado. Então, como de costume, ele foi ajudado por um sonho. * Nela, ele foi levado de volta para o século XVII, quando ainda alquimia floresceu na Europa. Um reconhecimento claro para ele. Aqui, pensou, é o elo perdido da descida da Gnose! 

Assim começou sua grande pesquisa, que o levou a proclamar que a alquimia de fato representou o vínculo histórico com o gnosticismo, e que definitivamente uma continuidade, portanto, existia entre o passado eo presente. Jung declarou que, fundamentada na filosofia natural da Idade Média, a alquimia de um lado formou a ponte para o passado, com o gnosticismo, e no outro para o futuro, a moderna psicologia profunda. Assim aconteceu que uma das marcas significativas de exploração histórica esotérica. Alquimia foi descoberto para ser outra senão a ponte sobre a qual a Gnose de idade atravessou as idades e entrou no mundo moderno como a psicologia junguiana do inconsciente. 

As implicações sobre as conexões do pensamento de Jung com o gnosticismo, embora raramente mencionado no passado, são, todavia, claro, para todos verem. Eles podem ser resumidas da seguinte maneira: Jung poderia ser visto como um gnóstico moderno que absorveu a Gnose, tanto por meio de sua transformação interior e seu estudo que confirma a literatura gnóstica. Ele sabia que, em sua psicologia, ele ia apresentar uma disciplina essencialmente gnóstica de transformação na aparência contemporânea. Ele precisava descobrir uma ligação histórica entre seus próprios esforços e os dos professores gnósticos da antiguidade. Ele também estava na necessidade de uma declaração do método gnóstico de transformação que não era fragmentário, mas que continha um vocabulário adequado de símbolos psicologicamente válidos para serem feitas útil no contexto do estudo da mente humana hoje. Na alquimia, ele encontrou exatamente o que procurava. Assim, a resposta a seus sonhos veio anunciada por um sonho.

    Na alquimia Jung contatou um dos ramos mais importantes do que por vezes tem sido chamado de Tradição Pansophic, ou o património sabedoria que descende de gnóstica, hermética, e Neo-platônicos fontes, através de numerosas manifestações posteriores, até os tempos contemporâneos. Esta tradição Pan-Sophic, ou Theo-Sophic foi reconhecido pelo Jung ter tomado várias formas ao longo dos tempos, mas também ter sido particularmente evidente nos séculos XIX e início do XX dentro do movimento da Teosofia moderna, enunciado pela aristocrata russo e mundo-viajante, Madame HP Blavatsky. Em obras como O Auto Undiscovered e Civilização em Transição Jung reconheceu claramente a Teosofia moderna como uma importante manifestação contemporânea do gnosticismo, e ele comparou a uma cadeia de montanhas submarina espalhando sob as ondas da cultura mainstream, com apenas os picos das montanhas salientes tornando-se visível ao longo do tempo através da atenção recebida pela sra. Blavatsky, Annie Besant, Krishnamurti e outros.

    Como Jung várias vezes enfatizou, o cristianismo ortodoxo (e, deve-se incluir judaísmo ortodoxo também) tem comprovadamente não conseguiu satisfazer as necessidades mais profundas e essenciais da alma da humanidade ocidental. A teologia cristã era muito racionalista, reducionista e insensível aos alcances profundos da alma humana. Como a igreja veio a se aliar a um estabelecimento irremediavelmente não espirituais secular após o outro, de Constantino a Mussolini, assim também o seu espírito atrofiado sob a influência perniciosa da lógica aristotélica e outras estruturas de pensamento que abafou a vontade dos fiéis em direção à transformação psíquica pessoal. Neste clima de aridez espiritual, que persistiu por cerca de 1700 anos, o desejo de individuação freqüentemente voltada para a espiritualidade alternativa da transmissão Pansophic ou Theosophic que, embora não exclusivamente gnósticos no sentido clássico, continham uma grande componente de gnosticismo.

    O século XVII, ao qual Jung viu-se transportado em seu sonho alquímico, foi um dos pontos mais importantes na história do upsurgence dessa tradição alternativa da espiritualidade. Foi nessa época que o movimento chamado por Frances Yates do Iluminismo Rosacruz trouxe a alquimia helenística em um conjunto de cooperação com o gnosticismo judaico da Cabala e com os métodos Theurgicmagical que desceram tanto gnosticismo e neoplatonismo. O maior astro inícia deste contraparte espiritual do Renascimento artístico e literário era um homem com quem Jung sentia uma afinidade estranha e avassaladora interior, Phillippus Aureolus Theophrastus Bombastus Paracelsus de Hohenheim, que como ele era suíço, um médico, e um homem determinado a unir os opostos da ciência e da espiritualidade em uma unidade operativa.

    Embora um homem da Renascença extravagante e gigantesco, cheio de curiosidade científica, bem como com aspiração espiritual-para não falar de apetites físicos e emocionais de proporções igualmente heróicas de Paracelso foi, em muitos aspectos um gnóstico verdade. Combativo, altivo, ferozmente independente (seu mote era "Aquele que pode ser sua própria, não deve ser do outro"), ele nutria um soberano desprezo para o mundo do poder estabelecido dogma, e valores. 

Um andarilho solitário e sem-teto, ele viajou por quase todo o mundo conhecido de seu tempo, e morreu misteriosamente e sozinho em Salzburgo, na Áustria, onde até o seu túmulo foi encontrado vazio em anos posteriores.
 Muito parecido com Jung, ele olhou para a doença como um fenômeno espiritual relacionado com o sentido universal da vida dentro de um cosmos mágicos. Seu epigrama 

"A Magia é uma Grande Invisível Sabedoria-Razão é uma grande tolice Open"
poderia ser facilmente adaptado para caracterizar a descoberta de Jung sobre o significado da racionalidade não do inconsciente, repleto com a sua própria magia simbólica e revelando-se nas maravilhas da sincronicidade.

Em um ponto bastante no início de sua carreira (1929) falando na casa onde Paracelso nasceu em Einsiedeln, na Suíça, Jung repetidamente fez comparações entre a filosofia do médico oculto grande e os ensinamentos do gnosticismo. Jung reconheceu no princípio cosmogênico proposto por Paracelso, e chamou por ele Hylaster, uma forma de o Demiurgo gnóstico ou divindade subordinada à divindade suprema, por vezes, considerado o criador do mal. Ele traçou a visão alquímica das potencialidades arquetípicas escondidos em questão para o conceito gnóstico das Iightsparks dispersos no cosmos escuras.
Com singular clareza, ele percebeu como o oculto materialismo de Paracelso e dos alquimistas era apenas uma nova forma de idealismo aparente extrema dos gnósticos. 

Jung reconheceu que o mesmo processo de transformação que os gnósticos simbolizavam como a viagem da alma através das regiões Æônico apareceu no simbolismo de Paracelso como a transfiguração etapa por etapa da materia escura vista no ouro brilhante da obra alquímica. Embora aparentemente pólos opostos, os gnósticos e alquimistas compartilhavam uma busca comum. Eles também se opuseram um inimigo comum, o cristianismo ortodoxo, que sempre foi incapaz de apreciar tanto as potencialidades de transformação da matéria ou a santidade, autêntico naturalmente inerente, e de fato a divindade, da psique humana.

 Em vez de uma apreciação de uma ou ambas dessas proposições alquímicas e gnósticas, a Igreja escolheu definhar no limbo psicológico composto de lógica aristotélica e pela obsessão semítica com as leis morais e mandamentos. Paracelso e os alquimistas eram caros a Jung, porque nelas ele viu uma poderosa manifestação da Tradição Pansophic que é um descendente do antigo gnosticismo.

    Paracelso, Pico de la Mirandola, Fichino e seus companheiros podem ter iniciado a fusão Pansophic das disciplinas mágico-filosóficas de transformação. No entanto, esta síntese Pansophic ou Theosophic foi trazido para a sua maior realização no século XVII, com os autores desconhecidos da Fama Fraternitatis, Confessio Fraternitatis e O Casamento Alquímico de Christian Rosenkreuz, assim como os escritos e as atividades do Renascimento Inglês ocultistas John Dee, Thomas Vaughan e Robert Fludd. 

O historiador citado, Frances Yates, prova em seus mais convincentes trabalhos eruditos (Giordano Bruno ea Tradição Hermética, assim como A Arte da Memória, O Teatro do Mundo e O Iluminismo Rosa-Cruz) que a arte da Renascença, ciência, literatura e teatro têm uma ligação orgânica com e são, em certo sentido, parte do esforço Pansophic.
   
Jung e o Nono Gnosticismo
        Se se aceita a opinião expressa no acima exposto, ou seja, que Jung desempenhou o papel de um link, autêntica e contemporânea, na cadeia de transmissão que tem sido chamado Pansophic, o núcleo do que é o gnosticismo, em seguida, algumas conclusões serão, necessariamente, sugerem-se . Uma delas é que a psicologia junguiana ou analítico não pode e não deve ficar restrita ao campo da prática psicoterapêutica e teoria, mas que, em vez das vastas implicações culturais e espirituais do pensamento de Jung precisam ser exploradas e implementadas. Esta necessidade é cada vez mais claro quando se considera a montagem resposta generalizada do público à mensagem total de Jung, que é muito maior do que a resposta do público mesmo com a terapia junguiana sozinho

 A comunidade acadêmica de especialistas em literatura, mitologia, religiões comparadas e disciplinas afins, bem como grandes segmentos da educado público leigo, responderam com a maior medida de interesse positivo para idéias de Jung, enquanto as disciplinas médicas e clínicas de psicologia têm permanecido relativamente impressionado e afetado por eles. (Esta avaliação é principalmente para ser compreendida dentro do contexto da vida intelectual da América, mas o quadro europeu se assemelha ao americano a um grau significativo.)

 Nos últimos dois ou três décadas tem havido um aumento fenomenal na popularidade dos livros de Jung , mas o número de praticar psiquiatras e psicólogos na sequência da disciplina junguiana ainda é minúsculo quando comparado àqueles que são ligados a outros modelos psicológicos. "Vox populi, vox Dei" (A voz do povo é a voz de Deus). Pode bem ser que os deuses assim falado pela boca de pessoas em várias áreas da vida e que seu julgamento declara que, enquanto apenas poucos podem recorrer a terapia junguiana, muitos, e talvez todos, podem se beneficiar "de Jung Weltanschauung, "modelo de sua da realidade, ou concepção do mundo.

        Outra conclusão que deve ser considerado é que a mensagem essencial de Jung não pode ser considerada como um fenômeno isolado, contemporâneo, mas sim como uma conseqüência orgânica, ou melhor talvez até o ápice, de uma tradição ilustre espiritual de grande antiguidade, bem como de relevância atemporal. Em suma, as idéias de Jung precisam ser considerados como uma das manifestações mais recentes e da corrente de espiritualidade alternativa que desce dos gnósticos. É de esperar que esta posição vai encontrar os seus críticos e que alguns destes críticos será precisamente as pessoas que são bastante ligados a psicologia de Jung e, em alguns casos, são praticantes de sua terapia. 

Para vincular o nome de Jung de forma inequívoca com a heresia mais abominado da história cristã pode parecer para alguns como um desserviço prestado a Jung e sua psicologia. Talvez os tímidos ea necessidade de coração fraco para ser lembrado que as vantagens imediatas devem frequentemente ser sacrificado para beneficiar objetivos distantes, mas maior. Do que adianta admiradores de Jung se eles deveriam ganhar o mundo inteiro em termos de aceitação e respeitabilidade acadêmica, enquanto o homem moderno em geral ainda vagueia em busca de sua alma perdida?

        O mundo, especialmente o mundo ocidental, está na evidente necessidade de uma nova Gnosis, mesmo de um novo gnosticismo. Fascinante e inspiradora que seja, o gnosticismo antigo de 1700 anos atrás trabalha sob algumas limitações óbvias quando a sua aplicabilidade a problemas espirituais contemporâneos é considerada. No entanto, ao mesmo tempo que deve ser evidente para qualquer estudante sem preconceitos de gnosticismo que ainda tem muito a oferecer à humanidade contemporânea quando é despojado de certos arcaicas e obsoletas características históricas. 

É por causa dessas características que parece imperativo que o gnosticismo não se deve limitar aos interesses limitados de um antiquário do retrógrado. Alguma maneira deve ser encontrada para resgatar o gnosticismo antigo das torres de marfim daqueles que se comprazem mais nas sutilezas de frases copta e grego do que nas realidades de vida da alma, à qual os antigos gnósticos eram de fato dirigindo-se. Parece-nos que forma a pode ser encontrado, e que devem necessariamente ser composto por duas fontes principais.

Jung's First Mandela, based on the experience of the Septem Sermones

    Primeira Mandala de Jung, com base na experiência dos Sermones Septem

        A primeira dessas fontes é o gnosticismo clássico do AD primeiros séculos, com a adição de ampliações significativas trazidas pelas diversas manifestações do impulso dentro da tradição gnóstica Pansophic. O segundo elemento é ninguém menos que theGnosis formulada por Jung. Pode-se considerar provável que autodeclarados puristas de ambos os junguiana e da variedade gnóstica vai resistir o casamento desses dois elementos. Resistências e objeções de tal natureza, no entanto, deve ser visto como de pouca importância quando comparada com os benefícios potenciais a serem obtidos a partir de um conjunto criativo de gnosticismo antigo e moderno, a Gnose de Jung. 

Certamente pode haver pessoas
 que desejam limitar a sabedoria de Jung 
para a pequena arena operacional da sala de consulta, 
assim como haverá outros que insistem em trancar 
o gnosticismo nos arquivos de especialistas acadêmicos 
e nas suas caras e obscuros tratados acadêmicos . 
 
O fato é que a psicologia junguiana profundidade é mais do que uma disciplina terapêutica, assim como o gnosticismo é mais do que uma religião antiga. Ambos são a expressão em seus níveis particulares da realidade existencial de uma gnose, um conhecimento do coração voltado para o núcleo mais profundo da psique humana e tendo como objetivo a transformação essencial da psique.

        Torna-se necessário para nós agora dar alguma expressão para o modelo da realidade tal como aparece nos textos dos gnósticos antigos, e como ele pode ser útil amplificada pela declaração da Gnose moderna que nos é oferecida por Jung. Gnosis é disforme, já que a realidade final é sempre além do alcance conceitual. Foi precisamente essa percepção da realidade última que inspirou os professores e escritores do gnosticismo antigo e atirou-os às alturas incríveis de realização de originalidade, criatividade no campo espiritual. A psicologia moderna e antigo gnosticismo são apenas ponteiros para as verdades que são realmente encontrados na experiência vital de transformação psíquica pessoal. 

A experiência em si é sempre individual e nunca pode ser adequadamente expressa ou interpretada por organizar conjuntos de conceitos e doutrinas, para os conceitos são apenas indícios de semelhanças dentro da experiência. Gnóstico e psicólogo devem estar em guarda contra o perigo de que eles poderiam confundir as fórmulas para a sabedoria, e assim cair no mesmo poço escuro em que a teologia mergulhou de cabeça, e fatalmente.

        Se alguém deve esperar Jung ter construído um novo gnóstico "sistema" no sentido habitual do termo, tal expectativa seria seguramente encontrar com decepção. Jung, de fato, apontou o caminho para um recurso mais importante do novo gnosticismo, quando ele disse que onde o desenvolvimento individual é exigido, todos os métodos devem ser abandonados. Ele considerou como individualidade única, imprevisível e não interpretável. Na sua opinião, todos os seres humanos são desbravadores, cortando seu caminho através de uma densa floresta. 

Os sistemas criados e formas de conhecimento não pode fazer mais do que colocar placas de sinalização e indicar as estradas exploradas que levam até a borda da floresta, onde a tarefa de exploração solitária começa. Assim, disciplinas religiosas e quase religiosa, bem como a psicologia moderna, pode apontar para significativos, situações comuns na busca após a Gnose, mas eles são na realidade apenas uma forma abreviada da linguagem da alma de ser abandonada como o contacto real com o mais profundo camadas de espírito é alcançado. 

O perigo de todos os sistemas é que eles tendem a confundir as palavras que servem como indicadores para as realidades às quais eles apontam. Podemos usar termos de uma derivação gnóstico, como Sophia ou Abraxas, ou por outro lado, podemos empregar termos psicológicos, tais como anima, animus e sombra, mas em todos os casos, devemos ser extremamente cuidadosos que não destiná-las como é conhecido, porque nomeado, portanto, privar-nos de Gnose autêntica. 

A vida nunca é estática
 e a vida interior, pelo menos de tudo,
 de modo que seria imprópria para se referir 
a qualquer gnose definível ou individuação 
como uma conquista final. 
Estamos cada vez tornando-se, mas nunca se tornam. Todos os sistemas devem tomar cuidado ao assumir que eles estão fazendo afirmações verdadeiras sobre a realidade. Quando eles vêm para racionalizar seus símbolos e começar a olhar para eles como verdades, que em breve será fossilizando suas idéias e, assim, em breve destruir o seu valor empírico como sinais no caminho. No portal da Gnose verdade todos os "ismos", mesmo Gnosticismo, deve desaparecer. 

Da mesma forma o psicólogo deve estar disposto a sacrificar sua lealdade a um sistema psicológico quando ele começa a lidar com individuação verdadeira.

        É interessante notar neste contexto que Jung foi bastante crítico dos representantes da tradição Pansophic dentro da era moderna, precisamente por causa de sua tendência frequente para confundir seus próprios símbolos da verdade factual e filosófica. A maioria de seus comentários depreciativos feitos sobre os sistemas de Teosofia e afins devem ser interpretadas sob essa luz. Ocultistas modernos para a maior parte, mesmo assim inclinado, não poderia dar expressão aos seus modelos simbólicos da realidade em linguagem psicológica. Jung, por outro lado, seriamente questionada a utilidade das formulações metafísicas, tais como a deles. Seu esforço era trazer tudo que se apresente metafísica ao que ele chamou de "luz do entendimento psicológico", que ele sentia era muito preferível ao uso de nebulosas power-palavras dos metafísicos acadêmicos e ocultistas. 

Jung, por sua vez, tem sido criticado por esta abordagem por pessoas ligadas às religiões tradicionais, bem como por alguns esoteristas (nomeadamente pela escola de René Guénon e Frithjof Schuon nos últimos anos), e a acusação de "psicologismo" foi feita contra ele por sua tentativa de expressar afirmações religiosas e metafísicas em termos psicológicos, apenas. No entanto, é bastante evidente que Jung agiu como um gnóstico nesse sentido também. 

Para nomear é não saber. A igreja tem substituído a fé, para saber, e alguns metafísicos, assim como muitos esoteristas ter chegado a considerar a especulação e sistematizações elaboradas de terminologia como substitutos para conhecer directamente para si. Para saber, tem que experimentar. 
Este, tanto quanto podemos discernir a partir de agora os documentos gnósticos cada vez mais disponíveis, era exatamente a posição dos gnósticos antigos, razão pela qual elas foram realizadas em descrédito pelos crentes à igreja e especuladores filosóficos também. 

O ocultista que utiliza diagramas elaborados de planos astrais e corpos etéricos generosamente polvilhado com palavras em sânscrito pode ser tão longe de Gnose assim como o psicólogo que emprega inteligentes mapas bidimensionais da psique com expressões mão curtas, como "a sombra", "o anima ", ou" o velho sábio ", como se fossem realidades concretas em vez de ponteiros simbólicos para os mistérios incompreensíveis nos recessos vastas do inconsciente.

        Se não podemos esperar que um "sistema" do tipo convencional para representar a Gnose, que emerge do conjunto das abordagens de antigos gnósticos e de Jung, pode ser pelo menos possível para afirmar certos axiomas básicos que poderiam servir como principais indicadores da mensagem deste Gnosis. A seguir, apresentaremos um breve resumo desses elementos na esperança de que eles podem indicar no breve esboço formar as proposições básicas em torno do qual todos os outros elementos do novo modelo gnóstico realidade pode constelar-se. 

Alguns dos pontos aqui enumerados são baseados em um resumo semelhante pelo falecido Eleanor Bertine em sua obra Contribuição de Jung para o nosso tempo, no qual ela descreve conclusões básicas de Jung sobre o lado religioso da psique.

          
  1. A primeira conclusão é que um elemento pneumático (espiritual, ou mais de pessoal) é uma parte orgânica da psique humana. A Gnosis antiga declarou que o ser humano não é apenas uma criatura de materialidade (hyle) e de um complexo mente-emoção pessoal (psique), mas que há uma terceira potência que habita a alma, que é o espírito (pneuma). É sobre o despertar desse elemento em ação efetiva que depende Gnosis.

 Jung afirmou algo muito semelhante quando declarou que o material inconsciente dos seres humanos, inevitavelmente, revela evidências de alta potencialidade espiritual. Esta componente espiritual é uma fonte de revelações, insights e, finalmente, do impulso em direção ao todo.

         
  2. A segunda conclusão é que esse elemento espiritual transporta em um diálogo ativo com o elemento pessoal da nossa individualidade através do uso de símbolos. O elemento espiritual não é um parceiro silencioso no negócio da vida, mas exige a participação ativa no crescimento e transformação do indivíduo. Ao contrário do complexo mente-emoção, o componente pneumático não se expressa em palavras ou em sentimentos comuns. Sonhos, visões, estados alterados de consciência e aquilo que Jung chamou de sincronicidade experiências são as avenidas mais importantes para estas comunicações simbólicas.

            
3. A terceira conclusão é que os símbolos provenientes do componente pneumático da alma revelar um caminho de desenvolvimento espiritual ou psicológica, que pode ser seguido, não só para trás em direção a uma causa no passado, mas para a frente a uma meta no futuro. Os gnósticos declarou que a condição existencial do ser humano é determinado por dois factores: a descida ou queda da alma humana do mundo de luz no passado, e destino teleológico da alma, que é sua volta a este mundo de luz em glória e vitória. Nós não estamos apenas motivados pelo nosso passado tenebroso, mas também fortemente puxada para a frente e para cima pelo nosso futuro esplêndido. Mainstream cristianismo detém a queda do homem e do conseqüente estado de pecado original responsável por sua condição atual, assim como a psicologia freudiana traça as aflições presentes neuróticas da psique de volta às condições infantis.

 Em contraste,
 Jung considerou que a psique contém 
um sentido interior de seu destino de plenitude,
 e que neste sentido, em larga medida determina
                                       a sua condição atual.
                                                

             4. A quarta conclusão é que antes de um surgimento de Gnosis (ou individuação como Jung poderia chamá-lo) a alma humana é dominada por muitos poderes cegos e insensatos (projeções e compulsões inconscientes). Esses poderes foram miticamente expresso e dado nomes como demiurgoi e arcontes pelos antigos gnósticos. (Demiurgos, ou demiurgo - Formador, ou arquiteto, uma divindade criadora inferior como distinguido do Deus supremo,. Archon - régua, um termo para uma divindade inferior, semelhante ao demiurgo) Embora seja ocasionalmente afirmou que as declarações gnósticas de Jung, como os contidos nos Sete Sermões aos Mortos, não falam de um Demiurgo ou arcontes e, portanto, Jung não poderia ser um gnóstico, parece provável que tais observações são baseadas em uma incapacidade de alguns para apreciar o código sutil em que o gnosticismo de Jung está articulada. 

Não se pode ajudar, mas sinto que os observadores que fazem estas declarações simplesmente não foram capazes de perceber as analogias poderosas e correspondências existentes entre os conceitos de Jung e os mitologemas de Valentino, Basilides e seus companheiros.

 O demiurgo primário no sistema junguiano é, portanto, ao que parece, ninguém menos que o ego humano alienado. Esta individualidade consciente, tendo-se retirado para longe da totalidade original do inconsciente, tornou-se um ser cega e insensata, inconsciente de suas raízes no inconsciente, mas desesperadamente tentando re-criar uma semelhança de todo o mundo, efetuando projeções inconscientes. . 

O ego, portanto,
 parece muito como um intermediário
 entre o reino da ação extrovertida 
e maior a matriz, inconsciente,
 dentro do qual Jung viu todos os fenômenos 
externos que devem ser enraizados.
 
 Como o demiurgo gnóstico, o ego em sua alienada arrogância cega, corajosamente, mas falsamente proclama que "não há outro Deus antes" de que isso é o único determinante da existência verdadeira e que os poderes e potencialidades do inconsciente são irreais ou inexistente. O ego-demiurgo cria o seu próprio kosmos, mas é uma falha e distorcida, na medida em que nele a luz da mais profunda individualidade é obscurecida e contaminada por projeções inconscientes e compulsões. É assim que o ego se torna um verdadeiro demiurgo, o arquiteto tolo de seu próprio mundo insensato.

        Uma vez que na sua maneira singularmente irônico os antigos gnósticos frequentemente identificado o mitologema do Deus criador semita com a sua própria mitologema do demiurgo, e desde que este criador semita, por sua vez tornou-se Deus-Pai para os cristãos e Deus para os muçulmanos, é compreensível que o conceito do demiurgo deve criar ressentimento grave em aqueles que se apegam à imagem de Deus desta divindade. Ao mesmo tempo, deve ser lembrado que uma variedade de mitologemas demiúrgicos aparecem em inúmeras religiões e disciplinas espirituais, indicando que tal idéia não é simplesmente uma aberração excêntrica dos gnósticos abominado. 

A maior sabedoria do Oriente, o budismo, dá uma expressão muito clara deste conceito quando se descreve a figura de Mara, o enganador, que procurou manter Gautama de alcançar a Buddahood. Deve ser lembrado também que o budismo no mesmo fôlego afirma a verdade psicológica que a superação do ego é o ingrediente mais importante na conquista da iluminação. Outros sistemas também dar expressão mitológica freqüente para o reconhecimento de que há um adversário, ou poder de oposição, activa na vida, que parece determinado a impedir ou pelo menos retardar a iluminação da alma, a fim de mantê-lo em algum tipo de cativeiro dentro um universo de escuridão e ilusão. 

A idéia do demiurgo não é uma mera invenção estranha e chocante dos gnósticos, mas uma imagem arquetípica universalmente presente na psique humana e, inevitavelmente, manifesta nos vários mitos de iluminação ou libertação. A má vontade de algumas estruturas religiosas para tirar o mal com seriedade, e com ela a imagem do demiurgo, levou ao empobrecimento psíquico dos seguidores dessas religiões. Qualquer nova gnose ou gnosticismo emergente em nosso mundo contemporâneo seria de necessidade tem que dirigir-se a este fato psíquico importante e dar-lhe alguma expressão útil e criativa em termos atuais. Jung foi, sem dúvida abriu o caminho nesta direção por sua reafirmação psicológica das figurações míticas, uma vez apresentados pelo gnósticos.

           
  5. A quinta conclusão é que a alienação da consciência, juntamente com os sentimentos que o acompanham de medo desamparo, ea saudade de casa, deve ser plenamente vivida antes que ele possa ser superado. Os detratores do gnosticismo clássico sempre acusá-lo de sombrio e "mundo" negando-tendências. Psicologia de Jung também teve sua parte de acusações de melancolia e de uma ênfase excessiva na alienação escuridão e do mal. Mais uma vez, deve recordar-se que existem razões empíricas relacionadas à dinâmica de libertação espiritual que fazem tais atitudes imperativo. 

Uma deliciosa história sobre um paciente de pontos de Jung isso. Ela se viu em um naufrágio sonho em um lamaçal terrível. Overhead apareceu a figura do Dr. Jung serenamente flutuando no éter e severamente abordar o paciente aflito com as seguintes palavras: "Não fora, mas através de" Esta anedota ilustra um princípio mais importante de Jung e sua psicologia, que é bastante semelhante a certos princípios de gnosticismo. A psique deve permitir-se a experiência de terror escuridão, e da alienação, independentemente da dor efetuada pela experiência. O processo de individuação inclui o confronto com a experiência e daquilo que Jung chamou de sombra.

        Este processo de confronto e experiência tem sido caracterizado, mais uma vez pelo próprio Jung como um "processo gnóstico". Outra analogia útil para o processo gnóstico moderno psicológico é a estrutura de quatro vezes do drama grego clássico: agone ou concurso; pathos ou derrota; threnos, ou lamentação, e Theophania, ou uma redenção divinamente realizado. É importante notar que, dos quatro estágios de desenvolvimento, apenas a quarta e última pode ser descrita como agradável e alegre, enquanto os outros três são caracterizados pela luta, derrota e luto.

 É este pessimismo? Sim, mas não significa um pessimismo, sem esperança desesperada. A visão pessimista da condição existencial presente da alma ou psique é mais do que compensado pela esperança de o desfecho potencial máximo de plenitude e redenção. Da mesma forma, na forma clássica antiga do Gnosticismo, o pessimismo chamado cósmico (reconhecimento dos males existenciais da vida no cosmos), foi imputada a gloriosa visão escatológica da libertação da alma das amarras da opressão trevas, e ignorância e seu reencontro com o Pleroma, a plenitude transcendental do ser. 

Os filósofos podem discutir indefinidamente e teólogos pode-se especular em vão sobre as questões abstratas da bondade ou maldade do mundo criado, mas o psicólogo tem pouca razão para duvidar que a psique em direção ao todo aspirante deve primeiro experimentar profundamente e completamente essas condições desagradáveis ​​existenciais de alienação e trevas que por si só pode convencê-lo da verdadeira necessidade para o crescimento. 

O doente inconsciente 
de sua doença é o menos provável 
para buscar meios de cura do que alguém 
que experimenta os sintomas da doença. 

Como Buda ensinou o sofrimento ea cessação do sofrimento, assim junguiana ensino psicológica reconhece que quem não sabe do sofrimento são muito mais propensos a ter seu desenvolvimento interrompido no nível de rasas, preocupações personalistas do que seus companheiros que estão cientes dos fatos de sofrimento. A personalidade neurótica, ressentido e com medo das dores do crescimento da alma, tende a buscar refúgio no auto-engano e, portanto, freqüentemente convence-se que o crescimento é realmente desnecessário, pois as coisas são bastante satisfatórios, assim como eles são no presente.

           
  6. A sexta conclusão nos leva de volta para o processo de Gnose e seu objetivo, pois declara que o objetivo do crescimento espiritual é expressa por imagens de conclusão em um todo, que os gnósticos, muitas vezes chamado de Pleroma (plenitude) e / ou os Anthropos, ou Man Primal e que Jung chamou o Self. Este Self, o representante da plenitude do ser dentro de um contexto individual, é único para cada indivíduo e é formado pela integração do pequeno eu, ou ego, e do inconsciente. Manifesto de vida é de fato um processo de construção da alma.

 O pneuma 
deve criar para si
 um veículo para sua própria libertação
 das amarras terrenas, embora ainda envolvidos
 nas tarefas e os perigos da existência terrena.
 Crucial para esta conclusão é a idéia de que a individualidade autêntica do ser humano não é nem criada nem evoluir de alguma forma darwiniana ou quase darwiniana, mas é alquimicamente integrada dos opostos da luz e escuro, bem e mal, masculino e feminino, o consciente eo inconsciente. Não é por simples extensão ou um caminho linear de crescimento, mas pelo conflito de oposição e eventual reconciliação dos opostos que a plenitude do ser é restaurada dentro da alma individual.

         
   7. A sétima conclusão é que a totalidade, ou Self, que é o resultado final do processo de crescimento espiritual, caracteriza-se por todas as qualidades, como a energia, o valor, santidade, que os sistemas religiosos sempre atribuídas a Deus. Isso não quer dizer que a imagem da divindade intrapsíquica completamente esgota todas as maneiras possíveis em que a presença numinosa, muitas vezes chamado de Deus, pode se manifestar. Ainda assim, 

a imagem de Deus interna é provavelmente o ponto mais útil e praticamente útil de contacto com a totalidade transcendental disponível, e uma, aliás, de que a evidência empírica aparece em nossos sonhos, visões e outras experiências criativas.

           
8. A conclusão oitavo é que o crescimento da alma tem como objetivo um estado de plenitude integrada, em vez de uma condição de perfeição moral. Esta conclusão do pensamento junguiano ligações Jung e seus ensinamentos mais intimamente com o antinomismo muito condenado (a oposição à lei) dos gnósticos. De fato, no gnosticismo antigo encontramos declarações muito claras de um libertarismo espiritual (e não, como freqüentemente alegado, da libertinagem), que diz respeito à pneuma humano individual como superior a e possuindo uma soberania sobre o direito primitivo de "Tu" e "Tu não "promulgada pelo demiurgo. 

Imaginar que um espírito de pura divina poderia ser afetada mesmo, e ainda menos perdidos por causa da transgressão contra as leis mesquinhas de um tirano cósmico parecia ridícula para os gnósticos. Ameaças de retaliação demiúrgica não pode assustar o gnóstico, para o governante do mundo inferior não tem domínio sobre o pneuma que se origina dentro e está destinado a retornar a um reino superior ao seu próprio. Além disso, essa liberdade do espírito do gnóstico é muito mais do que um mero estado indiferente de permissividade, sim, é evidente que o efeito libertador da liberdade de leis e mandamentos externos é em si um valor a ser cultivado, por razões importantes. 

Através de indiferença para com as normas demiúrgica, o gnóstico frustra os projetos dos pequenos, os poderes tirânicos do cosmos e, portanto, faz uma contribuição positiva para a obra da salvação. Liberdade faz para mais liberdade e maior, enquanto a subserviência à lei cega de um demiurgo cego cria a escravidão ainda. Não se pode libertar-se curvando-se ao jugo, mas apenas por quebrá-lo.

        Como um verdadeiro gnóstico, Carl Jung reconheceu que, mesmo na melhor das hipóteses, a bondade é nenhum substituto para a plenitude; freqüentemente dizia que no longo prazo o que importa não é a bondade ou a obediência a leis morais, mas apenas e simplesmente a plenitude do ser. Psicologia gnóstica sempre reconheceu que a divisão artificial ou a divisão além da plenitude do ser nas duas metades do bem e do mal era uma conspiração das forças tirânicas inclinado a manter a humanidade em cadeias. Ao dividir a vida em duas metades separadas e ordenando o ser humano se apegar a uma dessas metades para a exclusão do outro, o poder demiúrgico causou a humanidade a fazer a violência contra o lado sombrio da alma e fez com que os seres humanos condenam a si mesmos a um estado de incompletude e de culpa. 

A fim de restaurar o pleroma, 
ou experimentar a plenitude do ser, 
é preciso conhecer o mal,
 que não é o mesmo que fazer o mal.
 
 Malfeitores no verdadeiro sentido são quase inevitavelmente, pessoas que agem sob uma ou várias compulsões de natureza inconsciente. É, assim, sua própria falta de auto-conhecimento e, com isso sua falta de conhecimento de seu próprio mal, que os obriga a fazer atos anti-sociais e do mal. Conteúdo inconsciente não trazido para a Gnosis de consciência é forçado a viver-se para fora por meio de atos compulsivos realizados pelo ego.

 Como um clássico gnóstico últimos dias manifestou-lo, cada ser humano é na verdade o seu próprio legislador absoluto, bem como a sua própria recompensa e punição. Tal afirmação pode ser reconhecido como válido apenas por pessoas que se emanciparam da busca unilateral de perfeição moral de acordo com as leis e mandamentos externos. Não mais buscando ofensa sob a lei escrita, essas pessoas aprendem a fazer escolhas conscientes morais de seu próprio projeto, ganhando vitórias individuais e sofrendo derrotas seu pessoal de acordo com as constelações apenas da vida psíquica.

        Tais são, de forma breve resumo, alguns dos principais princípios da Gnose, tanto daqueles que antigamente eram chamados de gnósticos, e daqueles que, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo CG Jung, que se familiarizar com a natureza gnóstica da alma humana e seu caminho em direção ao todo. Importante e útil que tais resumos de idéias possam ser, eles não podem servir como substitutos para as imagens originais gnósticas consagrados na visão primária revelou o olho interior do conhecedor inspirado. C.G. Jung era, naturalmente, apenas como um conhecedor. Seu conhecimento foi amplificado por sua educação excelente e seu conhecimento extensivo com a literatura dos gnósticos, mas não se originou nela.

É de suma importância, portanto, que devemos ter um vislumbre de alguns desses insights originais ("imaginationen inicial", como ele os chamava), como ele as escreveu em seu tratado misterioso pequeno, cheio de energia primitiva e inspiração mais profunda, e chamou Sermones por ele Septem ad Mortuos ou os Sete Sermões aos Mortos. 

A parcela restante e mais importante deste trabalho será dedicado ao conteúdo deste tratado poético, apresentado aqui numa tradução para o original, e para a elucidação de sua estranha mensagem à luz das idéias do gnosticismo clássica e da psicologia moderna.

    [Fim do excerto da Parte 1 de Jung  - O gnóstico]

 
The Gnostic Jung

    O Jung gnóstico

    O gnóstico Jung e os Sete Sermões aos Mortos
    por Stephan A. Hoeller



Publicação de Livro Vermelho C. G Jung - Gnose e Novo Aeon

    O Livro Vermelho - de  C.G. Jung é o evento extraordinário muitos de nós temos esperado por décadas, e sua importância não pode ser exagerada.

    
Durante a Primeira Guerra Mundial, Jung entrou uma experiência visionária estendida que ele chamou de "confronto com o inconsciente." Com base nessas visões, que posteriormente desenvolveu suas principais teorias do inconsciente coletivo, os arquétipos, tipos psicológicos eo processo de individuação. Jung focada em transformar a psicoterapia de uma prática relacionada com o tratamento da patologia em um meio para a reconexão com a alma ea recuperação do sentido da vida. No centro desse esforço foi o seu livro lendário Red, um couro grande, encadernado, volume iluminado que ele criou entre 1914 e 1930, que continha a substância de suas visões. Tornou-se o núcleo de seus trabalhos posteriores. Enquanto Jung considerado o Livro Vermelho, ou Liber Novus (Livro Novo) para ser o trabalho central na sua obra, manteve-se inédito até este dia, e não está disponível para estudo e invisível para o público em geral.

    
O Livro Vermelho é melhor descrito como um visionário e trabalho profético, e não simplesmente como um documento de imaginação literária ou científica. É possivelmente a mais influente obra inédita na história da psicologia. Sua publicação é um marco que inaugura uma nova era na compreensão da vida de Jung e de trabalho, que revela plenamente os experienciais, raízes gnósticas da psicologia de Jung.
 
The Red Book on the desk of C.G. Jung
                                O Livro Vermelho sobre a mesa de C.G. Jung

    
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Como Jung afirmou:

        
"Os anos ... quando eu procurei as imagens internas foram o momento mais importante da minha vida. Tudo o resto é para ser derivada desta. Tudo começou naquela época, e os detalhes mais tarde dificilmente importa mais. Minha vida inteira consistiu em elaborar o que tinha irrompeu do inconsciente e inundou-me como um fluxo enigmático e ameaçou me destruir. Esse foi o material e material para mais do que apenas uma vida .... Tudo mais tarde foi apenas a classificação externa, a elaboração científica, bem como a integração a vida. Mas o início numinoso, que continha tudo, era então. "

http://1.bp.blogspot.com/-7vFHbcMqezY/T7kmDXHgnEI/AAAAAAAABao/jJJBqcyxx-0/s1600/@raminhoPicasso..bmp
Pablo Picasso

Li
 Fonte:
http://www.gnosis.org/gnostic-jung/The-Gnostic-Jung.html
Sejam felizes todos os seres. Vivam em paz todos os seres. 
 Sejam abençoados todos os seres.