segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

EUREKA !!! COMO FALAR COM DEUS !!!

 
EUREKA !!!


EUREKA !!!
Agora descobri como falar com Deus
E o mais fantástico obter a resposta!

É só a gente ir ao Jardim
pegar uma mangueira
abrir a torneira

Ah, vá sem roupas
despido de todos conceitos
- silencio profundo.

Aja naturalmente
como qualquer jardineiro
- mire as plantinhas.

Comande o jato d'água
num leque de mil gotínhas
- acaricie a terra e as plantas.

De alma pacificada
volteie bem devagarinho
- até no matinho oculto.

Vendo a alegria nas folhas
cobertas de gotas frescas
mire o sol e agradeça.

Ah, um detalhezinho
talvez faça a diferença
- ouvindo a 40 de Mozart!

Farto, ali no jardim
feliz em dar felicidade
- lave também o Sol.

Talvez por ser meio-dia
o Sol a pino e radiante
- feliz com a minha nudez...

No meu olhar para cima
elevei a mangueira ao máximo
- como a banhá-lo também

E foi daí o espetáculo
eu, cercada de arco-iris
girando  com ele,nua.

Circundada de arco-iris
navegando em plena luz
- a voz de Deus era em mim.

*

Então,meus queridos
a felicidade mais pura acontece
- num simples jatinho de água.

Basta ter uma plantinha
e um nadinha de coragem
- pra agir, girar no arco-iris. 
Então, sem segredo
sair da monotonia
- ficar nú ao meio dia
ao som da beleza de Mozart
 e deixar o corpo inteiro
tomar banho de verdade!


Foi assim que descobri , agora
a sede do Sol e de Deus....
- no mundo.
                                                                          RADEIR
Sejam felizes todos os seres.
Vivam em paz todos os seres.
Sejam abençoados todos os seres.

A ESCOLA DE ATENAS


A  ESCOLA  DE  ATENAS

Salve Regina (1m33.7s - 729 kb)
RAFAEL SANZIO
1509. Afresco, largura da base: 770 cm. Stanza
della Segnatura, Palazzi Pontifici, Vaticano

A pintura representa o pensamento clássico, mas é também dedicada
às artes liberais, simbolizadas pelas estátuas de Apollo e Minerva
 

A Escola de Atenas é uma celebração da filosofia. A cena foi tirada de um local do período clássico, como a arquitetura e o ambiente. Personagens representando cada assunto que deveriam ser mantidos em ordem para dar uma idéia de um verdadeiro debate filosófico — astronomia, geometria, aritmética, e geometria sólida — são mostrados em forma concreta. Os árbitros destas regras, os principais personagens, Platão e Aristóteles, são mostrados no centro da pintura, engajados numa discussão filosófica.


A Escola de Atenas representa a verdade adquirida através da razão. Rafael não criou sua ilustração com figuras alegóricas, como era costume nos séculos XIV e XV. Mas, agrupou personagens solenes de pensadores e filósofos juntos num amplo espaço, numa grandiosa moldura arquitetural.

  Esta moldura é caracterizada por uma alta cúpula, uma abóbada sem teto e pilastras. Ele provavelmente se inspirou na arquitetura romana ou — como pensa a maioria dos pesquisadores — no projeto de Bramante para a nova igreja de São Pedro a qual é a síntese do paganismo e da filosofia cristã.


Os personagens que dominam a composição não estão amontoados, nem sufocados. Mas bem distribuídos no amplo recinto. Os protagonistas — Platão, está representado com um manto azul-claro (muitos o identifica com Leonardo da Vinci) e Aristóteles — ambos estão caracterizados por uma postura superior. A capacidade descritiva de Rafael, em contraste com antigas pinturas alegóricas, é que ele não procurou apresentar os personagens prestando homenagens a ninguém, ou a grupos ao redor de símbolos; não compôs um desfile. Eles se movimentam, gesticulam, ensinam, discutem e se entusiasmam.


A pintura representa o pensamento clássico, mas é também dedicada às artes liberais, simbolizadas pelas estátuas de Apollo e Minerva.

Gramáticos, Matemáticos e Músicos são personificados por figuras localizadas nos patamares, à esquerda. Geômetras e Astrônomos estão à direita. Além deles estão representados os Retóricos e os Dialéticos. Alguns dos filósofos são contemporâneos de Rafael.

Bramante é mostrado como Euclides (com uma prancheta, à esquerda, fazendo cálculos com um compasso). Francesco Maria Della Rovere, de branco, aparece outra vez perto de Bramante.

Michelangelo está sentado num degrau, lendo sobre um bloco de mármore; é representado como Heráclito. Uma visão mais apurada do afresco mostra que Heráclito foi o último a ser pintado quando a pintura foi terminada, em 1511. A alusão a Michelangelo é provavelmente um gesto de homenagem ao artista, que tinha recentemente concluído os afresco da Capela Sistina. 

Rafael — na extrema direita, com uma boina preta — e seu amigo, Sodoma, estão também presentes (eles representam a glorificação das artes e posam no mesmo nível dos artistas liberais).


O afresco teve sucesso imediato. Sua beleza e unidade temática foram aceitas universalmente. A euforia com que foi recebido não foi marcada com reservas, tal como aconteceu com a reação pública quanto a Capela Sistina.

~ Arnaldo Poesia ~

O artista renascentista italiano Rafael Sanzio (1483-1520) foi discípulo de Perugino e contemporâneo de Leonardo da Vinci, Michelangelo e Fra Bartolommeo. O afresco Escola de Atenas é uma das suas mais admiradas obras, pintado a pedido do Papa Júlio II, no salão de sua biblioteca particular, no Vaticano. Na Escola de Atenas Rafael dispôs figuras de sábios de diferentes épocas como se fossem colegas de uma mesma academia. Na composição dos personagens destaca-se Platão, segurando sua obra Timaeus, e apontando sua mão direita para cima, talvez referindo-se às causas de todas as coisas. Segundo Fowler [3], pág. ii, o título original do afresco era Causarum Cognitio, e somente após o século XVII passou-se a usar o nome popular Escola de Atenas.     Usando evidências históricas podemos identificar vários sábios no afresco, alguns deles ligados ao desenvolvimento da Matemática:

Pitágoras de Samos
Parmênides de Elea
Zeno de Elea
Sócrates
Platão
Aristóteles
Xenofonte
Alcibíades
Diógenes
Heráclito
Epicuro
Euclides
Ptolomeu
Zoroastro
Averroes

Rafael também se auto-retratou no afresco.

Filósofos gregos através da obra “A Escola de Atenas”
O salão chamado “Stanza della Segnatura”, no Vaticano, era usado pelo Papa Júlio II (1443-1513) como biblioteca e escritório onde ele assinava os decretos da corte eclesiástica. Cada uma das paredes deste local representa: a Teologia, a Poesia, o Direito e a Filosofia.


A Escola de Atenas, pintada em técnica de afresco por Raphael Sanzio (entre 1508 a 1511, em 1520?), ilustra a Filosofia e está repleto dos maiores expoentes desta disciplina. Quem olha para o afresco logo imagina sobre o que os personagens estão conversando... Os temas são variados.

Nessa obra, Raphael (aparece em auto-retrato) presta homenagem a Leonardo da Vinci, descrevendo-o de Platão, também a Michelângelo, descrevendo-o de Heráclitos...

Procure no Sistema de Coordenadas Alfanumérico (quadro abaixo), passe o seu “mouse” lentamente sobre alguns dos mestres gregos, clique uma vez e veja o que eles diziam...

As linhas imaginárias cruzadas entre as letras e os números laterais da obra, permitem informar a localização de 15 personagens pintados na obra.


A
B
C
D
E
F
G
H
I
J
1
Platão Sócrates Alexandre, o grande Apolo, o deus da razão Aristóteles Minerva, a deusa da sabedoria Heráclitos Parmênides Pitágoras Platão Euclides Ptolomeu Zoroastro Diógenes Aristóteles
2
3
4
5
6
7
Quinze dos personagens da obra acima estão identificados na lista abaixo... 
Se preferir, cada um deles tem uma coordenada entre parênteses no texto abaixo:
  • Bem no centro da imagem estão os filósofos gregos Platão (E4) e Aristóteles (E4), os quais diziam “Não se engrandece uma alma senão aumentando-lhe as virtudes” e “A sabedoria é um adorno na prosperidade e um refúgio na adversidade”, respectivamente.
  • As estátuas que adornam cada lado superior são de Apolo, o deus da razão, das artes e da beleza (C3), e Minerva, a deusa da sabedoria (G3).
  • Abaixo da estátua de Apolo estão Alexandre, o grande (C/D4), e o filósofo grego Sócrates (D4) que disse: “Só sei que nada sei”. Nascido em Atenas (469-399 a.C.), Sócrates não deixou obra escrita, mas seus ensinamentos e teorias foram explicadas principalmente por Platão, seu maior discípulo. Na religião, revelou ao mundo o “Deus invisível”, causa e princípio da vida, da ordem e da harmonia Universal. Para ele a filosofia tem como fins únicos conhecer a natureza moral do homem...
  • Na escada, aos pés de Aristóteles, está o filósofo estoico Diógenes (E/F5) (412-323 a.C.): “Saia da frente do sol”, disse para Alexandre, o Grande, quando este veio lhe visitar.
  • O matemático Pitágoras (C5) (568-470 a.C.) disse: “Cultiva assiduamente a ciência dos números, porque nossas falhas não são mais que erros de cálculo”.
  • Na obra, Pitágoras está sentado; ao lado (em pé) está Hypatia de Alexandria (C/D5) e Parmênides (D5) e, apoiando sua cabeça, o filósofo Heráclitos (D/E5) (século V a.C.), quem dizia: “É melhor mostrar maior rapidez em acalmar um ressentimento do que em apagar um incêndio”.
  • O geômetra Euclides (G/H5) (315-225 a.C.) disse: “Não existe caminho real nas matemáticas”. Euclides está ensinando geometria aos seus pupilos...
  • Ptolomeu (H5) está de frente para Zoroastro (H4), ambos seguram um glogo e olham para Raphael (aparece olhando para frente, em auto-retrato) e Sodoma.
Rafael e Sodoma

Platão e Aristóteles
No centro da Escola de Atenas destaca-se Platão (427-347 a.C.), segurando sua obra Timaeus, e apontando sua mão direita para cima. Platão era o líder da Academia de Atenas, que congregava os maiores filósofos e matemáticos de seu tempo. Platão não era propriamente um matemático, muito embora seu nome esteja ligado aos chamados sólidos de Platão. Entretanto teve um papel importante na história da Matemática como inspirador e guia, e por ter contribuído para que a Matemática se tornasse parte essencial do currículo para a educação dos jovens. Seu discípulo Eudoxus de Cnido (408-355 a.C.) tornou-se o mais célebre matemático e astrônomo de seu tempo.
   
Também no centro da Escola de Atenas, ao lado esquerdo de Platão e portando sua obra Ética, está Aristóteles, seu discípulo, e que viveu até 322 a.C. Considerado mais um filósofo e um biólogo, estava entretanto a par do desenvolvimento da Matemática de seu tempo. Contribuiu com a Matemática através de seus estudos sobre os indivisíveis, o infinito e os paradoxos de Zeno. Também analisou o papel das definições e hipóteses na Matemática, inserindo-as no contexto mais geral da lógica, da qual é considerado fundador.

Na parte inferior da Escola de Atenas, à esquerda, vemos a figura de Pitágoras (570-500 a.C. aprox.) explicando sua teoria musical. No detalhe, a tableta com alguns símbolos musicais e o número triangular 1+2+3+4, a sagrada tetractys dos pitagóricos. Pitágoras foi o fundador da Escola Pitagórica, que exerceu grande influência no desenvolvimento da Matemática.
Na parte inferior da Escola de Atenas, à direita, vemos a figura de Euclides manuseando um compasso. Euclides de Alexandria viveu por volta de 300 a. C. e participou da Escola de Alexandria, ligada à famosa biblioteca de Alexandria. Escreveu aproximadamente 12 tratados sobre ótica, astronomia, música e mecânica. Euclides é mais conhecido por ter sistematizado o conhecimento em Geometria de sua época, organizando-o em uma estrutura axiomática. Esta apresentação faz parte de sua obra Os Elementos, que exerceu grande influência no desenvolvimento e no ensino da Matemática por mais de 1500 anos.

Zeno
No lado esquerdo da Escola de Atenas, vemos a face de Zeno de Elea, que viveu na Antiga Grécia por volta de 450 a. C. Na história da Matemática ficaram famosos os paradoxos de Zeno, particularmente a Dicotomia, Aquiles e a tartaruga, a Flecha e o Estádio.

Ptolomeu

No lado direito da Escola de Atenas vemos a figura de Ptolomeu, de costas, segurando um globo terreste. Ptolomeu de Alexandria viveu no segundo século de nossa era, e foi autor do tratado Síntese Matemática, mais conhecido como Almajesto. Esta célebre obra, escrita em treze volumes, trata de trigonometria e astronomia.

  
 Platão 
- Leonardo da Vinci, o modelo

  Hipátia d'Alexandria e Sócrates

Hipàtia d’Alexandria (Egipte, segles IV-V)

Hipátia de Alexandria
também conhecida como Hipácia, filosofa, grega, nascida aproximadamente em 370 d.C. e assassinada em 415 d.C.

A tragédia de Hipatia foi ter vivido numa época de luta aguda entre o Paganismo declinante e o Cristianismo triunfante, que se impunha no mundo greco-romano. Ela era neo-platônica e defensora intransigente da liberdade de pensamento, o que a tornava má vista por aqueles que pretendiam encarcerar o pensamento nas celas da ortodoxia religiosa.

Frases de hipátia

“Compreender as coisas que nos rodeiam é a melhor preparação para compreender o que há mais além”
.
“Todas as formas religiosas dogmáticas são falaciosas e não devem ser aceitas por auto-respeito pessoal.”
.
“Reseve o seu direito a pensar, mesmo pensar errado é melhor do que não pensar.”
..
“Ensinar superstições como verdades é uma das coisas mais terríveis.”
.
“Governar acorrentando a mente através do medo de punição em outro mundo é tão baixo quanto usar a força.”
                                   
Declaração de principios do Colectivo Anarquista Hipátia

Não temos filiação determinada, mas somos irmãos de todos os que desde os alvores da Humanidade sonharam ser livres entre iguais e diferentes, ajudando a que rompesse uma relação de partilha e amizade entre indivíduos e povos, e de harmonia entre os seres e para com a Terra e o Universo.

Somos órfãos, temos que forjar a nossa própria reflexão, crítica e teórica, a partir da observação atenta, do estudo e do diálogo. Nosso. Ainda que ajudados pelos contributos dos que nos antecederam e dos que nos acompanham com esse sentido crítico e utopia a que aspiramos. Disponíveis para o confronto atento e aberto.

É rico o nosso património, espiritual, difuso e amplo. E só nesse sentido nos sentimos herdeiros. 
Herdeiros da luta camponesa,

Herdeiros da luta das mulheres contra a sua opressão milenar, da luta por uma livre identidade, autodeterminação e orientação sexual.

Herdeiros da luta contra a imposição de um modelo civilizacional embrutecedor mas dito superior, tábua rasa da história e organização social de muitos povos, e da luta contra o preconceito xenófobo e racista.

Herdeiros da luta contra a apropriação privada e a destruição da terra, da água, do ar e dos seres vivos que neles coexistem.

Herdeiros da luta contra a apropriação do nosso pensamento e da nossa energia, contra a normalização mediática, massificadora e brutal, contra a tecnologia ao serviço do império, quer se afirma nuclear, genética, digital, vertiginosa.

Herdeiros da luta contra a resignação em vista da recompensa num qualquer longínquo amanhã, seja ele místico ou político.
Não pretendemos trazer atrás de nós seja quem fora, nem sequer indicar o caminho ou um caminho, antes fazer parte de um processo partilhado e construído em comum, com o contributo controverso e sujeito à prova, da nossa ideia e método, assente no debate colectivo, na decisão por consenso, na experimentação.
Somos anarquistas.www.cah.pegada.net
Fontes: http://www.starnews2001.com.br/atenas.html
  http://www.girafamania.com.br/historia_arte/historia_artegrega.htm
    http://www.dm.ufscar.br/hp/hp902/hp902001/hp902001.html   
   http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://tirant.edu.gva.es/astronomes/hipatia2
Sejam felizes todos os seres.
Vivam em paz todos os seres.
Sejam abençoados todos os seres.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

ALEXANDRE - O GRANDE

  

Beethoven: Symphony No. 9; Handel: Organ Concerto

http://www.youtube.com/watch?v=jjWpSfkLyQc&feature=channel

 
  
 
ALEXANDRE, O GRANDE

A poderosa figura de Alexandre III pertence ao reduzido grupo de homens que definiram o curso da história humana. Seu gênio militar se impôs sobre o império persa e assentou as bases da frutífera civilização helenística.

Alexandre nasceu em 356 a.C. no palácio de Pella, Macedônia. Filho do rei Filipe II, cedo se destacou como um rapaz inteligente e intrépido. Quando o príncipe tinha 13 anos, seu pai incumbiu um dos homens mais sábios de sua época, Aristóteles, de educá-lo. Alexandre aprendeu as mais variadas disciplinas: retórica, política, ciências físicas e naturais, medicina e geografia, ao mesmo tempo em que se interessava pela história grega e pela obra de autores como Eurípides e Píndaro. Também se distinguiu nas artes marciais e na doma de cavalos, de tal forma que em poucas horas dominou o Bucéfalo, que viria a ser sua inseparável montaria.

Na arte da guerra recebeu lições do pai, militar experiente e corajoso, que lhe transmitiu conhecimentos de estratégia e lhe inculcou dotes de comando. O enérgico e bravo jovem teve oportunidade de demonstrar seu valor aos 18 anos, quando, no comando de um esquadrão de cavalaria, venceu o batalhão sagrado de Tebas na batalha de Queronéia (338).

Depois do assassinato de seu pai em 336 a.C., Alexandre subiu ao trono da Macedônia e se dispôs a iniciar a expansão territorial do reino. Para tão árdua empreitada contou com poderoso e organizado exército, dividido em infantaria, cuja principal arma era a zarissa (lança de grande comprimento) e cavalaria, que constituía a base do ataque.
Imediatamente depois de subir ao trono, Alexandre enfrentou uma sublevação de várias cidades gregas e as incursões realizadas no norte de seu reino pelos trácios e ilírios, aos quais logo dominou. Em contrapartida, na Grécia, a cidade de Tebas opôs grande resistência, o que o obrigou a um violento ataque no qual morreram milhares de tebanos.

Pacificada a Grécia, o jovem rei elaborou seu mais ambicioso projeto: a conquista do império persa, a mais assombrosa campanha da antigüidade. Em 334 cruzou o Helesponto, e já na Ásia avançou até o rio Granico, onde enfrentou os persas pela primeira vez e alcançou importante vitória. Em Sardes, de posse de seu tesouro, Alexandre construi um templo a Zeus, no antigo palácio real do rei Creso. Zeus, o Deus padroeiro da Macedônia, encontra-se no reverso de quase toda cunhagem de prata, entronizado, segundo a famosa estátua de Fídias em Olímpia. O verso traz Hércules com seu capuz de máscara de leão. À medida que as fontes de fabricação marchavam para leste, o Zeus, esculpido por operários não gregos, trona-se crescentemente vago e o Hércules cada vez mais parecido com Alexandre. Prosseguiu triunfante em sua jornada, arrebatando cidades aos persas, até chegar a Górdia, onde cortou com a espada o "nó górdio", o que, segundo a lenda, lhe assegurava o domínio da Ásia.

Ante o irresistível avanço de Alexandre, o rei dos persas, Dario III, foi a seu encontro. Na batalha de Isso (333) consumou-se a derrota dos persas e começou o ocaso do grande império. Em seguida, o rei macedônio empreendeu a conquista da Síria (332) e entrou no Egito.

O sonho de Alexandre, de unir a cultura oriental à ocidental, começou a concretizar-se. O rei da Macedônia iniciou um processo pessoal de orientalização ao tomar contato com a civilização egípcia. Respeitou os antigos cultos aos deuses egípcios e até se apresentou no santuário do oásis de Siwa, onde foi reconhecido como filho de Amon e sucessor dos faraós. Em 332 fundou Alexandria, cidade que viria a converter-se num dos grandes focos culturais da antigüidade.

Depois de submeter a Mesopotâmia, Alexandre enfrentou novamente Dario na batalha de Gaugamela (331), cujo resultado determinou a queda definitiva da Pérsia em poder dos macedônios. Morto Dario (330), Alexandre o Grande foi proclamado rei da Ásia e sucessor da dinastia persa. Seu processo de orientalização se acentuou com o uso do selo de Dario, da tiara persa e do cerimonial teocrático da corte oriental. Além disso, no ano 328 contraiu matrimônio com Roxana, filha do sátrapa da Bactriana, com quem teve um filho de nome Alexandre IV.

A tendência à fusão das duas culturas gerou desconfianças entre seus oficiais macedônios e gregos, que temiam um excessivo afastamento dos ideais helênicos por parte de seu monarca.
Nada impediu Alexandre de continuar seu projeto imperialista em direção ao Oriente. Em 327 dirigiu suas tropas para a longínqua Índia, país mítico para os gregos, no qual fundou colônias militares e cidades, entre as quais Nicéia e Bucéfala, esta erigida em memória de seu cavalo, às margens do rio Hidaspe. Ao chegar ao rio Bias, suas tropas, cansadas de tão dura empreitada, se negaram a continuar. Alexandre decidiu regressar à Pérsia, viagem penosa no qual foi ferido mortalmente e acometido de febres desconhecidas, que nenhum de seus médicos soube curar.

Alexandre o Grande morreu na Babilônia, a 13 de junho de 323 a.C., com a idade de 33 anos. O império que com tanto esforço edificou, e que produziu a harmoniosa união do Oriente e do Ocidente, começou a desmoronar, já que só um homem com suas qualidades poderia governar território tão amplo e complexo, mescla de povos e culturas muito diferentes. Depois de sua morte prematura, a influência da civilização grega no Oriente e a orientalização do mundo grego alcançaram sua mais alta expressão no que se conhece sob o nome de Helenismo, fenômeno cultural, político e religioso que se prolongou até os tempos de Roma.

Biografia da Enciclopédia Barsa
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=540
  

Alexandre, o Grande

Como o rei da Macedônia construiu seu império

Túlio Vilela*

                                            Reprodução
                                      Busto de Alexandre, o Grande
Alexandre, o Grande. Uma das personalidades mais fascinantes da história. Responsável pela construção de um dos maiores impérios que já existiu. Sua inteligência e gênio estratégico se tornaram lendários. Alguns de seus contemporâneos chegaram até a supor que ele fosse filho de Zeus, o líder dos deuses do Olimpo.

Na verdade, Alexandre não era um deus, e nem um semideus, mas um apenas um homem, com qualidades excepcionais, mas ainda assim um homem. Vamos ver a seguir um pouco de sua vida e da época em que ele viveu. Mas antes de falarmos dele, vamos falar um pouco da Grécia Antiga - cuja cultura Alexandre difundiu para outras partes do mundo - e da Macedônia, a região onde esse conquistador, filho do rei Filipe 2º, nasceu.

O mundo grego

As cidades da Grécia antiga funcionavam como "países" ou Estados independentes, cada uma com seu próprio governo e suas próprias leis. Um grego nascido em uma cidade seria considerado estrangeiro em outra. Por isso, as cidades da Grécia antiga são chamadas de cidades-Estados.

A Guerra do Peloponeso

Embora compartilhassem a mesma língua, cultura e religião, os antigos gregos estavam divididos politicamente. Não raro, uma cidade grega estava em guerra contra outra. Uma dessas guerras foi a Guerra do Peloponeso, que durou quase 30 anos. A Guerra do Peloponeso foi travada entre as duas mais poderosas cidades-Estado da Grécia Antiga: Atenas e Esparta, que disputaram a hegemonia sobre a região.

Quase todas as cidades-Estado gregas se envolveram ou foram envolvidas no conflito, algumas se aliaram a Atenas, enquanto outras se aliaram a Esparta. Essa guerra teve início no ano 431 a.C e terminou somente em 404 a.C., quando Atenas rendeu-se a Esparta. Uma das conseqüências da Guerra do Peloponeso foi o extremo empobrecimento da população grega: os pobres ficaram ainda mais pobres e foram os que mais sofreram.

Contudo, enquanto as cidades-Estado gregas lutavam entre si, um reino vizinho, a Macedônia, ganhava força.

O Reino da Macedônia

A Macedônia localizava-se na península dos Bálcãs, também chamada de península Balcânica, a nordeste da Grécia. A maioria da população era formada por camponeses livres, cujas principais ocupações eram o cultivo de terras e a criação de gado. A língua falada na Macedônia era parecida com a falada na Grécia, mas não era exatamente a mesma.

Apesar das semelhanças culturais, os antigos gregos viam com desprezo o povo da Macedônia. Na visão preconceituosa dos antigos gregos, os macedônios não passavam de montanheses ignorantes que pouco diferiam dos povos chamados de "bárbaros". Em 359 a.C., aos 23 anos de idade, Filipe tornou-se rei da Macedônia, com o nome de Filipe 2º.

Antes disso, ele havia passado três anos como refém em Tebas, uma cidade grega, onde aprendeu as mais avançadas táticas militares da época e testemunhou as violentas batalhas entre as cidades gregas. Filipe 2º aplicou tudo o que aprendeu em Tebas para organizar um exército poderoso e bem treinado.

O exército de Filipe da Macedônia

A cavalaria do exército de Filipe 2º era toda formada por membros da nobreza (o grupo privilegiado) enquanto que a infantaria (o grupo de soldados que lutam a pé, sem montaria) era formada por homens livres pobres. Ao transformar a Macedônia numa potência militar, Filipe 2º deu início à conquista da Grécia, que já se encontrava enfraquecida em decorrência da Guerra do Peloponeso.

O ateniense Demóstenes liderou uma união das cidades gregas contra a invasão macedônia. No entanto, essa união não foi suficiente para vencer o exército macedônio, que era muito mais bem treinado, e os gregos acabaram sendo derrotados definitivamente em 338 a.C. na batalha de Queronéia, nome de outra cidade grega.

Guerra contra a Pérsia

Após ter conquistado a Grécia, Filipe 2º começou a planejar uma guerra contra a Pérsia, região que corresponde mais ou menos ao Irã atual. Os persas eram donos de um grande império e vários povos estavam sob o seu domínio. Os tesouros dos reis persas e as terras férteis desse império atraíram o interesse do rei macedônio.

No entanto, Filipe 2º foi assassinado durante a festa de casamento de sua filha, quando já havia iniciado os preparativos para a guerra contra os persas. O assassino era supostamente um ex-amante rancoroso (tanto na Grécia quanto na Macedônia, era socialmente aceito que um homem tivesse amantes de ambos os sexos).

Também se suspeitou que Alexandre tivesse tramado o assassinato do próprio pai. Já segundo o historiador grego Plutarco, o assassinato foi tramado pelo recém coroado rei da Pérsia, Dario 3º.

Alexandre sobe ao trono

Com a morte do pai, Alexandre, que tinha então 20 anos, se tornou o novo rei da Macedônia. Antes de se tornar rei, o jovem Alexandre já tinha experiência política e militar. Aos 16 anos, quando o pai liderou um ataque contra a cidade de Bizâncio (atual Istambul, na Turquia), em 340 a.C., Alexandre assumiu temporariamente o reino da Macedônia. Alexandre também auxiliou o pai na batalha de Queronéia, liderando a cavalaria.

Apesar de violento, Alexandre também era culto e sofisticado. Ele adquiriu uma sólida formação cultural graças às aulas que recebeu de Aristóteles, um dos maiores filósofos da Antigüidade. Aristóteles estudou na Academia de Platão, importante filósofo grego. Foi Filipe 2º quem confiou a educação de Alexandre aos cuidados de Aristóteles.

A conquista do Egito

Em 334 a.C., Alexandre liderou um exército de milhares de homens e atravessou a Ásia Menor. Esse exército era formado por macedônios e gregos. Além dos soldados, Alexandre também levou sábios da época para estudar a fauna e flora local e cartografar o terreno.O interesse de Alexandre pela ciência foi estimulado pelas aulas que teve com seu mestre.

Durante a campanha, o jovem rei conquistou o litoral da Ásia Menor, marchou contra a Síria e derrotou o exército persa na batalha de Isso. Também dominou Tiro, cidade portuária que era considerada inconquistável. Após a conquista dessa cidade, milhares de pessoas foram mortas e um e outras milhares foram escravizadas, pois Alexandre punia com a morte ou com a escravidão a população das cidades que ousassem resistir.

Depois disso, o exército de Alexandre avançou rumo ao Egito, onde não encontrou resistência. Para os egípcios, Alexandre foi considerado um libertador, porque os livrou do domínio persa. Por isso, os sacerdotes egípcios manifestaram sua gratidão fazendo de Alexandre um novo faraó. Vale lembrar que, no Egito, os faraós eram considerados deuses, o que dá uma idéia de como Alexandre era visto em sua época.

Alexandre aproveitou a ocasião e fundou uma nova cidade no Egito, Alexandria, que veio a se tornar local de uma das maiores bibliotecas da Antigüidade e um importante centro cultural nos séculos seguintes.

A queda do Império Persa

Do Egito, Alexandre marchou com seus soldados em direção à Mesopotâmia. O exército persa era mais numeroso que o de Alexandre e contava com cavalaria, elefantes (que eram usados nos campos de batalha mais ou menos como os atuais tanques de guerra) e carruagens com rodas cujos eixos tinham lâminas pontiagudas.

Quando essas carruagens corriam nos campos de batalha, essas lâminas giravam junto com as rodas e cortavam os soldados inimigos que estivessem no caminho. Apesar disso tudo, o exército persa acabou derrotado. Uma das razões para a derrota foi o fato de que os persas lutavam desmotivados: o rei Dario 3º havia obrigado os homens a se alistarem para a guerra.

O rei persa fugiu. Depois disso, o exército de Alexandre passou pelas cidades da Babilônia e de Persépolis. Essa última foi incendiada por ordem de Alexandre para vingar a destruição de Atenas pelos persas mais de 150 anos antes. Quando Alexandre finalmente alcançou Dario, este acabou morto por membros da sua própria corte.

Ambição sem limites de Alexandre

A ambição de Alexandre não conhecia limites. Não bastassem as conquistas já realizadas, ele decidiu invadir a Ásia Central, atravessando o que hoje é o Afeganistão em direção ao norte da Índia. A resistência da população local foi muito forte. Somente após três anos de luta e massacres o exército de Alexandre conseguiu conquistar uma pequena parte da região.

Alexandre pretendia penetrar ainda mais no território da Índia, mas os seus soldados, tanto gregos quanto macedônios, estavam cansados de guerras intermináveis e difíceis e se recusaram a prosseguir. A contragosto, em 325 a.C, Alexandre se viu obrigado a abandonar seus planos de novas conquistas.

Como resultado de todas essas campanhas, Alexandre criou um império que se estendia da Grécia ao rio Indo. Ele não voltou para a Macedônia, permanecendo na Babilônia. Imitando os antigos reis persas, ele cercou-se de luxo e até ordenou que seus nobres se ajoelhassem diante dele e beijassem sua mão.

Em 323 a.C, aos 33 anos incompletos, Alexandre morreu, vitimado por uma febre. Seus generais começaram a disputar o poder entre si. O vasto império acabou se dividindo em reinos menores, dos quais os mais importantes eram os da Macedônia, da Síria e do Egito. Os generais de Alexandre se tornaram os governantes desses reinos.

O legado de Alexandre, o Grande

Alexandre contribuiu para a difusão da cultura grega no Oriente. Suas conquistas aproximaram Ocidente e Oriente, dando origem a uma nova cultura, a helenística, resultado da mistura das culturas ocidental e oriental. Em grande parte, essa mistura foi estimulada pelo próprio Alexandre, que além de ser tolerante em relação à religião e cultura dos povos conquistados, incentivava que os homens do exército se casassem com mulheres orientais. Ele próprio deu o exemplo, casando-se com três princesas persas. Ele teve dois filhos: um com uma de suas esposas e o outro com uma de suas concubinas.

Por fim, a figura de Alexandre acabou servindo de inspiração para outro líder militar que viveu depois dele: Júlio César, o general romano que fundamentou as bases do que veio a se tornar o Império Romano.

A sexualidade de Alexandre

Um dos aspectos que mais atrai a curiosidade do público atual a respeito de Alexandre é o fato de que, segundo várias fontes, Alexandre não escondia o fato de que mantinha relações sexuais com homens e mulheres. Esse aspecto foi bastante reforçado no filme "Alexandre", dirigido pelo cineasta norte-americano Oliver Stone. Segundo essas fontes, apesar de seus casamentos e filhos, Alexandre preferia a companhia de um dos seus amantes.

No entanto, de acordo com algumas dessas mesmas fontes, Alexandre condenava relacionamentos baseados apenas na atração física. Curiosamente, para alguns, no mundo grego, a homossexualidade masculina era tolerada apenas quando envolvesse o relacionamento de homens mais velhos com homens mais jovens (na visão dos gregos, a beleza era um atributo das pessoas jovens, tanto moças, quanto rapazes).

O que chamava a atenção no caso de Alexandre foi o fato de ter mantido relacionamentos com homens que tinham praticamente a mesma idade que ele. Por outro lado, muitos dos relatos a respeito da vida sexual ou amorosa de Alexandre são vistos com reservas, pois foram escritos muitos séculos depois de sua morte.
*Túlio Vilela, formado em história pela USP, 
é professor da rede pública do Estado de São Paulo e um dos autores de
"Como Usar as Histórias em Quadrinhos na Sala de Aula" 
(Editora Contexto).
  
Rei da Macedônia

Alexandre, o Grande

356 a.C., Macedônia
13/06/323 a.C., Babilônia

Reprodução
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Conta a lenda que a mãe de Alexandre, Olympia, no momento da concepção, sonhou que uma serpente entrou silenciosamente no seu quarto. Insinuando-se entre os cobertores, deslizou entre suas pernas e seus seios, e a possuiu sem machucá-la. E o seu sêmen se misturou com aquele que o marido, o rei Filipe 2º, lhe dera momentos antes de ser vencido pelo sono e pelo vinho.

Alexandre era filho de Filipe da Macedônia, que se tornou rei em 338 a.C., dominando toda a Grécia, com exceção de Esparta. Aos 13 anos recebeu como preceptor ninguém menos que Aristóteles, um dos homens mais sábios de sua época e de todos os tempos. Com ele, Alexandre aprendeu as mais variadas disciplinas: retórica, política, ética, ciências físicas e naturais, medicina, geografia; e conheceu as obras de autores como Eurípides e Píndaro.

Ao mesmo tempo, o príncipe se interessava pelas artes marciais e pela domesticação de cavalos. Na arte da guerra, Filipe 2º, militar experiente e corajoso, instruiu o filho com conhecimentos de estratégia e de comando. Alexandre, com 18 anos, pôde mostrar seu talento quando, à frente de um esquadrão de cavalaria, venceu o batalhão sagrado de Tebas, na Batalha de Queronéia, em 338 a.C.

Depois do assassinato de seu pai em 336 a.C., Alexandre assumiu o trono da Macedônia enfrentando resistência em algumas cidades gregas. Com o poder nas mãos, o jovem rei que viria a ser conhecido como Magno (ou o Grande) deu início à expansão territorial do reino e ao seu ambicioso projeto de conquistar o Império Persa. Contava com um exército poderoso e organizado, dividido em infantaria, cuja principal arma eram lanças de grande comprimento, e em cavalaria, que constituía a base do ataque rápido ao inimigo.

Em 334 a.C., Alexandre cruzou o Helesponto - o estreito de Dardanelos, na atual Turquia -, e já na Ásia avançou até o rio Granico, onde enfrentou os persas pela primeira vez e alcançou a vitória. Prosseguiu triunfante em sua jornada, arrebatando cidades aos persas, até chegar a Górdia. Diante das perdas, o rei da Pérsia, Dario 3º, foi ao encontro do inimigo. Na batalha de Isso, em 333 a.C., consumou-se a derrota dos persas e começou o ocaso do grande império.

Em seguida, Alexandre empreendeu a conquista da Síria em 332 a.C. e entrou no Egito. Seu sonho, além de aumentar em poder e em glória, era unir a cultura oriental à ocidental. Respeitou os antigos cultos aos deuses egípcios e até se apresentou no santuário do Oásis de Siwa, onde foi reconhecido como filho de Amon e sucessor dos faraós. Mas a tendência à fusão das duas culturas gerou desconfianças entre seus oficiais macedônios e gregos, que temiam um excessivo afastamento dos ideais helênicos por parte de seu monarca.

Em 332 a.C. fundou, no Egito, Alexandria cidade que viria a converter-se num dos grandes focos culturais da Antigüidade. Um ano depois, Alexandre enfrentou novamente Dario 3º na batalha de Gaugamela, cujo resultado determinou a queda definitiva da Pérsia em poder dos macedônios. Morto Dario, Alexandre foi proclamado rei e sucessor da dinastia persa em 330 a.C.

No ano 328 a.C casou-se com Roxana, filha do governante da Bactriana, com quem teve um filho de nome Alexandre 4o. Em 327 a.C. dirigiu suas tropas para a Índia, onde fundou colônias militares e cidades, entre as quais Nicéia e Bucéfala, às margens do Rio Hidaspe. Ao chegar ao Rio Bias, porém, suas tropas, exaustas, se negaram a continuar.

Alexandre decidiu regressar à Pérsia, viagem penosa, sob o ataque de povos hostis, na qual foi ferido mortalmente e acometido de uma febre misteriosa, que nenhum de seus médicos soube curar. Alexandre morreu na Babilônia, a 13 de junho de 323 a.C., com apenas 33 anos.

O império que edificou, em 12 anos, ia do rio Indo ao Nilo, com as culturas helênica e oriental interpenetrando-se e produzindo uma nova civilização que talvez tenha sido o maior legado de Alexandre à humanidade.

Fonte: Who Was Who in Greek World, Diana Bowder, Phaidon Press


Os três últimos desejos de Alexandre o Grande

Quando à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:

 1 – que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;

2 – que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas… ); e
 
3 – que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões. Alexandre explicou:

1 – Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;

2 – Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;

3 – Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.

Uma grande lição…
 
Sejam felizes todos os seres.
Vivam em paz todos os seres.
Sejam abençoados todos os seres.